Eleições 2018 e a posição do PCML

Nesta edição, apresentamos um especial com a posição do Partido Comunista Marxista-Leninista (PCML) nos estados Rio de Janeiro, Minas Gerais, São Paulo, Espírito Santo, Goiás, Paraná, Ceará e Rio Grande do Norte, que indicam e declaram voto na chapa Brasil Feliz de Novo, com Haddad (13) para Presidente do Brasil nas eleições do dia 7 de outubro de 2018.

PCML se reúne com Márcia Tiburi (13), candidata ao Governo do estado do Rio

 

Graduada em Filosofia pela PUC do Rio Grande do Sul (1990) e em Artes Plásticas pela UF-RS (1996); mestre em Filosofia pela PUC–RS (1994) e doutora em Filosofia pela UF-RS (1999), com ênfase em Filosofia Contemporânea; seus principais temas são ética, estética, filosofia do conhecimento e feminismo.

 

Publicou livros de filosofia, entre eles a antologia As Mulheres e a Filosofia e O Corpo Torturado, além de Uma outra história da razão. Em 2005 publicou Metamorfoses do Conceito e o primeiro romance da série Trilogia Íntima, Magnólia, que foi finalista do Prêmio Jabuti em 2006. No mesmo ano lançou o segundo volume A Mulher de Costas. Escreve também para jornais e revistas especializados, assim como para a grande imprensa.

 

Seu livro Como Conversar com Um Fascista, em 2015, fala sobre temas como genocídio indígena, racismo, classismo, homofobia, feminicídio e manipulação de crianças. Em 2017 publica o livro Ridículo Político: uma investigação sobre o risível, a manipulação da imagem e o esteticamente correto, e em 2018 Feminismo em comum: para todas e todos.

 

O PCML, o MNLCN e a J5J, em delegação, declararam apoio à Marcia Tiburi em um encontro histórico com a presença de Gilberto Carvalho, ex-ministro de Lula. E a presenteou com um exemplar do livro A Crise Orgânica do Capital – o valor, a ciência e a educação, e o jornal INVERTA.

 

Tiburi recebeu a delegação declarando que “o único jeito de democratizar a imprensa é ocupando-a, é uma honra receber a visita de vocês, esse livro (A Crise Orgânica do Capital) e o exemplar do melhor jornal do país”.

 

Em seguida, Aluisio Bevilaqua, secretário-geral do PCML, iniciou sua fala manifestando o apoio do partido: “Nós viemos aqui para manifestar nosso apoio integral à sua candidatura, por nossa inclinação e análise. Há 4 anos já tínhamos a posição de apoiar a resistência ao golpe que se desenvolveu no Brasil. Nós fomos uma das organizações que inicialmente formulou sobre o mesmo. Na época, Dilma ainda estava propensa à candidatura, havia grande especulação, uma fase aguda, a morte trágica do candidato a presidente pelo PSB, Eduardo Campos; identificamos naquele momento a configuração do golpe que estava se formando no processo político brasileiro, e, por infelicidade, ele se consolidou; inclusive fizemos um abaixo-assinado que teve grande repercussão, e que algumas pessoas que se recusaram a assinar o documento, felizmente, hoje estão em posição de resistência ao golpe. Tivemos a postura, desde então, de apoiar o PT e sua candidatura. Nos perguntavam sempre porque a nossa candidatura própria ao governo não se projetava nesse cenário, apesar de todas as contradições presentes, aquela maré que estava colocada, achávamos que era importante o Rio de Janeiro mostrar seu papel de resistência dentro da história do país, os grandes golpes que existiram, o estado tinha um papel de resistência. Era necessária uma figura que emblemasse essa resistência e que abarcasse todos os setores sociais, dos mais elitizados, que têm uma formação acadêmica, até as pessoas mais pobres, mais humildes das regiões do estado. Nós somos um grupo egresso da luta armada, aos poucos fomos nos desenvolvendo de uma forma crítica à forma de organização anterior no Brasil, entendendo que há muitos equívocos, muitas pessoas boas também, acompanhávamos Luiz Carlos Prestes, um pequeno núcleo que nasceu em uma das regiões mais pobres, e possivelmente mais violenta, na Baixada Fluminense, Nova Iguaçu e Belford Roxo, e fomos crescendo e nos desenvolvendo, recebendo apoio de intelectuais; hoje temos uma certa presença nacional, não somos registrados eleitoralmente, nem fazemos questão disto, já há muitas representações e pessoas que podem desempenhar esse papel. Queremos apoiá-los, fazer nosso trabalho, e acreditamos que novos momentos de ruptura se darão na conjuntura, que precisará de forças, de quadros mais efetivos. Observamos dentro da esquerda brasileira durante esse período do golpe um momento de muita fragilidade nossa, desencontros, descrédito, com equívocos colocados no processo politico, no processo de governo, o que a direita soube aproveitar, mas isso foi mudando, e acreditamos que demos uma pequena contribuição nesse processo de virada que ocorre na luta contra o golpe, e para nossa alegria seu nome vem surgindo com força no Rio de Janeiro, temos uma outra aproximação que nos une, isso sela também nosso compromisso com a sua candidatura”.

