Banco Central reafirma gratuidade do Pix após tarifas dos EUA

Brasília, 16 de julho (Prensa Latina) - O presidente do Banco Central do Brasil, Gabriel Galípolo, reafirmou na última quinta-feira que o sistema de pagamentos instantâneos Pix continuará gratuito, seguro e imediato, apesar das críticas dos Estados Unidos em meio à disputa comercial entre os dois países.

Durante coletiva de imprensa, Galípolo rejeitou os argumentos utilizados por Washington para questionar a plataforma de pagamentos e vinculá-la à imposição de uma tarifa adicional de 25% sobre algumas exportações brasileiras.

"O argumento contra o Pix é o caso mais evidente de uma tentativa de construir uma justificativa para a aplicação de tarifas", afirmou o chefe da autoridade monetária.

Ele também assegurou que o Banco Central manterá inalteradas as principais funcionalidades do sistema, que permitem transferências e pagamentos em tempo real 24 horas por dia, 7 dias por semana.

"Continuaremos oferecendo o Pix como um serviço gratuito, seguro e instantâneo", enfatizou.

O governo dos EUA incluiu o sistema de pagamentos digitais brasileiro entre os elementos analisados ​​pelo Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos em uma investigação conduzida sob a Seção 301 da legislação comercial brasileira.

A investigação também questionou políticas brasileiras relacionadas ao etanol, ao combate ao desmatamento ilegal e a outras medidas que, segundo Washington, afetariam empresas americanas.

De acordo com o portal de notícias Brasil 247, o governo de Luiz Inácio Lula da Silva convocou ministros, autoridades econômicas e representantes de diversos setores para refutar as acusações e apresentar os impactos do imposto, que entrará em vigor em 22 de julho.

Na coletiva de imprensa, membros do governo federal defenderam os instrumentos brasileiros e rejeitaram a tentativa de retratar o Pix como praticante de comércio desleal.

Criado e gerenciado pelo Banco Central, esse mecanismo se tornou o principal método de pagamento digital no gigante sul-americano.

Segundo dados da Federação Brasileira de Bancos (FBB), o sistema registrou 30,1 bilhões de transações em 2025, um aumento de 20% em relação ao ano anterior.

Fonte: Prensa Latina

Publicado pelo Inverta em 20 de julho de 2026

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