Seminários de Lutas Contra o Neoliberalismo celebram os 34 anos de Inverta e aprofundam o debate sobre a Crise Orgânica do Capital
A realização dos Seminários de Lutas Contra o Neoliberalismo em diferentes estados do Brasil constituiu um marco político, teórico e organizativo no contexto dos 34 anos do Jornal Inverta, 33 anos de circulação no Brasil do Granma Internacional de Cuba em português, 21 Acordo Prensa Latina e a Cooperativa Inverta. As atividades realizadas ao longo de 2025, evidenciaram a capacidade de articulação nacional do jornal, reunindo intelectuais, movimentos sociais, organizações políticas e representações internacionais em torno de um eixo comum: a análise da Crise Orgânica do Capital e seus desdobramentos.
Mais do que eventos pontuais, os seminários expressaram o acerto político de uma linha editorial comprometida com a realidade concreta, além de consolidarem espaços de produção teórica, formação política e intervenção prática. O lançamento em Brasília da obra “Guerra e Paz: Crise Orgânica do Capital, Geopolítica e o Brasil”, de autoria de Dr. Aluisio Bevilaqua e coautoria de Ms Julia Bevilaqua e Ms Camila Milani, reforçou e ampliou – de forma profunda – esse papel formativo e estratégico.
II Seminário de Lutas Contra o Neoliberalismo RJ – Guerra e Paz: “A Crise Orgânica do Capital, a Conjuntura e os reflexos no Rio de Janeiro”
O II Seminário de Lutas Contra o Neoliberalismo RJ – Guerra e Paz foi realizado, em 20 de setembro, no Colégio Brasileiro de Altos Estudos da UFRJ, reunindo convidados entre os leitores e defensores do Inverta, intelectuais, autoridades políticas e representações do movimento social e Juventude. O tema central foi “A Crise Orgânica do Capital, a Conjuntura e os reflexos no Rio de Janeiro”.
A programação iniciou-se com a Abertura Solene, com a presença de Dr. Aluisio Bevilaqua, do Secretário de Direitos Humanos e Igualdade Racial RJ, Ex Ministro da Igualdade Racial Edson Santos, Dr. Eurico Lima Figueiredo, Ms Julia Bevilaqua, Dr. Ricardo Lodi, Dr. Ramez Phillipe Maalouf, Dr. Michel Damasceno, Ms Edison Munhoz, Representante do Sindicato Nacional dos Moedeiros Vitor Hugo Cabral, Ms. Francisco Soriano, Dra. Bianka de Jesus e Dra. Jaqueline Alves, que coordenaram a mesa.
Após a abertura, realizou-se a mesa “Crise Orgânica do Capital e Conjuntura Internacional”, com Dr. Eurico Lima Figueiredo, Ms Julia Bevilaqua, Ricardo Lodi e Dr. Ramez Phillipe Maalouf, sob coordenação de Dr. Aluisio Bevilaqua e Dra. Bianka de Jesus.
Em seguida, ocorreu o almoço cultural, com apresentações da Cia de Arte Enparte, sob a direção de Carlos Castro, a fantástica Cia de Arte Fuxico, o intérprete e músico Xanddy Uruguaio e o ator e poeta Idioraci Santos.
Na terceira mesa, “A Crise Orgânica do Capital e seus reflexos no Rio de Janeiro”, participaram o diretor do Ceppes e Professor Haroldo de Moura, Dr. Sergio Sant’Anna, Dra Marcela Padilha, Ms. Edison Munhoz Filho e Ms. Francisco Soriano, com mediação de diretora da Inverta Ltda, Professora Rosa Terço e a Dra. Angela Fernandes.
O evento seguiu com homenagens aos Imprescindíveis de Inverta, destacando as figuras dos inesquecíveis Silvio Tendler, Taiguara e João do Vale, em um momento de forte emoção e reconhecimento histórico.
O encerramento ocorreu com a mesa de pré-lançamento do livro “Guerra e Paz: Crise Orgânica do Capital, Geopolítica e o Brasil”, com apresentação de Dr. Aluisio Bevilaqua e Ms Camila Milani, e mediação de Dr. Ana Alice Pereira e da Prof. Osmarina Portal.
