Governo Lula faz acordos na Ásia e reforça o Mercosul
Na última semana de março aconteceram os encontros entre o governo Lula e os governos do Japão e do Vietnã. A comitiva brasileira contou com 11 ministros de Estado, parlamentares e empresários de vários ramos de atividades, destacando dentre elas a Embraer, que mostrou na Ásia sua capacidade tecnológica na aviação.
No Japão, ao lado do presidente, Shigeru Ishiba, Lula firmou vários acordos, comemorando os 130 anos de relações econômicas, políticas e sociais entre os paises- irmãos. O Brasil tem a maior população de imigrantes japoneses, cerca de 2 milhões de pessoas, que tem contribuído também culturalmente com o nosso país.
Os memorandos firmados pelos dois governos abarcam o agronegócio, ciência e tecnologia, saúde, educação, biodiversidade, turismo, infraestrutura, entre outros. Em todas as falas do presidente Lula, foi reforçada a relação com o Mercosul e a importância do BRICS na relação Sul-Sul no mundo multipolar que vai se conformando.
No Vietnã, Lula destacou o papel do Brasil como o principal parceiro comercial desse país na América do Sul, o que reforça a importância do Mercosul nessas relações comerciais.
Lula e o presidente Luong Cuong, firmaram acordos em Hanói que abrangem as áreas de ciência, tecnologia e inovação, já com a primeira reunião conjunta marcada para o segundo semestres deste ano, além do destaque para Implementação da Parceria Estratégica para o período 2025-2030, que engloba política, defesa, segurança e desafios globais, economia, comércio e investimento, com meta comercial de 15 bilhões de dólares para o período. No corrente ano, o Vietnã já é o quarto maior destino das exportações da agropecuária brasileira, respondendo por 3,2% até fevereiro.
No encerramento do encontro, o presidente Lula destacou: "Brasil e Vietnã compartilham uma estratégia de crescimento e desenvolvimento, e esse compromisso reafirma nosso empenho em construir pontes, impulsionar oportunidades e aprofundar laços estratégicos..."
Essa visita à Ásia foi também uma preparação ao encontro do BRICS, em julho, sob a presidência de Lula, bem como ao encontro da COP 30, em novembro.