 

Georgina Queiroz, dirigente do PCML, acrescentou em nossa declaração de apoio à Marcia: “É uma alegria ter sua candidatura, os movimentos sociais, as mulheres que resistimos à ditadura militar, os setores mais pobres de nosso estado, nos orgulhamos por sua candidatura, ter em você a partida para a resistência nesta frente. O PT fez uma boa proposta e também significa essa resistência. Creio que tudo que construímos, nós, mulheres e homens dentro do PCML, se vermos o programa que Lula minimamente executou, é parte do que defendemos, pois temos uma plataforma comunista. A moradia, a saúde, o Bolsa Família, os conselhos de saúde, a agricultura familiar, os Quilombolas, a questão da Petrobras, onde avançamos com o marco regulatório do petróleo que Fernando Henrique havia quebrado, decidimos 75% para a educação e 25% para a saúde, tudo isso está dentro dos pontos de defesa do nosso programa contido na Plataforma. Você, Marcia, essa mulher guerreira, nesse processo nos representa, nos tiraram Dilma, mas faremos Dilma senadora e você nossa governadora, junto com os proletários, homens, mulheres, e os intelectuais nossos aliados, é um orgulho. Para nós que militamos nas favelas, no movimento de mulheres, nas periferias do RJ, SP, no Sul, Nordeste, Norte, Centro-Oeste é uma esperança ter você como governadora de nosso estado e ombreada na luta por justiça social e igualdade”.

 

Em seguida, foi a vez de Marcia Tiburi: “Quero agradecer, mas de fato me faltam palavras para agradecer essa generosidade, é um gesto muito bonito do Partido Comunista Marxista-Leninista, só esse nome já me deixa super emocionada, também porque vocês são um grupo muito corajoso, eu admiro a coragem, é uma virtude necessária para uma época de covardia contra a democracia, contra Dilma Rousseff que vem sendo apagada dentro de uma discursividade que rola com fins eleitoreiros, é bom ver a Dilma como candidata ao Senado demonstrando que não se deixou abater pelo golpe que sofreu. A democracia saiu pior do que ela, Dilma saiu gigantesca nesse processo injusto. Agora o povo retorna manifestando uma inteligência política que precisamos observar, que significa inicialmente uma resposta singela de dizer que vai votar em Lula, de se garantir a democracia porque ela também não funciona sem o desejo do povo, não se sustenta.

 

Eu fui filiada ao PSOL, me desfiliei em função de divergências teóricas e práticas, mas é um partido que respeito e espero que um dia se junte mais com a esquerda mais volumosa, poderosa, mais popular que é a esquerda do PT, assim como desejo juntar todas as esquerdas. Agrada-me e alegra-me ver a manifestação de vocês, porque vocês, digamos, são a pureza da esquerda que não quer conversa, vocês sim que são a pureza da esquerda, ética e moral, a mais real, aquela que não se conspurcou, aquela que não deve nada para ninguém.

 

O PT é massa, é um caos maravilhoso, generoso, aberto, onde tem todo tipo de gente, é a cara da cidadania brasileira. Hoje, o PT vive uma situação muito curiosa, foi tão machucado, enfim, de todos os arranjos discursivos e, de repente, com a mídia golpista sempre em ação tentando destruí-lo. Mas tentar destruir o PT é destruir o povo brasileiro, e ele não se deixa destruir. Eu me uni ao PT por conta disso, por acreditar que, embora haja outros partidos interessantes, inclusive estamos coligados com o PCdoB, é importante nesse momento não termos vergonha de ser comunista, petista, feminista, de estar na luta com o povo, e o PT é o povo, vocês são o povo, então estamos juntos e fico realmente muito feliz, é uma alegria ímpar, no meio de tanta maldade midiática, judiciária, corporativa, machista. Essa aporofobia, esse ódio aos pobres por parte dessa elite do atraso que domina os meios de comunicação, domina a economia brasileira que está cada vez mais destruída, aviltada por um desgoverno de golpistas, vemos a aliança deles nacionalmente com os dos estados. Não é fácil destruí-los porque significa destruir um projeto de poder que está contra a população. Estamos aqui justamente no esforço de romper com esse processo de destruição do Rio de Janeiro e de nosso país, esse país que vamos devolver ao povo, que o povo vai devolver a si mesmo. O estado do Rio é nosso, o Brasil é nosso e o PCML também!