II Seminário de Lutas Contra o Neoliberalismo – MG: “Soberania Nacional”
A segunda edição do Seminário de Lutas Contra o Neoliberalismo – Minas Gerais (A Crise Orgânica do Capital, Conjuntura internacional, a defesa do SUS, dos direitos sociais, da soberania e das riquezas naturais de Minas Gerais), é uma realização do Centro de Educação Popular e Pesquisas Econômicas e Sociais – CEPPES, foi realizado no dia 04 de outubro, na Sala da Congregação, Faculdade de Direito da Universidade Federal do Estado de Minas Gerais (UFMG).
O Seminário contou com o apoio da Faculdade de Direito da UFMG, do Painel Científico de Acompanhamento da Crise – PCAC; do Grupo de Pesquisa Educação, Trabalho Economia Global e Sustentabilidade (ETEGS); do Jornal Inverta; do Instituto Preto no Branco, da Central Única dos Trabalhadores (CUT-MG); do Instituto Dr. Célio de Castro; do Congresso Nacional de Lutas Contra o Neoliberalismo; da Juventude 5 de Julho; e do Partido Comunista Marxista Leninista – Seção Brasil.
O II Seminário de Lutas contra o Neoliberalismo em Minas Gerais – Soberania Nacional, ocorre em um momento de acirramento das contradições da Crise Orgânica do Capital
no mundo unipolar em transformação para uma nova geopolítica internacional em um mundo multipolar, o que ilustra essa afirmação, entre outras coisas, a criação dos Brics e a organização dos países do Sul Global. O que de certa forma, fortalece países em desenvolvimento a serem protagonistas na geopolítica, tendo o Brasil em particular a possibilidade de contribuir nessa conjuntura significativamente.
Nesse contexto, o II seminário pode se debruçar em questões da geopolítica internacional, se voltando para o papel do Brasil, e, traçando uma visão da importância do Estado de Minas Gerais nessa conjuntura, sua importância econômica, política, territorial e cultural. E da sua importância no contexto da federação brasileira.
A política neoliberal que nos últimos 6 anos, em particular do governo de Romeu Zema (Novo), têm fragilizado o Estado de Minas Gerais em áreas sensíveis para o atendimento ao povo mineiro, como: saúde, educação, assistência social, serviços em abastecimento de água e energia elétrica, sem falar nas perdas de direitos básicos do cidadão. Essas são políticas que priorizam o mercado de capital ao invés do mundo do trabalho, ações que têm levado o atual governo a trabalhar para privatizar as principais empresas, COPASA, CEMIG, CODEMIG, UEMG, além de alienar vários prédios públicos. Minas, enquanto Estado, poderá ficar muito frágil, se essa política se consolidar.
O II Seminário de Lutas Contra o Neoliberalismo – Minas Gerais nos impõe um esforço teórico e prático para compreender a conjuntura e como podemos intervir e organizar homens e mulheres na defesa do bem comum, sobretudo, defender a soberania nacional e as nossas riquezas naturais e que estas estejam a serviço do progresso de nossa nação.
A mestra de cerimônia Carolina Marques, assistente social deu início ao II Seminário de Lutas contra o Neoliberalismo em Minas Gerais e convidou para coordenar a mesa de abertura, o Gestor Público Dayson Martins, e em seguida convidou para a formação da mesa com o professor Dr. Aluisio Bevilaqua – Presidente do CEPPES, fundador e Editor-Chefe do Jornal Inverta; Professor Dr. José Luiz Quadros de Magalhães – Presidente da Comissão Arquidiocesana de Justiça e Paz de Belo Horizonte, e Membro do Conselho Científico do CEPPES; Jairo Nogueira – Presidente da CUT Minas; Sidnei Martins – Coordenação Nacional do CNCN e Membro do Conselho Científico do CEPPES; Rodrigo Célio de Castro – Presidente do Instituto Dr. Célio de Castro; e Heloísa Greco Bizoca – Presidente do Instituto Helena Greco de Direitos Humanos e Cidadania.
A fala de todos foi uma saudação ao evento e ao aniversário do Jornal Inverta. Para Bizoca - “era uma honra estar presente na abertura do II seminário, além de poder parabenizar os 34 anos do jornal Inverta, um jornal de esquerda que dura há tantos anos, levando a verdade ao povo”.
Já o presidente do CEPPES, Dr. Bevilaqua, o feito é importante e enfatizou que grandes rios são feitos por pequenas nascentes, o que demonstra o valor do seminário em Minas Gerais.
