Editorial

Manifesto do 1º de Maio de 2019

No 1º de maio de 2019, os trabalhadores no Brasil vivem um grave momento, marcado pelo aprofundamento da Crise Orgânica do Capital. Entre outros desdobramentos dessa crise, o forte desemprego, que ultrapassa os 13 milhões, e a destruição dos direitos sociais devem merecer especial atenção da classe trabalhadora em seu dia.

O espólio da Revolução

Há trinta anos, militares de direita, a pretexto de combater a subversão e a corrupção, e "salvar" o País do "bolchevismo", tomaram o poder pelas armas e, no poder, permaneceram quase duas décadas. A esse golpe de Estado, semelhante a todos os outros que já se tomaram rotina na história do nosso Continente, chamaram de "revolução". O golpe precisava justificar-se, forjar sua ideologia que, aliás, já estava pronta, a "doutrina" da segurança nacional, elaborada na Escola Superior de Guerra, apelidada, não se sabe porque, de Sorbonne.

64 nunca mais!

A sociedade brasileira hoje, passados 30 anos de golpe militar, tem o dever e o direito de saber o que aconteceu em nosso país nos 21 anos de arbítrio institucionalizado, com cotidianas perseguições políticas, torturas, assassinatos, sequestros e desaparecimentos.

O golpe de 64 e a resistência do povo

Quando se vai comemorar, em 1º de abril, 30 anos do sanguinário golpe de estado, com apoio dos Estados Unidos da América do Norte, contra as instituições democráticas de nosso país, diariamente, alguns jornais escrevem artigos, com palavras ofensivas a heróis brasileiros, particularmente ao Capitão do Exército Carlos Lamarca. Infelizmente os mortos não se podem defender das mentiras e das calúnias. Há, entretanto, inúmeros brasileiros que sempre defenderão sua memória.

O golpe de 64 e a economia nacional

Eu posso julgar os 30 anos de governo militar através da dívida externa. Porque quando Castello Branco chegou ao governo, a dívida externa do Brasil no tempo de João Goulart era apenas de pouco mais de três bilhões de dólares. E quando terminou a fase militar, a dívida externa do Brasil tinha passado para 100 bilhões.

1964: a vingança como programa de revolução

A Revolução de 1964, não sei bem porquê é chamada de revolução, serviu mais a qualquer outro fim a um programa de vingança. Ela perseguiu especialmente pessoas que tinham desagradado os personagens que tomaram conta do Movimento que, à falta de melhor orientação, seria ajustado aos seus propósitos o de criar rótulos suspeitos para pessoas qualificadas como subversivas, condição derivada apenas de posições liberais, tomado o termo no sentido de tolerância em face de opiniões divergentes, especialmente como filiados a partidos considerados de esquerda.

1964: NÃO!

Há poucas semanas, percorrendo as ruas de Bayonne, na França, deparei com duas ruas que desembocavam na praça central da cidade e não pude fugir ao sentimento de ironia e de revolta, pois uma se chamava Victor Hugo e a outra, Thiers. Quem não se recorda do imenso desprezo e rancor que o grande poeta e político republicano manteve em relação ao pérfido anão, que foi o principal responsável pelo massacre de centenas de revolucionários da Comuna de Paris, em 1871?

Quem é que vai pagar por isso?

Há exatamente 25 anos, o INVERTA lançava em sua edição n.28, de 1º de abril de 1994, o editorial que foi manchete: “Golpe de 1º de abril de 1964: Quem é que vai pagar por isso?”

Brasil 64-94

O Brasil vinha se construindo, confiante como nunca em sua capacidade de transformar-se para superar o atraso e acabar com a pobreza, quando sobreveio o golpe militar de abril de 1964. O que se queria era alargar os quadros sociais, para que mais brasileiros tivessem empregos em que progredissem por seu esforço, para que todos comessem todos os dias, para que cada criança tivesse oportunidade de completar seu curso primário. Vale dizer, aquilo que é progresso e modernidade para nações civilizadas. Tudo, dentro da democracia e da lei.

Quem é que vai pagar por isso?

O dia 31 de março que foi adotado pela Ditadura como data oficial do Golpe Militar, é falsa pois, na verdade, a data do acontecimento foi o dia 1° de abril. Este fato já por si é um bom demonstrativo da natureza conceitual sobre, não somente, quando ocorreu o acontecimento, mas também, sobre quem são seus responsáveis, como foi realizado e por quê.

Nuestra America y el mundo

Nesta edição, resgatamos a coluna do INVERTA Nuestra America, em que trazemos aos leitores um pouco do que ocorre em Nossa América hispânica e no mundo, com notas e textos escritos em castelhano, assim, unimo-nos ainda mais à grande Pátria hispanohablante (que fala espanhol).

Urge sua hora, Bolsonaro: Rhodes é aqui! Salta aqui!

A cada dia, o povo brasileiro e dos demais países do mundo que acompanham o processo político nacional, devido a laços econômicos, políticos e culturais, ficam estarrecidos com o novo governo: a composição de seu espectro político, o objetivo e execução de seu programa, e a lógica com que decide e governa. A ultradireita chegou ao Planalto com seu arsenal de mediocridades, insanidades, fanfarronices e atrocidades após uma campanha que perdurou cinco anos e quatro meses: de junho de 2013 a novembro de 2018.

O golpismo teleguiado contra a Venezuela!