 

Lula livre!”

 Osmarina Portal

 

Reimont Luiz Otoni (1333) - Candidato a Deputado Federal / RJ

 

Reimont Luiz Otoni nasceu no interior de Minas Gerais, em Conceição do Mato Dentro. Atuou dos 15 aos 42 anos em uma organização religiosa, onde se formou em Teologia e Administração. Estudou na Ordem Franciscana Capuchinhos, e em 2002 se licenciou. Já tinha uma ligação muita próxima com o Partido dos Trabalhadores, mas não podia se filiar, porque existia um impedimento da Ordem Religiosa naquele momento. Em 2002 se filou ao PT. Mas desde 1979, nas Comunidades Eclesiais de Base, onde atuava, era simpático ao partido. Ao se filiar ao PT, no núcleo da região da Usina, na Tijuca, se candidatou a deputado estadual em 2006 e não foi eleito, mas este capital político o levou à candidatura de vereador em 2008 e se elegeu. Foi reeleito em 2012 e 2016 na cidade do Rio de Janeiro.

Defesa dos Trabalhadores

Ele tem consciência de que não somente o mandato, mas o estilo de vida e a militância política têm que estar ligados a esta luta. “A gente olha para o Rio de Janeiro, para o Brasil e para o mundo e constata que, embora dominante, o modelo capitalista neoliberal está falido, porque ele não tem respondido aos verdadeiros anseios dos trabalhadores e das pessoas, é um fracasso”, afirma Reimont em entrevista ao INVERTA. “Colocar-se na sociedade, seja em um partido político ou em um mandato eleito democraticamente pelo povo e ficar ao lado dos trabalhadores, principalmente daqueles trabalhadores mais vulneráveis, como o trabalhador do comércio ambulante, trabalhador que presta serviço à máfia do transporte na cidade do Rio de Janeiro, o trabalhador da construção civil pesada, estar ao lado destas categorias é cumprir a função quando da criação do PT, que existe para isso, para estar ao lado dos trabalhadores e criar massa crítica para a transformação da sociedade”.

A posição de Reimont sobre a conjuntura

“Todos os homens e mulheres que fazem política na América Latina sabem que quando se quer atingir a região para dar um golpe de morte nas mudanças no continente, o coração está no Brasil. Porque o Brasil, em toda a América Latina, é o catalisador das energias políticas que aí estão. Então, eles vem pela Argentina, vem pela Bolívia, vem pela Venezuela, mas, na verdade, a grande intenção do imperialismo norte-americano, de modo particular, é atingir o centro da América Latina, que é o Brasil. Temos resistido, e tenho para mim que o povo brasileiro não dará ao imperialismo uma vitória fácil, haveremos de resistir, não deixaremos que passem, porque sabemos nossa responsabilidade. Uma liderança política brasileira, seja homem ou mulher, tem que ter essa convicção, pois não temos somente a responsabilidade com o nosso território nacional, somos a grande pátria mãe da América Latina, a Pacha Mama, e somos parte deste contexto. Precisamos defender o presidente Lula, a presidenta Dilma, enfim, todos aqueles que são perseguidos políticos porque estão contra capital, o império, e em favor do povo explorado”.

Suas principais propostas

“Nosso mandato”, afirma Reimont, “tem que estar aberto a acolher qualquer demanda que chegue. Então, o que podemos nos comprometer é com aquilo que é nossa atividade principal, que é produzir legislação e fiscalizar executivo, hastear as nossas bandeiras: da democracia, das pessoas darem a sua opinião e terem suas liberdades individuais e coletivas respeitadas. As nossas bandeiras estão fincadas em alguns aspectos, como a defesa do comércio ambulante, a defesa da população em situação de rua, e de políticas públicas voltadas para este segmento, a defesa da moradia adequada na nossa cidade, a defesa da educação, e, fundamentalmente, a defesa da soberania nacional”.