A Mesa 1 – A Crise Orgânica do Capital e a Conjuntura Internacional, contou com a conferencista Mestra Júlia Pereira Bevilaqua – Vice-líder do Grupo de Pesquisa Educação, Trabalho Economia Global e Sustentabilidade (ETEGS) e Membro da Diretoria do CEPPES; Professor José Luiz Quadros – UFMG, e do Eng. Rodrigo Célio de Castro, presidente do Instituto Dr. Célio de Castro. A mesa teve a coordenação da biomédica Simone Fernandes e da assistente social Marcilene Siqueira.
Em sua exposição, Castro foi enfático na derrota do capitalismo mundial, na incapacidade de resolver problemas históricos para a humanidade e que a geopolítica mostra claramente que os Estados Unidos seguem para o seu derradeiro final.
O professor Dr. Luiz Quadros trouxe com mais detalhes a tese das “Guerras Híbridas” no contexto da Crise Orgânica do Capital, e reafirmou a necessidade de uma compreensão científica para enfrentar a crise que o mundo do capital neoliberal está ressaltando a “Guerra dos Afetos”, o que é uma crise desesperadora para a humanidade, pelo terror em que vivemos com as guerras.
A professora Me Julia Bevilaqua, Vice-líder do Grupo de Pesquisa Educação, Trabalho, Economia Global e Sustentabilidade (ETEGS), ressaltou que o trabalho apresentado por ela é fruto do trabalho científico coletivo. Ressaltou a importância da pesquisa científica e os estudos feitos pelo Dr. Aluisio Bevilaqua a respeito da Crise Orgânica do Capital e que essa tese da crise orgânica dava base científica para outros estudos, do qual ela falou sobre a geopolítica internacional e do papel do Brasil nessa conjuntura.
A Mesa 2 – A defesa do SUS, soberania nacional e as riquezas naturais de Minas Gerais, contou com os conferencistas Dr. Dirceu Greco (UFMG), do Professor Sidnei Martins – CNCN e do presidente da CUT-MG, Sr. Jairo Nogueira. Coordenou a mesa o Assistente social José Adilson, membro da Pastoral Nacional do Povo da Rua.
O presidente da CUT Minas ressaltou as lutas contra o neoliberalismo no governo de Zema, fez um balanço de como o projeto neoliberal tem prejudicado Minas Gerais e as dificuldades de mobilização para enfrentar esse governo. Se diz preocupado, pois, o governo resolveu privatizar a COPASA e a CEMIG, duas empresas que são lucrativas e ajudam o estado, mas o governador e seu grupo político quer vender para cumprir a sua promessa de campanha. Diz que é preciso unir a esquerda para vencer esse projeto.
Em sua fala, Sidnei Martins ressaltou o papel das lutas sociais e populares organizadas. Fez menção ao Movimento de Luta Por Moradia, de Belo Horizonte da época dos anos 90 do século passado. Disse que era preciso estudar esse movimento, pois, ali se gesta o embrião do Poder Popular. Conclamou a CUT e os movimentos populares a construir uma força em torno de um Programa de Emergência Contra o Neoliberalismo e que Minas poderia dar essa contribuição.
Por fim, o professor Dr. Dirceu Greco, trouxe uma contribuição sobre o SUS, as patentes e como o SUS e sua organização foram importantes para se apresentar como um sistema que atende mais de 213 milhões de brasileiros de forma gratuita e com qualidade. O SUS é universal e atende qualquer pessoa independente da sua situação social.
A homenageada do Jornal Inverta nas Gerais, este ano, foi Helena Greco (In Memoriam), por sua trajetória na luta pelos Direitos Humanos, pelas causas populares, em defesa da vida e da ciência.
Receberam das mãos do Editor-Chefe do Jornal Inverta, o Dr. Aluisio Bevilaqua, o certificado de apreciação, a filha Marília Greco e o filho Dirceu Greco. Foi um momento de emoção e reafirmação das lutas por justiça e por direitos.
A mesa do Pré-lançamento do livro, Guerra e Paz: Crise Orgânica, Geopolítica e o Brasil, foi coordenado por Rodrigo Righi Marco, mestrando em Direito pela UFMG na área de Crítica Marxista do Direito, da Política e da Economia Política. a mesa foi formado pelo Dr. Aluisio Bevilaqua, autor do livro, pela Me Julia Bevilaqua, coautora do livro e pelo Dr. José Luiz Quadros de Magalhães (UFMG).
