Venezuela ameaçada por Trump
Em nossos editorias foi alertada a política de Trump para a América Latina, que seria de pressão e até intervenção militar para não perder o que o governo dos Estados Unidos considera seu quintal, uma vez que perdeu espaço para a China que é o 2° maior parceiro comercial da região, abrangendo em 2022, cerca de 437 bilhões de euros no comércio.
A disputa pela região de Essequibo território venezuelano desde a independência da Espanha, pelas petroleiras estadunidenses é devido às riquezas como petróleo, ouro, cobre, diamantes, e terras raras, tão cobiçadas pelas empresas petrolíferas como a Exon norte americana, que já possui vasta extensão territorial na Guiana. Com as ameaças feitas por Marco Rúbio, ministro de Trump para a América Latina, de fazer valer os interesses dos Estados Unidos, até mesmo pela força, aponta para a retomada da política Monroe " a América para os americanos"numa clara postura agressiva contra a Venezuela, já sancionada desde o governo bolivariano de Hugo Chávez e na administração de Nicolás Maduro.
A mesma desculpa usada para invadir e ocupar países, como no Oriente Médio, é a de"defender a democracia", foi bem recebida pelo presidente Irfaan Ali, como consequência, a Guiana passou a ser a ponta de lança para uma intervenção direta na Venezuela, com a intenção de instalar uma base militar ali.
Não é atoa que Maduro classificou Irfaan Ali como o Zelensky da América Latina.
O governo brasileiro se colocou como mediador do conflito, mas isso é pouco, dada a importância do Brasil no continente. E ficar neutro não vai garantir não ser sancionado pelo governo Trump.