Navio russo com ajuda humanitária chega a Cuba

O petroleiro russo Anatoly Kolodkin chegou ao porto de Matanzas carregando cerca de 100 mil toneladas de petróleo como ajuda humanitária para a ilha que sofre um bloqueio energético por parte dos EUA.

O petroleiro russo Anatoly Kolodkin chegou ao porto de Matanzas carregando cerca de 100 mil toneladas de petróleo como ajuda humanitária para a ilha que sofre um bloqueio energético por parte dos EUA.

O navio navega sob bandeira russa e sem escolta militar. Ele foi escoltado por um navio de guerra da Marinha russa ao atravessar o Canal da Mancha, mas, após entrar no Atlântico, o petroleiro continuou a viagem por conta própria.

Trata-se do primeiro petroleiro a chegar a Cuba em três meses depois que os Estados Unidos obrigaram a Venezuela e o México a interromper o fornecimento de energia à ilha. Cuba não recebe nenhum fornecimento de petróleo desde 9 de janeiro, o que provocou uma crise energética no país. A último carregamento foi enviado pelo México, que posteriormente interrompeu o fornecimento devido à pressão de Washington.

O presidente dos EUA, Donald Trump, havia afirmado que não tem objeções a que países, incluindo a Rússia, forneçam petróleo a Cuba. "Não nos importamos em deixar que alguém receba um carregamento porque precisa. Eles precisam sobreviver", afirmou o presidente à imprensa a bordo do Air Force One. "Se um país quiser enviar petróleo para Cuba neste momento, não tenho nenhum problema, seja a Rússia ou não", acrescentou. "Prefiro deixar entrar, seja da Rússia ou de qualquer outro país, porque as pessoas precisam de aquecimento, refrigeração e todas as outras coisas", reiterou.

Posição da Rússia

O ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergey Lavrov, afirmou em 24 de março que a Rússia está preocupa com a escalada da tensão em torno de Cuba e continuará a demonstrar solidariedade ao governo da ilha.

O porta-voz da presidência russa, Dmitry Peskov, reiterou em 19 de março o apoio de Moscou a Havana e revelou que as autoridades do país estão discutindo como ajudar o país caribenho. "Estamos em constante diálogo com a liderança de Cuba e, é claro, estamos discutindo como ajudar a ilha em uma situação tão difícil", declarou.

O porta-voz também afirmou que a Rússia está disposta a oferecer "toda a ajuda possível" à nação caribenha. "Todas essas questões estão sendo tratadas com nossos colegas cubanos", explicou.

Ameaças de Trump a Cuba

  • No dia 29 de janeiro, o presidente dos EUA, Donald Trump, assinou uma ordem executiva que declarava "emergência nacional", diante da suposta "ameaça incomum e extraordinária" que, segundo Washington, Cuba representa para a segurança do país norte-americano e da região.
  • Sobre essas bases, foi anunciada a imposição de tarifas aos países que vendem petróleo à nação caribenha, somando-se a ameaças de represálias contra aqueles que agirem em sentido contrário à ordem executiva da Casa Branca.
  • Em seguida, Trump reconheceu que sua Administração mantinha contatos com Havana e deu a entender que esperam chegar a um acordo, embora tenha qualificado o país caribenho como uma "nação em decadência" que "já não conta com a Venezuela" para se sustentar.
  • Isso acontece em meio ao bloqueio econômico e comercial que os EUA mantêm contra Cuba há mais de seis décadas. O embargo, que afeta muito a economia do país, foi agora reforçado com medidas coercitivas e unilaterais por parte da Casa Branca.
  • "Cuba é uma nação livre, independente e soberana. Ninguém nos diz o que fazer. Cuba não agride, é agredida pelos EUA há 66 anos, e não ameaça, se prepara, disposta a defender a pátria até a última gota de sangue", disse o presidente cubano, Miguel Díaz-Canel.
  • Todas as acusações infundadas de Washington foram rejeitadas sistematicamente por Havana, que alertou que defenderá sua integridade territorial.

Fonte: RT Brasil

Publicado pelo Inverta em 30 de março de 2026

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