O professor Luiz Quadros ressaltou a importância da obra que foi pré-lançada e que teria o seu primeiro lançamento internacional na Ilha Socialista de Cuba e a posterior em Brasília, na capital do Brasil. Fez referência ao conteúdo, a justeza teórica da análise e da quantidade e da qualidade de dados da obra. Além disso, fez um convite a todos para adquirirem o livro, um instrumento importante para a construção de uma compreensão da realidade atual.
A professora Julia Bevilaqua ressaltou o papel coletivo da pesquisa e a dedicação de anos do professor Aluisio Bevilaqua nos estudos sobre o marxismo e na construção e articulação de forças pensantes para consolidar uma teoria para a América Latina, em particular para o Brasil.
O autor do livro Guerra e Paz: Crise Orgânica, Geopolítica e o Brasil, Dr. Aluisio Bevilaqua, fez uma apresentação geral do livro, da sua importância na atual geopolítica, e o papel histórico das transformações econômicas e sociais do mundo capitalista. Trouxe dados inéditos que confirmam essas mudanças na correlação de forças do mundo unipolar para o mundo multipolar e da importância histórica das forças do socialismo e da necessidade de construir uma nova forma de produção, que atenda as populações a sua dignidade e com justiça econômica e social.
II Seminário de Lutas Contra o Neoliberalismo –GO: “A Crise Orgânica do Capital e seus desdobramentos ambientais e na saúde pública em Goiás”
O III Seminário de Lutas Contra o Neoliberalismo – Guerra e Paz foi realizado na Universidade Federal de Goiás (UFG), no Museu Antropológico, em Goiânia, em 11 de outubro de 2025.
O evento contou com três mesas de debate, voltadas ao tema “A Crise Orgânica do Capital e seus desdobramentos ambientais e na saúde pública em Goiás”.
A primeira foi a mesa de abertura, coordenada por Adelmar Santos de Araújo, diretor do CEPPES Centro-Oeste, com a participação da Prof.ª aposentada Osmarina Portal, representante do Jornal Inverta; da Vereadora Kátia Maria (PT), parlamentar municipal; de Patrícia Cristiane, representante da Direção Nacional do MST, bacharela em Direito e pré-assentada no Assentamento Paulo Gomes II, em Itapuranga; e de Francisco Wender, funcionário da Saneago, militante anti-imperialista, membro do núcleo pela construção da Liga Anti-imperialista Internacional e da coordenação do Comitê Palestina Livre.
A segunda mesa foi coordenada por Osmarina Portal e contou com a participação do Prof. Dr. Adelmar Santos de Araújo (CEPPES Centro-Oeste/UFG); de Dom Orvandil, bispo-chanceler da Igreja Anglicana do Brasil, professor universitário, criador do canal TV CP12 (YouTube), palestrante e militante em defesa da classe trabalhadora; e do Vereador Fabrício Rosa (PT-GO), parlamentar municipal. A mesa enfatizou a relevância da “Crise Orgânica do Capital, Alterações Climáticas e Saúde Pública em Goiás”.
A terceira mesa foi coordenada pelo Prof. Me. Valdir Pereira de Souza e contou com a participação da Prof.ª Me. Julianna Carvalho de Oliveira, da Universidade Federal de Goiás (UFG); e de Lúcia Araújo, assistente social vinculada à Universidade de Brasília (UnB), discutindo o tema “Museu e Relações Possíveis: Educação, Trabalho e Meio Ambiente”.
Além das mesas, houve o lançamento do livro Alterações Climáticas, de autoria do Dr. Aluísio Bevilaqua, e o pré-lançamento do livro Guerra e Paz: Crise Orgânica do Capital, Geopolítica e o Brasil, em coautoria com a Ma. Julia Mariano Pereira Bevilaqua e a Ma. Camila Milani.
O seminário foi encerrado com um ato cultural e político.
II Seminário de Lutas Contra o Neoliberalismo em São Paulo
Nos dias 17 e 18 de outubro, realizou-se na EACH-USP Leste o II Seminário de Lutas Contra o Neoliberalismo em São Paulo, evento que contou com a presença de diversos intelectuais, representações internacionais, movimentos sociais e partidos políticos. O evento, que faz parte dos Seminários Estaduais de Lutas Contra o Neoliberalismo em diversos estados do Brasil, teve como tema: Crise Orgânica do Capital, Tempo Livre, Transformação Ecológica e Saúde.
