Partido Marxista-Leninista da Alemanha denuncia plano da Volkswagen para cortar até 100 mil empregos

Ataque aos trabalhadores na Alemanha acende alerta para unidades da VW em todo o mundo

Em comunicado à imprensa divulgado em 27 de junho, o Partido Marxista-Leninista da Alemanha (MLPD) denunciou um plano da Volkswagen que, segundo informações divulgadas pela imprensa alemã, prevê o corte de até 100 mil postos de trabalho em todo o mundo e o fechamento de pelo menos quatro fábricas na Alemanha, localizadas em Emden, Zwickau, Hannover e na unidade da Audi em Neckarsulm. Para a organização, trata-se de uma ofensiva de grandes proporções contra a classe trabalhadora, que pode ter repercussões em outras unidades da multinacional.

Segundo o MLPD, a direção da Volkswagen teria informado previamente seus principais executivos sobre a reestruturação antes da divulgação pública das medidas. De acordo com o comunicado, a organização política já havia alertado há meses para essa possibilidade de cortes e relaciona o plano à intensificação da concorrência internacional entre as montadoras, que buscam preservar seus lucros por meio da redução de custos, fechamento de fábricas e eliminação de postos de trabalho.

Diante desse anúncio houve reações entre trabalhadores e sindicatos. Como o próprio MLPD que considerou que a política de negociação adotada até aqui mostrou seus limites diante da ofensiva patronal e destacou que o sindicato IG Metall manifestou oposição aos cortes. A nota também relembra as mobilizações realizadas por trabalhadores da Volkswagen em 2024, quando paralisações e greves levaram a empresa a recuar parcialmente de medidas semelhantes.

Após a divulgação das informações, manifestações foram realizadas em várias unidades da empresa em solo alemão. Em Neckarsulm, durante um protesto em frente à fábrica da Audi, militantes do MLPD e distribuidores de jornais ligados ao partido foram detidos pela polícia e posteriormente liberados. A organização denunciou a ação como uma tentativa de intimidar a mobilização dos trabalhadores.

No comunicado, o MLPD defende que a resposta aos cortes passe pela organização de greves e pela unidade dos trabalhadores em defesa de cada emprego e de cada vaga de formação profissional. Também alerta que, embora os fechamentos anunciados atinjam inicialmente fábricas na Alemanha, os impactos da reestruturação podem alcançar outras plantas da Volkswagen ao redor do mundo.

O Inverta acolhe a denúncia apresentada pelo MLPD sobre as demissões massivas de trabalhadores da Volkswagen, manifesta solidariedade às mobilizações em defesa dos empregos e acompanha o alerta de que uma ofensiva desse porte pode se estender a outras unidades da empresa em diferentes países. A defesa dos direitos da classe trabalhadora e a solidariedade internacional entre os povos seguem sendo parte fundamental dessa luta.

por Almeida Rodrigues

Publicado pelo site Inverta em 02 de julho de 2026

GUERRA E PAZ Crise Orgânica, Geopolítica e o Brasil – Edição Bilíngue.jpg