 

Gilberto Palmares (13455) - Candidato a Deputado Estadual / RJ

 

Nasceu em Apiacá, Espírito Santo, filho de pai e mãe dona de casa, era garoto quando sua família mudou-se para o Rio de Janeiro, instalando-se no Morro da Formiga, na Tijuca. Ainda estudante, integrou-se aos movimentos católicos tendo participado da Juventude Operária Católica (JOC).

É formado em História pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) e pós-graduado em Educação pela Universidade Cândido Mendes.

Envolvido com as causas sociais, começou a atuar na Associação dos Moradores do Morro da Formiga, ajudando na fundação da rádio comunitária e na produção de jornais da comunidade. Seu primeiro emprego foi aos 14 anos, como office boy do Instituto de Resseguros do Brasil. Cursou a Escola Técnica Federal Celso Suckow da Fonseca especializando-se como técnico em telecomunicações. Em 1974 foi primeiro colocado no concurso público que prestou para a Embratel, então uma das mais impor-tantes estatais do Brasil. Foi aprovado e lá trabalhou por quase 29 anos.

No final da década de 1970 começou sua militância sindical integrando o movimento de oposição aos interventores que conduziam o Sindicato dos Trabalhadores em Telecomunicações do Município do Rio de Janeiro. Em 1984, a chapa de oposição, da qual fazia parte, venceu as eleições. Em 1990 foi eleito presidente e reeleito em 1993. Destacou-se ainda como diretor do Departamento Intersindical de Estudos Socioeconômicos (Dieese) no Rio de Janeiro e foi um dos dirigentes estadual e nacional da Central Única dos Trabalhadores (CUT). Em 1989 filiou-se ao Partido dos Trabalhadores. Foi o primeiro presidente estadual do PT eleito pelo voto direto dos filiados, em 2001. Ao final de seu mandato como presidente do PT, em 2005, foi eleito para a Direção Nacional do partido.

Atual líder da bancada do PT na Alerj, nos últimos dois anos esteve ao lado dos servidores estaduais. Votou contra o pacote de maldades de Pezão e pela manutenção da prisão dos deputados envolvidos com a máfia dos transportes.

É presidente da Frente Parlamentar de Combate à Tuberculose/Aids e Diabetes; da Frente Parlamentar em Defesa da Previdência Pú-blica; da Frente Parlamentar Estadual pela Liberdade de Expressão e da Democratização da Mídia. É membro da Frente Parlamentar em Defesa do Setor Elétrico.

Na Alerj, aprovou mais de 100 leis para beneficiar a população. Na área do transporte virou referência dos usuários. Atualmente é vice-presidente da CPI da Fetranspor, que investiga irregularidades no setor do transporte. Foi presidente da CPI das Barcas, é autor da Lei 5485/2009, que obriga a instalação de elevadores e equipamentos necessários para garantir a acessibilidade no metrô para grávidas, idosos e pessoas com deficiência. Está na luta por justiça pela morte da estudante Joana Bonifácio, arrastada pelo trem em 2017, na estação de Coelho Neto.

Suas propostas

Defesa da estatização, principalmente da Cedae e do setor elétrico. Defesa do passe livre para os estudantes dos colégios da rede pública federal e municipal, por moradia digna e direitos humanos. Pela Democracia, defesa do presidente Lula, por uma educação de qualidade, pela saúde pública e de qualidade, em defesa do SUS, e defende um mandado democrático, e pela organização e luta dos trabalhadores por justiça e igualdade.

 

Candidatos ao Senado no Rio de Janeiro: Lindbergh Farias (131) e Chico Alencar (500)

 

Minas Gerais - O PCML apoia e indica nessas eleições:

Em Minas Gerais, 15,7 milhões de mineiros vão escolher o governador do segundo maior colégio eleitoral do país, dois senadores, 55 deputados federais e 77 deputados estaduais. O governador Fernando Pimentel (PT) que é candidato à reeleição, tem sofrido em sua gestão por não aceitar os ditames do golpista Temer e seus comparsas (MDB/PSDB).