A edição também comemorou os 34 anos do Jornal Inverta, 33 anos de circulação do Granma Internacional no Brasil e 21 anos do acordo comercial com a Agência Latino-Americana de Notícias Prensa Latina no Brasil.
No dia 17, ocorreu a abertura política, na qual falaram a mediadora debatedora Prof.ª Camila Milani, do CEPPES; o Exmo. Sr. Embaixador Benigno Pérez, cônsul da República
de Cuba em São Paulo; a Prof.ª Dra Bianka de Jesus, jornalista responsável pelo Jornal Inverta; o Prof. Dr. Reinaldo Pacheco, livre-docente do TerCor/Promuspp; o Prof. Hernando Barrionuevo, do CNCN/J5J; o Me. Rodrigo Sanches, do Quilombação/Promuspp; a Prof.ª Sophia Castellano, do ETEGS; o Prof. Douglas Samuel Fonseca e a Prof.ª Rafaela Guabiraba, pelo Cursinho Popular Padre Ticão; e o Prof. Víctor Barrionuevo, das Relações Internacionais do CNCN.
Na sequência, foi feita a entrega da Comenda Elisa Branco de Reconhecimento das Lutas dos Povos ao Exmo. Sr. Embaixador Benigno Pérez, em nome do 60º aniversário de fundação do periódico Granma, órgão oficial do Comitê Central do Partido Comunista de Cuba.
Em sua fala, o cônsul ressaltou que, em 3 de outubro de 1965, vários eventos históricos se sucederam na ilha: a unidade das forças revolucionárias no Partido Comunista de Cuba, a eleição de seu primeiro Comitê Central, a criação do periódico Granma e o discurso de Fidel, no qual se tornou pública a carta de despedida de Che.
O periódico Granma leva o nome do iate no qual Fidel e outros 81 revolucionários partiram do México até Cuba, na epopeia que resultaria no fim da ditadura de Batista e no início do governo revolucionário, que hoje já conta com 67 anos, sendo farol para todas e todos os revolucionários da América e, por que não, do mundo.
No dia seguinte (18), realizou-se, pela manhã, a mesa “Neoliberalismo, Crise Orgânica e Saúde”, que contou com a presença do Exmo. Sr. Embaixador Benigno Pérez, em nome da República de Cuba; do Prof. Michel Mendes Damasceno, da Escola Latino-Americana de Medicina e membro do ETEGS; do Prof. Dr. Leandro Carnut, livre-docente da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo; do Prof. Dr. Douglas Roque Andrade, coordenador do Promuspp e também realizador do evento; e do Prof. Dr. Hudson Mandotti de Oliveira, da PUC-SP, com a mediação da Prof.ª Dra Bianka de Jesus e da Ma. Daniela Nascimento.
Debateu-se a superação dos paradigmas da saúde que não levam em consideração a determinação social do processo saúde-doença e a relação da crise nas ciências médicas com a Crise Orgânica do Capital.
Logo após, todos participaram do almoço cultural, que contou com a belíssima apresentação da Banda dos Metalúrgicos Aposentados do ABC (AMA-ABC), que sempre nos agracia com repertório de temas históricos da música brasileira, além da já tradicional apresentação da “Guantanamera”. Após o almoço, os participantes retornaram ao auditório para a segunda mesa do dia.
A mesa “Crise Orgânica, Transformação Ecológica e Tempo Livre” contou com as falas da Prof.ª Camila Milani; da Prof.ª Dra Bianka de Jesus; do Prof. Dr. Reinaldo Pacheco; do Prof. Dr. Diamantino Pereira, livre-docente da EACH-USP; e da Prof.ª Viviana Santiago, da Oxfam Brasil. A coordenação da mesa ficou a cargo do Prof. Hernando Barrionuevo e da Prof.ª Larissa Soares.
Discutiu-se o tempo livre e as desigualdades em tempos de Crise Orgânica, bem como suas implicações no meio ambiente, além do potencial estratégico da América Latina e, em especial, do Brasil, detentor das maiores reservas de biodiversidade do planeta e de minerais estratégicos.
Ao final, a Prof.ª Camila Milani encerrou o seminário com a apresentação do livro, em pré-lançamento, do qual é coautora: Guerra e Paz: Crise Orgânica, Geopolítica e o Brasil, de autoria do Prof. Dr. Aluísio Pampolha Bevilaqua, com coautoria da Ma. Julia Pereira Bevilaqua.
