América Latina reduz a fome, mas 33 milhões ainda sofrem com ela

América Latina e o Caribe registraram quatro anos consecutivos de redução da fome, mas mais de 33 milhões de pessoas ainda sofrem com ela

América Latina reduz a fome, mas 33 milhões ainda sofrem com ela

Brasília, 2 de março (Prensa Latina) A América Latina e o Caribe registraram quatro anos consecutivos de redução da fome, mas mais de 33 milhões de pessoas ainda sofrem com ela, alertou hoje a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO).

2 de março de 2026 | 16h12

No primeiro dia da 39ª Conferência Regional da FAO para a América Latina e o Caribe, realizada na capital brasileira, o Diretor-Geral Adjunto e Representante Regional da organização, René Orellana Halkyer, apresentou os resultados do biênio 2024-2025.

Em seu discurso, o representante enfatizou que, embora essa região geográfica apresente progresso contínuo na redução da fome e da insegurança alimentar, persistem profundas desigualdades sociais, visto que uma em cada quatro pessoas enfrenta insegurança alimentar moderada ou grave, e cerca de 182 milhões não têm condições de comprar uma alimentação saudável.

Orellana destacou que a FAO concentrou seu trabalho, durante o período mencionado, na consolidação de marcos regulatórios, no fortalecimento das capacidades institucionais e na promoção de investimentos estratégicos para acelerar a transformação dos sistemas agroalimentares.

Em relação à melhoria da produção, a cooperação técnica facilitou o progresso no manejo sustentável do solo, no uso responsável de insumos e na agricultura resiliente às mudanças climáticas, enquanto mais de 8.000 agricultores foram capacitados por meio do Programa Global de Médicos do Solo, atuante em 11 países.

Ao mesmo tempo, os Estados membros reforçaram seu compromisso com a atualização do Plano CELAC 2030 de Segurança Alimentar, Nutrição e Erradicação da Fome, bem como com os programas de alimentação escolar e políticas públicas baseadas em dados.

O relatório apresentado nesta segunda-feira também destacou o progresso na conservação da biodiversidade, na neutralidade da degradação da terra e na ação climática nos sistemas agroalimentares.

Durante o biênio, a FAO mobilizou US$ 158,5 milhões em financiamento ambiental e climático.

A organização também apoiou os países no acesso a US$ 400 milhões em contribuições voluntárias e na mobilização de US$ 900 milhões em cofinanciamento e coinvestimento.

O representante regional alertou que a manutenção e a aceleração desse progresso exigirão continuidade política, investimento sustentado e fortalecimento da cooperação regional para enfrentar os desafios climáticos, econômicos e sociais.

A 39ª Conferência Regional, que acontece em Brasília até 6 de março, é o principal órgão diretivo da FAO na região e definirá as prioridades de trabalho para os próximos dois anos.

Fonte: Prensa Latina

Publicado pelo Inverta em 03 de março de 2026

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