Em 2014, Minas Gerais disse não à política neoliberal elegendo a presidenta Dilma Rousseff e derrotando o candidato Aécio Neves (PSDB) em uma disputa entre dois mineiros com projetos diferentes. Hoje, a presidenta constitucional e legítima Dilma Rousseff é candidata ao Senado federal, concorre a uma das duas vagas pelo estado de Minas Gerais. Minas pode mostrar para o Brasil a sua importância política e o seu papel de vanguarda na defesa da liberdade, assim como fez o herói Joaquim José da Silva Xavier, o Tiradentes, onde em sua bandeira dizia: “Libertas que sera tamen” (Liberdade antes que tardia).

O Partido Comunista Marxista-Leninista em Minas Gerais, seguindo as orientações da resolução nacional, decide apoio aos candidatos nas eleições de 2018 que concorrerão aos cargos de governador, senador e deputados.

Em reunião com a candidata ao cargo de Deputada Estadual, ficou acertado o apoio à companheira Macaé Maria Evaristo (PT) – 13130.

Macaé é graduada em Serviço Social pela Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (1990). Mestrado em Educação pela Faculdade de Educação - FAE/Universidade Federal de Minas Gerais (2006). Professora da Rede Municipal de Educação de Belo Horizonte desde 1984, onde atuou na coordenação e direção de escola pública. Atuou como Gerente de Coordenação da Política Pedagógica, Secretária Adjunta e Secretária Municipal de Educação, no período de 2004 a 2012. Foi professora do Curso de Magistério Intercultural Indígena e coordenou o Programa de Implantação de Escolas Indígenas de Minas Gerais no período de 1997 a 2003. Foi Secretária de Alfabetização, Diversidade e Inclusão do Ministério da Educação (2013-2014), Secretária de Estado de Educação de Minas Gerais, de janeiro de 2015 a janeiro de 2018, no governo de Fernando Pimentel (PT). É militante e atua principalmente nos seguintes temas: política educacional, movimentos sociais, inclusão e pluralidade cultural.

Em relação ao cargo de Deputado Federal apoiamos e indicamos o voto em Nilmário Miranda (PT) – 1331. Nilmário é jornalista, escritor e cientista político, foi deputado estadual e federal, ministro do governo de Luiz Inácio Lula da Silva na pasta da Secretaria Especial dos Direitos Humanos. Atualmente foi secretário estadual de Direitos Humanos, Participação Social e Cidadania de Minas Gerais, no governo de Fernando Pimentel (PT). Sempre esteve envolvido pessoalmente, durante todo esse período, na luta pelos direitos humanos em situações cruciais, como nos casos do massacre de lavradores sem-terra em Corumbiara/RO, da escravidão no trabalho e dos mortos e desaparecidos políticos. Uma das maiores vitórias no campo dos direitos humanos no país foi a aprovação da lei que reconheceu os mortos e desaparecidos pela ditadura militar. Classifica os direitos humanos como uma das maiores bandeiras mundiais da atualidade, que ultrapassa fronteiras, partidos e ideologias. Integra a Comissão de Anistia, do Ministério da Justiça.

Indicamos:

Presidente: Fernando Haddad - 13

Governador: Fernando Pimentel – 13

Senadora: Dilma Rousseff – 133

Deputado Federal: Nilmário Miranda – 1331

Deputada Estadual: Macaé Evaristo – 13130

 

Espírito Santo O CLCN indica:

Presidente: Fernando Haddad - 13

Governador: Jackeline Oliveira Rocha - 13

Senadora: Celia Tavares - 131 (Suplentes: Perly Cipriano e Cotinha - Maria Luzia)

Deputado Federal: Helder Salomão - 1350

Deputada Estadual: Iriny Lopes - 13133

 

Posição do PCML em Goiás

Presidente: Fernando Haddad - 13

Governador: Kátia Maria - 13

Senadora: Luís Bueno - 135 e Profª Geli - 131

Deputado Federal: Rubens Otoni - 1313

Deputada Estadual: Mauro Rubem - 13789

 

Nota do Comitê Estadual do PCML de São Paulo

O CE do PCML de São Paulo vem a público apresentar suas indicações para o pleito eleitoral do próximo dia 7 de outubro de 2018. O Inverta e o PCML desde 2014 apontava o eminente golpe contra a democracia brasileira na tentativa de inviabilizar o prosseguimento das políticas social-democratas realizadas pelo PT. Com o agravamento da crise do capital, as suas manifestações materiais foram expostas no golpe neoliberal de 2016 contra a presidenta Dilma Rousseff e os neoliberais aplicaram uma política de duros golpes contra a classe trabalhadora.