A Prof.ª Camila Milani destacou, em sua fala sobre a obra — que simultaneamente era lançada em Havana, no III Encuentro de Publicaciones Teóricas de Partidos y Movimientos de Izquierda —, a importância que o Brasil pode ter na nova geopolítica, marcada pelas rupturas da hegemonia dos EUA no mundo, no contexto da Crise Orgânica do Capital.
Esse foi o tom do seminário: um evento marcado pelo compromisso da ciência e da universidade com os problemas da humanidade e com as possibilidades de resolvê-los, com ousadia para lutar e ousadia para vencer, oferecendo ao nosso povo a análise da realidade que nos permite ser protagonista e assumir nossa história rumo a um novo futuro.
II Seminário de Lutas Contra o Neoliberalismo – DF: “A Crise Orgânica do Capital, Crise Ambiental, Soberania e Reflexos da Política Neoliberal no Distrito Federal”
No dia 23 de outubro de 2025 ocorreu o II Seminário de Lutas Contra o Neoliberalismo em Brasília-DF. A Faculdade de Ciências da Saúde da Universidade de Brasília sediou o evento, cujo tema foi “A Crise Orgânica do Capital, Crise Ambiental, Soberania e Reflexos da Política Neoliberal no Distrito Federal”, com duas mesas de palestras: a primeira, “Crise Orgânica, Crise Ambiental e Conjuntura Internacional”, e a segunda, “Soberania e Reflexos da Política Neoliberal no DF”.
O Seminário Internacional de Lutas Contra o Neoliberalismo é uma co-realização do Centro de Educação Popular e Pesquisas Econômicas e Sociais (CEPPES), com diversas parcerias no campo acadêmico. Como tal, constitui-se em espaço e fórum para relevantes contribuições ao mundo acadêmico, cultural e aos movimentos políticos e sociais, no âmbito local, regional e internacional.
A presença de representações diplomáticas de diversos países, representações políticas, destacados intelectuais, docentes e discentes de instituições, centros e grupos de ensino e pesquisa nacionais e internacionais, e lideranças dos movimentos sociais urbanos e rurais constituiu um espaço de cooperação intelectual, formação multidisciplinar e de envolvimento e participação social, transcendendo o ambiente hermético do ensino superior brasileiro.
O Ato Solene e as mesas tiveram a participação de representantes de entidades e palestrantes ilustres que enriqueceram o evento. Na Mesa 1, “Crise Orgânica do Capital, Crise Ambiental e Conjuntura Nacional”, participaram o Dr. Aluisio Pampolha Bevilaqua, Presidente do Centro de Educação Popular e Pesquisas Econômicas e Sociais, Fundador e Editor-Chefe do Jornal INVERTA e líder do Grupo de Pesquisa Educação, Trabalho, Economia Global (ETEGS/CNPQ); Exma. Sra. Idalmis Brooks Beltran, Conselheira da Embaixada da República de Cuba no Brasil; Exmo.Sr. Chang Hyon Pak, Conselheiro da Embaixada da República Popular Democrática da Coreia; Exmo. Sr. Hol U Sin, Primeiro-secretário da Embaixada da República Popular Democrática da Coreia; Embaixador Ahmed Mulay Aly Hamady, representando a República Árabe Saarauí; Ms Julia M Pereira Bevilaqua, diretora do CEPPES; Ms Camila Queiroz Milani, também diretora do CEPPES; Mestre Hélio Doyle, representando a Geração 68; Maria José Conceição Maninha, pela Associação Saarauí; Dra. Márcia Abrahão, ex-reitora e primeira mulher a dirigir a UnB.
Ainda no período da manhã, houve também a presença do Dr. Carlo Zanetti, representando a FS-UnB; do diretor do SINPRO-DF, Herbert Anjos; da presidenta do SINDSERVIÇO, Maria Isabel Caetano; do presidente da CUT, Rodrigo Rodrigues; da Prof. Rosa Terço, representante da Editora INVERTA; e de Sidnei Martins, diretor do Congresso de Lutas Contra o Neoliberalismo, que compuseram a mesa de abertura.
Durante a primeira mesa, o evento teve a honra de lançar a mais recente publicação da Editora INVERTA Ltda, Guerra e Paz: Crise Orgânica, Geopolítica e o Brasil, do Dr. Aluisio P
. Bevilaqua, em coautoria com as mestras Julia Mariano P. Bevilaqua e Camila Queiroz Milani.
