Banco Central reafirma gratuidade do Pix após tarifas dos EUA
Durante coletiva de imprensa, Galípolo rejeitou os argumentos utilizados por Washington para questionar a plataforma de pagamentos e vinculá-la à imposição de uma tarifa adicional de 25% sobre algumas exportações brasileiras.
"O argumento contra o Pix é o caso mais evidente de uma tentativa de construir uma justificativa para a aplicação de tarifas", afirmou o chefe da autoridade monetária.
Ele também assegurou que o Banco Central manterá inalteradas as principais funcionalidades do sistema, que permitem transferências e pagamentos em tempo real 24 horas por dia, 7 dias por semana.
"Continuaremos oferecendo o Pix como um serviço gratuito, seguro e instantâneo", enfatizou.
O governo dos EUA incluiu o sistema de pagamentos digitais brasileiro entre os elementos analisados pelo Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos em uma investigação conduzida sob a Seção 301 da legislação comercial brasileira.
A investigação também questionou políticas brasileiras relacionadas ao etanol, ao combate ao desmatamento ilegal e a outras medidas que, segundo Washington, afetariam empresas americanas.
De acordo com o portal de notícias Brasil 247, o governo de Luiz Inácio Lula da Silva convocou ministros, autoridades econômicas e representantes de diversos setores para refutar as acusações e apresentar os impactos do imposto, que entrará em vigor em 22 de julho.
Na coletiva de imprensa, membros do governo federal defenderam os instrumentos brasileiros e rejeitaram a tentativa de retratar o Pix como praticante de comércio desleal.
Criado e gerenciado pelo Banco Central, esse mecanismo se tornou o principal método de pagamento digital no gigante sul-americano.
Segundo dados da Federação Brasileira de Bancos (FBB), o sistema registrou 30,1 bilhões de transações em 2025, um aumento de 20% em relação ao ano anterior.
Fonte: Prensa Latina
Publicado pelo Inverta em 20 de julho de 2026