No último dia 4 de janeiro, o chamado Grupo de Lima (Argentina, Brasil, Canadá, Chile, Colômbia, Costa Rica, Guatemala, Guiana, Honduras, México, Panamá, Paraguai, Peru e Santa Lúcia), com voto contrário do México, aprovou graves medidas intervencionistas contra a Venezuela

Arcángeles, um livro de leitura obrigatória

Escrito por Paco Ignacio Taibo, Arcángeles revive a vida de 12 revolucionários de quem poucas vezes ouvimos falar. Ele nos conecta com os aspectos mais singelos da vida de cada um e com os atos que fizeram e os quais não podemos nos esquecer; nos lembra que as derrotas fazem parte dos processos de luta e que são tão heróicas quanto as vitórias.

A agenda ambiental e o perigo que ronda o Brasil de Bolsonaro

O novo governo que tomará posse em janeiro de 2019 enfrentará grandes contradições ao levar a cabo a sua política econômica neoliberal trazendo grandes prejuízos ao ser humano e à biodiversidade como um todo. O Brasil, como país emergente, há anos têm se colocado de forma a contribuir com a agenda ecológica, foi protagonista na ECO-92, teve papel importante na RIO+20 e é cossignatário do “Acordo de Paris, da qual pode sair, segundo apontou o próximo mandatário.

Declaração do Ministério da Saúde Pública

O Ministério da Saúde Pública da República de Cuba, comprometido com os princípios de solidariedade e humanistas que nortearam a cooperação médica cubana por 55 anos, está envolvido desde a sua criação, em agosto de 2013, no Programa Mais Médicos para o Brasil.

Médicos cubanos saem do Brasil Fim Programa Mais Médicos

No dia 14 de novembro de 2018, o Ministério de Saúde Pública de Cuba divulgou declaração informando que, diante das referências depreciativas e ameaças à presença dos médicos cubanos proferidas pelo presidente eleito. Os médicos e médicas, em sua maioria, já retornaram à sua Pátria e foram recebidos como herois pelo presidente cubano Miguel Díaz-Canel Bermudez, em Havana. Nesta edição, a declaração do Ministério da Saúde de Cuba e a nota da Associação de Médicos egressos da Escola Latino Americana de Medicina -Cuba.

A Guerra na Síria e as tentativas imperialistas de balcanização

O ministro das Relações Exteriores sírio Walid al-Moualem, em seu discurso à Assembleia Geral da ONU no dia 29 de setembro, exigiu que as forças estadunidenses, francesas e turcas saíssem imediatamente de seu país, uma vez que, tendo sido o Daesh efetivamente desarticulado (reduzido a um pequeno foco no sudeste desértico do país), não haveria agora qualquer justificativa para a permanência destas forças

Impactos do bloqueio dos EUA contra a Venezuela

Dados do Governo Bolivariano da Venezuela mostram os impactos alarmantes do bloqueio dos EUA contra o país governado por Nicolas Maduro. No decreto de Donald Trump de 2017, um total de US$ 6,1 milhões são os recursos financeiros, logísticos e administrativos afetados pelas sanções norte-americanas contra a Venezuela, perturbando o comércio internacional do país

Santrich e o futuro da paz na Colômbia

Na semana do dia 10 de novembro, cumpriram-se sete meses do sequestro de Jesús Santrich, líder do partido Força Alternativa Revolucionária do Comum (FARC) - outrora Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia-Exército do Povo (FARC-EP), onde foi membro de seu antigo Estado Maior Central (EMC), e integrante da comissão negociadora pela referida organização em Havana, assim como da Comissão de Acompanhamento, Implementação e Verificação do Acordo (CSIVI, por sua sigla em espanhol) -, por parte da promotoria colombiana, atendendo a uma solicitação de extradição emitida por um juiz de Nova Iorque que o acusa de narcotráfico.

É HORA DE UNIR AS MENTES E CORAÇÕES PELAS MUDANÇAS!*

Muito se tem dito que momentos de crise são momentos alvissareiros de mudanças. Nesses momentos deslocam-se pensamentos, comportamentos e práticas cristalizadas, impõem-se limites e reflexão (flexionar diferente). Mas aqui é muito mais do que retórica e repetição. O que temos vivido e assistido no Brasil desde 2014 (“um ano para não esquecer”, como bem disse o educador Selvino Heck) tem nos inquietado, numa mistura de tensão, angústia, decepção, mas também de esperanças e renovação de energias para a luta e para as mudanças necessárias – do país, de comportamentos, atitude e de cultura política.

Disputa internacional no cenário sobre os direitos humanos

Decisões internacionais mostraram uma queda de braço sobre a questão dos DH no mundo, uma delas foi a premiação do Nobel da Paz 2018 para dois defensores da luta contra a violência de gênero, o médico Denis Mukwege, que tratou mais de 30 mil vítimas da violência sexual no Congo, e a ativista Nadia Murad, sobrevivente da escravidão do Estado Islâmico no Iraque. Outro caso que chamou a atenção foi a decisão da Corte Interamericana de Direitos Humanos, condenou o Brasil pela morte sob tortura de Vladimir Herzog na Ditadura Militar.

Agenda Rio 2030 versão 2018

Mais de 50 entidades e movimentos sociais se organizaram junto com a Casa Fluminense para construir a Agenda Rio 2030 versão 2018. O objetivo é reunir uma série de propostas de políticas públicas para traçar estratégias para o Desenvolvimento da Região Metropolitana do Rio de Janeiro para daqui a 12 anos, com a implementação em escala local dos ODS (Objetivos de Desenvolvimento Sustentável) da ONU.

A crise financeira e fiscal do Rio de Janeiro

O Seminário “Como construir o Estado que queremos? Políticas públicas efeitivas. Gestão Pública Ágil e Governo Aberto”, realizado no dia 26 de setembro, discutiu as saídas para a crise fiscal e financeira do estado do Rio de Janeiro. Organizado pela Gest Rio, Casa Fluminense, Rio por Inteiro e Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia (INCT). O evento reuniu especialistas no assunto na UFRJ, na Urca, Zona Sul do Rio.