Justiça determinará sobre presença de militares em favela brasileira

Brasília, 18 jun (Prensa Latina) A Defensoria Pública da União do Brasil prepara hoje uma ação civil para retirar o Exército do carioca Morro da Providência, onde 11 militares estiveram implicados no assassinato de três jovens. O procedimento que permitirá adotar uma decisão judicial foi anunciado pelo defensor de Direitos Humanos e Tutela Coletiva, Andre Ordacgy, e se baseia em que a Constituição não prevê atuação dessa força armada na segurança pública.

Justiça determinará sobre presença de militares em favela brasileira


Brasília, 18 jun (Prensa Latina) A Defensoria Pública da União do Brasil prepara hoje uma ação civil para retirar o Exército do carioca Morro da Providência, onde 11 militares estiveram implicados no assassinato de três jovens.

O procedimento que permitirá adotar uma decisão judicial foi anunciado pelo defensor de Direitos Humanos e Tutela Coletiva, Andre Ordacgy, e se baseia em que a Constituição não prevê atuação dessa força armada na segurança pública.

A fonte acrescentou que outra medida avaliada pela defensoria se refere ao amparo de indenização ou pensões vitalícias que devem receber as famílias das vítimas que foram entregues por militares aos traficantes para serem executadas.

Nesta quarta-feira visita a favela de Providência o presidente da Comissão de Segurança Pública da Câmara de Deputados, Raul Jungmann, para falar com os parentes dos jovens que foram encontrados mortos em um lixão.

Ontem visitou o Morro da Providência o ministro de Defesa, Nelson Jobim, que pediu desculpas, em nome do Governo e do Exército, aos familiares das vítimas e prometeu sanção exemplar aos criminosos.

A Secretaria Especial de Direitos Humanos da Presidência criou uma comissão especial para acompanhar as investigações sobre o caso e considerou este episódio como intolerável.

No entanto o comando do Exército justifica a presença militar no lugar e diz que não apenas se trata de defender os elementos da engenharia e materiais de construção, como também os locais onde trabalha o pessoal desse investimento.

Um estudo prévio da área confirmou que nela existem cerca de 100 narcotraficantes, armados com dezenas de fuzis, uma metralhadora e um lança-foguetes e recordou que o último confronto ocorrido no local em dezembro deixou dois mortos.

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