Organização indígena do Equador denuncia ameaças contra seu presidente
Em comunicado divulgado nesta quarta-feira nas redes sociais, a organização indígena alertou para a "incitação à agressão" contra Vargas.
A CONAIE responsabilizou os funcionários e a equipe de segurança ligados à empresa Terra Turismo S.A. por qualquer ato de intimidação ou violência que atinja o líder ou as comunidades mobilizadas em defesa do território.
O grupo alertou que esses eventos ocorrem em meio à defesa do território ancestral de Tzawata-Ila Chukapi e à Assembleia Regional Extraordinária da Confederação das Nacionalidades Indígenas da Amazônia Equatoriana (CONFENIAE).
A organização afirmou que as ações relatadas fazem parte de uma estratégia para dividir as comunidades, colocar os membros da comunidade uns contra os outros e agravar o conflito territorial.
A denúncia surge após a CONAIE e a Aliança pelos Direitos Humanos terem emitido um alerta no início de junho sobre uma tentativa de despejo da comunidade Kichwa de Tzawata-Ila Chukapi, que deixou três pessoas feridas.
Segundo ambas as organizações, na ocasião, cerca de 200 pessoas, supostamente ligadas à Terra Turismo S.A., entraram no território ancestral com facas, lanças, motosserras e máquinas pesadas, um ato que os moradores interpretaram como uma tentativa de despejo forçado.
O conflito, de acordo com as organizações indígenas, remonta a uma disputa de mais de uma década sobre aproximadamente 627 hectares de território ancestral que teriam sido concedidos à Terra Turismo S.A. por meio de procedimentos que consideram irregulares.
A empresa, por sua vez, nega o envolvimento em atividades de mineração e se apresenta como uma empresa agrícola.
Em resposta à situação, a Aliança pelos Direitos Humanos apelou ao governo equatoriano para que tome medidas urgentes a fim de proteger a segurança dos membros da comunidade, prestar assistência médica aos feridos e conduzir uma investigação independente sobre os acontecimentos relatados.
A Confederação dos Povos da Nacionalidade Kichwa do Equador (Ecuarunari) também condenou o incidente, afirmando que constitui uma violação dos direitos coletivos dos povos e nacionalidades indígenas.
Fonte: Prensa Latina
Publicado pelo Inverta em 10 de julho de 2026

