Rússia classifica ações dos EUA contra Cuba como “bloqueio energético”

Em sua coletiva de imprensa semanal, a diplomata condenou as medidas implementadas por Washington contra Havana.

Moscou, 12 de fevereiro (Prensa Latina) A porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da Rússia, Maria Zakharova, classificou hoje as ações tomadas pelo governo dos EUA contra Cuba como um “bloqueio energético”.

“As medidas sem precedentes adotadas pelos Estados Unidos para bloquear o fornecimento de energia a Cuba — ou seja, um bloqueio energético que inclui combustível de aviação — criaram uma situação muito grave que também afeta os voos das companhias aéreas russas”, denunciou a porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do gigante euroasiático.

Em sua coletiva de imprensa semanal, a diplomata condenou as medidas implementadas por Washington contra Havana, afirmando que, além de agravar a crise energética, incluindo a interrupção do tráfego aéreo para o país caribenho, elas também visam provocar descontentamento entre a população local e os estrangeiros que sofrem com os transtornos nesse contexto.

Zakharova lembrou que a Casa Branca mantém o bloqueio contra Cuba há várias décadas.

“Agora, esta situação simplesmente chegou a um ponto absurdo, porque estão atacando econômica e logisticamente justamente as pessoas que alegavam ‘proteger’ por tantos anos, falando em direitos humanos”, criticou ela.

Anteriormente, o porta-voz presidencial russo, Dmitry Peskov, afirmou que Moscou está estudando possíveis maneiras de ajudar Cuba, nação que descreveu como um “país amigo”.

“Cuba está muito longe, infelizmente, para nós; não é fácil chegar lá, mas mesmo assim, discutiremos possíveis maneiras de prestar assistência aos cubanos”, enfatizou o porta-voz do Kremlin.

Em 29 de janeiro, o presidente dos EUA, Donald Trump, assinou uma ordem executiva declarando “estado de emergência nacional” em resposta à suposta “ameaça incomum e extraordinária” que, segundo Washington, Cuba representa para a segurança dos Estados Unidos e da região.

O texto acusa o governo cubano de se aliar a “numerosos países hostis”, abrigar “grupos terroristas transnacionais” como o Hamas e o Hezbollah e permitir o destacamento na ilha de “sofisticadas capacidades militares e de inteligência” da Rússia e da China. Em resposta a essas acusações infundadas, o presidente cubano Miguel Díaz-Canel declarou que "essa nova medida demonstra a natureza fascista, criminosa e genocida de uma camarilha que se apropriou dos interesses do povo americano para fins puramente pessoais".

Fonte: Prensa Latina

Publicado pelo Inverta em 12 de Fevereiro de 2026

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