Desaceleração Econômica e Desigualdades: Desafios para a África
Gatete, ao abrir a XII Sessão do Fórum Regional Africano sobre Desenvolvimento Sustentável, mencionou outros desafios, como os choques climáticos e as tensões geopolíticas. Apesar desses obstáculos, ele instou as nações africanas a manterem-se ambiciosas e a adotarem soluções inovadoras e sistêmicas.
“A África precisa passar de intervenções fragmentadas para estratégias integradas que gerem impacto em larga escala”, disse Gatete, enfatizando a necessidade de maiores investimentos e de uma cooperação regional mais forte.
A Vice-Presidente da Comissão da União Africana, Selma Malika Haddadi, declarou que o fórum ocorre em um momento crucial, faltando apenas alguns anos para alcançar os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável de 2030.
Haddidi, embora tenha destacado os progressos na harmonização dos planos nacionais com as prioridades continentais, reconheceu os desafios persistentes, como as lacunas de financiamento, o desemprego e a vulnerabilidade climática.
Ela reafirmou a importância de fortalecer a colaboração entre a União Africana e as Nações Unidas, particularmente na mobilização de recursos e na construção de capacidade institucional entre os Estados-membros.
Por sua vez, o Presidente do Conselho Econômico e Social das Nações Unidas, Lok Bahadur Thapa, descreveu o momento atual como uma “conjuntura crítica” para a trajetória de desenvolvimento da África.
Thapa concordou com as restrições de financiamento e as crescentes pressões socioeconômicas do continente, mas ressaltou seu grande potencial, impulsionado por uma população jovem, inovação e integração regional.
Ele defendeu investimentos em larga escala em infraestrutura, educação e acesso digital, juntamente com o fortalecimento da cooperação multilateral para manter o ritmo de desenvolvimento.
O fórum, com o tema “Mudando o Rumo: Ações Transformadoras e Coordenadas para a Agenda 2030”, se concentrará, até 30 de abril, em áreas prioritárias como água e saneamento, energia e infraestrutura.
O evento também abordará o desenvolvimento urbano sustentável e as parcerias, considerados fundamentais para alcançar um crescimento inclusivo.
Espera-se que sirva como uma plataforma essencial para avaliar o progresso, compartilhar boas práticas e identificar soluções práticas. Os participantes enfatizaram que as discussões devem se traduzir em ações concretas e mensuráveis que melhorem a vida das pessoas em todo o continente.
Via Prensa Latina
Publicado pelo Inverta em 29 de Abril de 2026

