Caracas sob fogo
De acordo com os meios oficiais venezuelanos, os resultados desta operação incluem o suposto sequestro do presidente Nicolás Maduro Moros e de sua esposa, a primeira combatente Cilia Flores, além de ataques a infraestruturas civis e militares em Caracas e nos estados de Miranda, Aragua e La Guaira. Um dos locais atingidos foi o Quartel da Montanha, em Caracas, mausoléu onde repousam os restos mortais do Comandante eterno Hugo Chávez Frías.
A fraca reação internacional por parte dos aliados da administração de Washington, bem como a indiferença das agências das Nações Unidas e de seu secretário-geral, António Guterres – que, até o momento desta publicação, não se pronunciou oficialmente –, permitiram que os EUA atuassem com total impunidade mais uma vez.
Há relatos de várias mortes, incluindo civis, devido aos bombardeios injustificados. O governo venezuelano classifica o ocorrido como uma "ação terrorista e um sequestro", medidas que visam alterar o rumo da Revolução Bolivariana.
Aparentemente à espera de uma reação das dissidências internas ao processo bolivariano – o que não ocorreu –, a população civil, em união com as Forças Armadas Nacionais Bolivarianas (FANB) e a Polícia Nacional, mobilizou-se e assumiu o papel definido por Nicolás Maduro em seu decreto de estado de exceção por comoção externa de defesa da pátria.
Seguindo as diretrizes estabelecidas, o comando das FANB controlou a situação, afastou aeronaves hostis do espaço aéreo venezuelano e preparou-se para enfrentar o inimigo em qualquer terreno.
Por outro lado, o ataque foi amplamente rejeitado pela maioria das nações soberanas do mundo, incluindo aliados dos EUA, como França, Alemanha e Espanha. Manifestações de repúdio chegaram de países como Colômbia, Russia e China, que demonstraram preocupação e buscam ativar mecanismos internacionais para condenar e punir os responsáveis. Apenas um pequeno grupo de governos alinhados aos interesses estadunidenses manifestou apoio, como os da Argentina, sob Javier Milei, e do Equador, liderado pelo norte-americano naturalizado equatoriano Daniel Noboa. A Cuba, o Irão, a Republica Democratica Popular da Coreia e outra naçõas alertaram que este ataque pode finalizar numa guerra ao nível de toda a região da América Latina e o Caribe.
As tentativas de desestabilizar a Venezuela, levar a guerra à América Latina e ao Caribe e impor agendas coloniais no século XXI estão fadadas ao fracasso. Medidas como a imposição de um presidente em Honduras, as tentativas de golpe de Estado no Brasil ou a generalização da violência para justificar medidas ditatoriais na Bolívia e no Equador mostram-se insuficientes, além de começar ser opostas a seus próprios interesses.
Até o momento desta publicação, não foi divulgado o estado de saúde ou o paradeiro do presidente legitimamente eleito da Venezuela, Nicolás Maduro, nem de sua esposa, Cilia Flores, o que gera especulações sobre um possível desfecho trágico. A Redação Internacional da INVERTA soma-se ao pedido de prova de vida de ambos.
Fidel Viteri
