EUA na Venezuela: brutal pirataria de criminosos de guerra
O que fez o governo dos EUA na Venezuela, que tem a rejeição de 70% dos cidadãos estadunidenses, segundo a imprensa internacional. A criminosa ação de Trump, que assassinou mais de 80 pessoas, dentre eles, 32 cubanos, designados e cumprirem honrosas tarefas junto ao Povo venezuelano, é um ato de guerra motivado pela economia com a clara intenção de controlar o petróleo e demais recursos estratégicos do país sul-americano.
É de conhecimento amplo que a captura de um chefe de Estado em exercício, à margem de qualquer instância multilateral legítima, viola frontalmente a Carta das Nações Unidas, os princípios da não intervenção, da autodeterminação dos povos e da proibição do uso da força, estabelecendo um precedente gravíssimo que ameaça a paz regional e internacional.
O Inverta tem denunciado ao longo de sua existência a violação do território venezuelano e o sequestro de Nicolás Maduro não são exceções dentro do atual governo da Casa Branca de Donald Trump, mas a regra, pois o imperialismo sempre avança, sem respeitar fronteiras, governos ou a soberania dos povos, recorrendo à expropriação e à força para preservar seus interesses.
Nesse contexto, é fundamental registrar a posição oficial do governo brasileiro, em defesa do direito internacional, e que reafirma que a soberania da Venezuela está indissociavelmente ligada à soberania dos povos da América Latina e do mundo.
O Brasil expressou sua posição no comunicado conjunto divulgado no dia 4 de janeiro de 2025 em que Brasil, Chile, Colômbia,Espanha, México e Uruguai condenaram o ataque militar orquestrado pelos EUA contra a Venezuela, em uma nota onde
reafirmam a adesão dos países aos princípios da Carta da ONU, alertam para o caráter “extremamente perigoso” dessas ações e advertem aos riscos à população civil e à estabilidade regional. A nota também manifestou a preocupação com qualquer tentativa de apropriação externa de recursos naturais ou estratégicos, incompatível com o direito internacional.
O ataque à Venezuela reabre uma página sombria da história latino-americana, marcada por intervenções diretas e coerção sobre países detentores de recursos estratégicos. A normalização desse tipo de ação amplia o risco de um cerco progressivo à América Latina, atingindo países com grande diversidade energética, ambiental e mineral, como Colômbia, sob ameaça direta de uma intervenção militar ao estilo de Venezuela, e a ameaça velada ao Brasil.
Ato em defesa da paz e da soberania da AL e pela Liberdade de Maduro e Cilia Flores
A CUT (Central Única dos Trabalhadores), a UNE (União Nacional dos Estudantes) e outros coletivos e movimentos sociais convocaram, nesta 2ª feira (5.jan), atos sob o mote “Contra o imperialismo e em solidariedade ao povo venezuelano”, realizados em frente ao Consulado dos Estados Unidos, na capital paulista.
No Rio de Janeiro, no mesmo dia, organizações como centrais sindicais, entidades estudantis e frentes políticas — entre elas a Frente Brasil Popular e o Povo Sem Medo — organizaram um ato convocando a esquerda brasileira contra as ofensivas dos Estados Unidos à Venezuela e o sequestro do presidente Nicolás Maduro.
O Jornal INVERTA acompanhou a mobilização, registrando a presença de militantes que ocuparam as ruas em protesto.
A ação desesperada do governo dos EUA foi repudiada em várias partes do mundo, e em seu território o povo estadunidense, acossado pelas ações internas claramente com viés fascistas do desgoverno de Trump, vai às ruas com palavras de ordem como “tirem as mãos da Venezuela”, chamando-os governo saqueador de criminosos de guerra. O Inverta acompanhará a conjuntura, produzirá matérias jornalísticas e reproduzirá outras, com base em fontes legítimas com a responsabilidade de sempre, desmistificando as falácias da imprensa burguesa.
Bianka de Jesus
Beatriz Morais
