Rússia exige libertação imediata do presidente Nicolás Maduro
Moscou, Rússia - O vice-ministro das Relações Exteriores da Rússia, Serguéi Riabkov, reiterou que seu país insiste na libertação imediata do presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, e sua esposa, informou hoje um comunicado do Ministério das Relações Exteriores russo.
Em declarações à agência de notícias TASS, divulgadas pelo Ministério das Relações Exteriores do gigante eurasiano, o vice-ministro classificou as ações orquestradas pelos Estados Unidos, em 3 de janeiro, em território venezuelano, como uma violação do direito internacional e da segurança de uma nação soberana.
Quando questionado sobre a disposição de Moscou em conceder asilo político ao mandatário sul-americano caso ele seja libertado, Riabkov enfatizou que qualquer cenário futuro só pode ser contemplado após a libertação de Maduro e Cilia Flores.
“O primeiro passo, sem o qual tudo o mais continua sendo puramente hipotético, é a libertação de Maduro e sua esposa”, comentou o diplomata.
Qual será a disposição futura? Essa é uma questão à parte. E, neste momento, simplesmente não há motivo para falar sobre isso, concluiu o vice-ministro.
Sob o pretexto de combater o narcoterrorismo, Washington lançou, em 3 de janeiro, uma agressão militar maciça em território venezuelano, com repercussões na capital, Caracas, e nos estados de Miranda, Aragua e La Guaira.
A operação terminou com o sequestro de Nicolás Maduro e sua esposa, Cilia Flores, que foram levados para a cidade norte-americana de Nova York.
Os locais atacados eram principalmente de interesse militar, onde estavam posicionados equipamentos de defesa aérea e sistemas de comunicação, embora também tenham atingido áreas urbanas onde houve vítimas civis.
Desde então, as autoridades venezuelanas classificaram as ações de Washington como uma “gravíssima agressão militar”, ao mesmo tempo em que alertaram que o objetivo “não é outro senão apoderar-se dos recursos estratégicos da Venezuela, em particular seu petróleo e minerais, tentando quebrar à força a independência política da nação”.
Por sua vez, o Ministério do Interior, Justiça e Paz do país latino-americano confirmou que pelo menos 100 pessoas morreram no ataque militar, incluindo 32 combatentes cubanos que cumpriam missões a pedido das forças armadas e de segurança venezuelanas.
A maioria da comunidade internacional defende a libertação de Maduro e sua esposa, e insiste que a Venezuela deve ter garantido o direito de decidir seu destino sem qualquer intervenção externa.
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Fonte: Prensa Latina (publicado em 26 de janeiro de 2026)
Publicado no Inverta em 27 de janeiro de 2026
Tradução: Beatriz Morais

