O Rio de Janeiro continua sendo…
Governado pelo bolsonarista Claudio Castro e apoiado pela Assembleia Legislativa, a mais reacionária dos últimos 40 anos, tendo na sua composição apenas 17 deputados do campo progressista contra 53 da direita. O PL, partido do governador, fez a maior bancada, um reflexo da eleição presidencial, quando Lula venceu em apenas 12 municípios do 92 que compõem o Estado.
Sob esse comando, o Estado do Rio continua sendo uma experiência vitoriosa da proposta neoliberal, de Estado mínimo - só para os trabalhadores - , incrementando as privatizações em setores essenciais para a população, principalmente a mais pobre, periférica, como saúde, educação, emprego, transporte, saneamento, infraestrutura.
Cláudio Castro era um ilustre desconhecido vereador quando compôs a chapa com outro bolsonarista, Wilson Witzel, para concorrer ao governo fluminense. Chapa vencedora que concorria com Marcelo Freixo(PSB) e César Maia (PSDB), entre outras chapas.
As desavenças entre Witzel e Bolsonaro levou à denúncia de corrupção na área da saúde e impeachment do governador, que seria o 6° mandatário do Palácio Guanabara afastado ou preso, Cláudio Castro assume completando o mandato.
Usando a máquina pública, como foi denunciado pelo uso de verba do IPERJ para pagamento de cabos eleitorais e, a partir daí, um processo foi aberto para impugnar a chapa. No entanto, a dupla Cláudio Castro/ Thiago P. Gonçalves venceu as eleições com 58% dos votos válidos, impulsionado pelos evangélicos pentecostais, que hoje detém boa parte dos recursos do Bolsa Família.
O processo só foi votado no início de março e o TRE absolveu o governador por 5 votos a 2, deixando livre aquele que seria o 7° acusado de corrupção.
Parece redundante quando se fala sobre corrupção na administração pública, mas o sistema capitalista é corrupto na sua essência e o Estado existe para administrá-lo, restando aos trabalhadores a luta para superá-lo.