INVERTA entrevista o candidato Leonel de Esquerda - 13013

O Jornal INVERTA entrevistou O Vereador do Rio de Janeiro Leonel de esquerda - 13013, candidato a Câmara de deputados pelo Rio de Janeiro, cuja candidatura o PCML, o CNCN está apoiando.

1) Onde você nasceu?

Sou carioca, nascido e criado na Abolição, no Morro do Urubu, na Zona Norte do Rio. Foi ali que construí minhas primeiras referências de vida, convivendo de perto com a realidade, os desafios e, principalmente, com a força das pessoas da favela. Minha história começa nesse território e carrega muito do que sou hoje: a relação com a periferia, com a cultura popular e com a luta por uma cidade mais justa.

2) Como despertou a sua consciência política?

Minha consciência política começou a partir da minha própria realidade, de ser um homem da periferia e vivenciar desde cedo os desafios e as desigualdades da nossa cidade. Dentro de casa, meu pai também teve uma influência importante. Ele sempre foi um grande admirador do governador Leonel Brizola, principalmente pelo trabalho que Brizola desenvolveu na educação pública.

Essa consciência foi se fortalecendo ao longo da minha formação, especialmente durante o período em que estudei no Colégio Pedro II. Foi ali que participei do movimento estudantil e comecei a entender, no dia a dia, que a política também pode ser um instrumento de transformação da sociedade.

3) Fale de sua atuação e do aprendizado no Sindicato dos Radialistas.

Sou servidor concursado da Empresa Brasil de Comunicação (EBC) e, a partir daí, passei a me envolver com o movimento sindical. Fui eleito o mais jovem presidente do Sindicato dos Radialistas do Rio de Janeiro, uma experiência que me colocou diante dos desafios concretos dos trabalhadores e me ensinou, na prática, que nenhuma conquista acontece de forma individual.

No sindicato, aprendi a importância da organização, da mobilização e da negociação. Foi uma experiência que aprofundou minha relação com o movimento sindical e consolidou em mim a compreensão de que a política precisa estar ligada à vida real das pessoas.

Essa vivência também me ensinou muito sobre diálogo. Estar à frente de uma entidade sindical exige disposição para negociar, mas também firmeza.

4) Como vê a importância da comunicação para a luta transformadora?

A comunicação é fundamental para qualquer luta transformadora porque quem não consegue comunicar suas ideias também tem mais dificuldade de disputar os rumos da sociedade. Comunicação é dar visibilidade às pautas que muitas vezes são ignoradas, mostrar outras perspectivas e fazer com que as pessoas se reconheçam como parte de uma luta coletiva.

Defendo uma comunicação pública forte e comprometida com o interesse da sociedade. A comunicação pública tem um papel fundamental para garantir que informação de qualidade não dependa apenas dos interesses comerciais ou políticos dos grandes grupos de comunicação. Ela precisa estar a serviço da população, dando voz à diversidade do nosso país e fortalecendo o direito à informação.

Ao mesmo tempo, vivemos uma época em que as redes sociais mudaram profundamente a forma de fazer comunicação. Elas permitem falar diretamente com as pessoas e romper determinadas barreiras dos meios tradicionais. Mas também precisamos discutir a regulamentação dessas plataformas. A disseminação de fake news, a atuação de grandes empresas de tecnologia, como a Meta, e a influência de interesses estrangeiros, inclusive de setores ligados ao governo Trump, sobre o debate digital são preocupações que não podemos ignorar quando falamos das eleições brasileiras.

Por outro lado, a conversa na rua, a reunião com os trabalhadores, a visita às comunidades e o diálogo olho no olho continuam sendo fundamentais. É no corpo a corpo que a gente escuta o que as pessoas estão vivendo, entende suas necessidades e também aprende.

5) Qual é a sua impressão sobre o Jornal Inverta nesse processo de transformação?

Tenho uma impressão muito positiva do Jornal Inverta porque reconheço nele uma comunicação combativa, que busca mostrar aquilo que muitas vezes não encontra espaço na grande mídia. É um meio que procura dar visibilidade às lutas dos trabalhadores e aos movimentos sociais.

Considero importante a existência de espaços de comunicação que façam esse contraponto e contribuam para ampliar o debate público, especialmente a partir da perspectiva dos trabalhadores e dos movimentos populares.

6) Fale de seus projetos e de suas lutas na Câmara de Vereadores.

Na Câmara de Vereadores do Rio, minha atuação tem sido marcada pela defesa dos trabalhadores, como ambulantes, servidores públicos, moradores das favelas e das comunidades. Também atuo na defesa da moradia popular e no direito à cidade.

O combate à extrema-direita e a defesa da cultura popular também são pautas muito importantes para mim. Acredito que o mandato precisa estar conectado com as lutas que acontecem fora da Câmara e ser um instrumento para levar essas demandas para dentro do debate institucional.

7) Uma fala contra o neoliberalismo.

Eu faço uma crítica ao neoliberalismo porque não acredito em uma sociedade que transforma tudo em mercadoria e coloca sobre o indivíduo a responsabilidade por problemas que são, muitas vezes, estruturais.

A meritocracia é muito fácil no discurso e ignora que as pessoas partem de lugares completamente diferentes. Não dá para falar em igualdade de oportunidades sem considerar as desigualdades sociais, econômicas e históricas que existem no nosso país.

8) Como vê o Brasil no cenário internacional?

Eu vejo o Brasil retomando um papel de protagonismo no cenário internacional. Depois de um período em que a política externa brasileira ficou muito subordinada aos interesses e à agenda dos Estados Unidos, o país voltou a defender uma posição mais soberana, buscando diálogo com diferentes países e fortalecendo o multilateralismo.

Lula é uma figura de enorme peso na política internacional. É um estadista reconhecido, e o Brasil voltou a ocupar espaços importantes de debate, como a ONU, o G20 e as articulações entre os países do Sul Global.

O governo Bolsonaro colocou o Brasil, durante quatro anos, em uma posição que considero subalterna no cenário internacional. Existe uma contradição muito grande entre falar em patriotismo e, ao mesmo tempo, buscar apoio de uma potência estrangeira para interferir em decisões e conflitos políticos internos do Brasil.

Como disse anteriormente, a questão relacionada aos Estados Unidos é preocupante. A atuação de grandes empresas de tecnologia, empresas de cartão de crédito e outros atores privados, somada às disputas geopolíticas e à atuação do governo Trump, precisa ser acompanhada com atenção quando envolve interesses brasileiros e o funcionamento da nossa democracia.

9) Qual a importância do apoio aos movimentos operário e popular e a entidades como o CEPPES, o Inverta e a CNCN?

Acredito que nenhuma transformação social acontece sem organização popular. O movimento operário, os movimentos sociais e as entidades que atuam na formação política e na organização dos trabalhadores têm um papel fundamental porque ajudam a construir consciência, mobilização e capacidade de intervenção na sociedade.

O apoio a iniciativas como o CEPPES, o Jornal Inverta e a CNCN parte dessa compreensão. São espaços que contribuem para o debate político, para a formação e para a organização das forças populares.

 

Rio de Janeiro indica:

Dep Estadual - Leonel de Esquerda 13013;

Dep. Federal Lindbergh Farias 1300 / Glauber Braga 5080;

Senadores Benedita da Silva – 131 / Mônica Benício - 500;

Governador Eduardo Paes - 55

Presidente: Luis Inácio Lula da Silva - 13