O livro, que também foi lançado em Cuba na 3ª Feira Literária, traz questões profundas sobre a crise do capital, seus problemas cíclicos e rotatórios, relacionados à aplicação crescente de tecnologias, acarretando consequências e transformações na geopolítica, assim como o papel do Brasil nessa nova configuração. A obra, além de trazer dados que demonstram que o imperialismo, sob a hegemonia dos EUA, está ruindo, apresenta também, de forma concreta, elementos de esperança, ao indicar que, em um cenário de transição, o Brasil, junto com a América Latina, pode ter papel fundamental na construção de um mundo multipolar, baseado no respeito às nações, à soberania e aos povos, garantindo aquilo que nos é mais fundamental: Paz, Terra e Pão.
Na parte da tarde, após o almoço cultural, regado ao som de uma linda gaita e um violão de sete cordas, com Hamilton Zen e Simpa Simpatia, assim como os músicos Rafael Alarbace e Bruno Yakalos, o evento seguiu sua programação.
Não podemos deixar de registrar o trabalho do artista plástico Hamilton Zen, que apresentou sua produção ao vivo. O artista plástico Alexandre Antonio da Silva, o Xande, também enriqueceu o espaço com suas obras, cujo tema é a cultura nordestina e o hip hop. Na exposição do seminário, brindou o público com um trabalho homenageando o querido Chaves e Chapolim.
Na segunda parte do evento, realizou-se a segunda mesa do seminário, com o tema “Soberania e Reflexos da Política Neoliberal no Distrito Federal”.
Os palestrantes foram o Dr. José Geraldo Júnior, ex-reitor da UnB, professor emérito e membro da equipe de Análise de Conjuntura da CNBB; Afonso Magalhães, da Central dos Movimentos Populares (CMP-DF) e ex-secretário no Governo do Distrito Federal; Dr. Carlo Zanetti, chefe do Departamento de Saúde Coletiva da Faculdade de Ciências da Saúde da UnB; Ms Milena de Souza (CEPPES/CNCN); Ms Antônio Carlos de Andrade, membro da Associação Saarauí; Prof. Rodrigo Rodrigues (CUT-DF); e Pedro César Batista, dirigente do Comitê Anti-imperialista General Abreu e Lima e do capítulo Brasil da Internacional Antifascista.
O mestre de cerimônias do seminário, na parte da manhã, foi o Dr. Marcio Rabat, do CEPPES, e, na parte da tarde, Lucia Araujo, do CNCN. Como mediadores, atuaram a Prof. Osmarina Portal, vice-presidente do CNCN; a Prof. Leonidia de Oliveira, também do CNCN; e o Dr. Adelmar Araujo, diretor do CEPPES.
O evento foi encerrado pelo presidente do CEPPES, Dr. Aluisio Bevilaqua, entidade responsável pela organização dos seminários realizados em cinco estados: Rio de Janeiro, Minas Gerais, Goiás, São Paulo e Distrito Federal, em comemoração aos 34 anos do Jornal INVERTA, 33 anos de distribuição do Granma Internacional e 21 anos do acordo da Cooperativa INVERTA com a Agência de Notícias de Cuba – Prensa Latina.
O evento do DF teve o apoio da Associação Saarauí, CMP, Sindicato dos Bancários, SINPRO, SINDSERVIÇO, Tribo das Artes, entre outros. O professor Aluisio, em sua fala final, saudou todos os palestrantes e propôs que fossem enviadas as comunicações do seminário para a Revista Ciência e Luta de Classes, para publicação. Destacou a importância da unidade do povo brasileiro e latino-americano e do fortalecimento do polo multipolar BRICS, bem como a necessidade de lutar contra a ingerência externa e em defesa da soberania.
Sob o princípio do internacionalismo proletário, foram aprovadas várias moções de apoio às lutas dos povos:
Todo apoio à luta do Povo Coreano
Todo apoio à luta do Povo Saarauí
Todo apoio à luta do Povo Palestino
Todo apoio à luta do Povo Venezuelano
Todo apoio à luta do Povo Cubano
Todo apoio à luta dos imigrantes e ao Povo dos Estados Unidos
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Osmarina Portal – Sucursal/DF
Adelmar Santos de Araújo - Sucursal/GO
Sidnei Martins – Sucursal/MG
Hernando Barrionuevo – Sucursal/SP
Redação de Inverta – edição