Com a perspectiva da luta de classes acreditamos que seja um momento fundamental de apoio e unidade entre as esquerdas, que não seja apenas no discurso ou uma unidade vacilante. Nesse sentido, priorizamos um apoio especial ao Partido dos Trabalhadores, devido aos ataques proferidos pelo Judiciário e mídia golpista contra esse partido e seu principal líder, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Ana Lídia: uma candidatura pelo socialismo

Em tempos de golpismo não há espaço para vacilações e acreditar no vácuo na política, dessa forma, a saída é a resistência se organizar e ocupar todos os espaços políticos. O epicentro do golpismo, do capital financeiro e do neoliberalismo é o estado de São Paulo, que há mais de 20 anos é governado pelo PSDB de Geraldo Alckmin e seus asseclas, e além do poder executivo contam com a maioria no legislativo.

Dentro dessa conjuntura, a professora Ana Lídia, do Partido dos Trabalhadores (PT), apresenta a sua candidatura para o cargo de deputada estadual. Na última semana de agosto, o jornal Inverta teve a oportunidade de conversar com Ana Lídia sobre a atual conjuntura, o golpismo e o neoliberalismo imperante em São Paulo, além da questão das mulheres, que constitui uma das principais pautas de sua campanha.

Ana é professora de Sociologia da rede pública de ensino, na Zona Sul paulistana. Formada na Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) - universidade construída no governo Lula a partir do projeto de expansão universitária -, realizou seu mestrado na mesma instituição e atualmente é doutoranda em Sociologia pela Universidade de São Paulo.

A petista, que é ligada à tendência interna do PT Articulação de Esquerda, nasceu na cidade de São José dos Campos, situada no interior paulista com forte presença industrial. Desde cedo acompanhava sua mãe nos comícios do Partido dos Trabalhadores e nas manifestações populares, viu seu pai perder o emprego durante a crise econômica gerada pelas políticas neoliberais do PSDB de Fernando Henrique Cardoso, assim como todo o povo brasileiro que sofreu nesse período. Percebeu que a única saída é a luta!

A nossa conversa iniciou com os motivos que levaram a sua candidatura ao legislativo paulista. Ana Lídia explicou que a conjuntura levou a essa proposição, o acirramento da luta de classes desde a primeira eleição da presidenta Dilma Rousseff levou à necessidade da disputa contra a direita nas ruas e no legislativo. O peso do estado de São Paulo no golpe de 2016 foi intenso, dessa maneira é mais que necessário fazer a resistência nas ruas e tomar assento na Assembleia Legislativa, onde nos últimos 24 anos os tucanos tiveram livre trânsito com uma base aliada reacionária que aceitava tudo que Alckmin propunha contra a população.

Acredita que a polarização nacional irá auxiliar na condução das eleições no estado paulista, pois o povo quer Lula na presidência para voltar a ter um país com desenvolvimento social e igualdade de oportunidades. Como consequência desse processo, tem aumentado o prestígio do PT no país, com isso há um reflexo para os candidatos de Lula nos estados. Há um forte otimismo em relação à eleição de Luiz Marinho para o governo de São Paulo, a batalha para a eleição do petista e das candidaturas do campo progressista e popular para a ALESP não será fácil, mas é uma tarefa urgente a ser cumprida.

Ana Lídia traz uma perspectiva de candidatura com ênfase em apresentar o socialismo como horizonte estratégico para o Brasil. Acredita que um ciclo político do PT havia extinguido, dessa forma é/era necessário levar o partido mais à esquerda com a perspectiva da construção de um país socialista. O socialismo que nos aponta é o fortalecimento de um Estado que possa garantir educação pública e gratuita para todos, um sistema de saúde também gratuito e de qualidade, o avanço de um sistema democrático com a participação da classe trabalhadora, a luta pela igualdade de gênero e contra as formas de opressão do machismo, do racismo e da homofobia.

Outro ponto central de atuação e da campanha de Ana Lídia é a questão das mulheres, aponta que com o golpe neoliberal as mulheres foram as mais atingidas. Os cortes nos investimentos como o Programa Minha Casa, Minha Vida ou na construção das creches e escolas impactaram diretamente nas vidas das mulheres, pois são elas que correm mais atrás pela moradia e pela educação.

Aponta um feminismo que seja vinculado à ideia de classe, numa perspectiva da classe trabalhadora. Ana Lídia denuncia que o Brasil é um dos únicos países que ainda não assinou a Convenção nº 100, referente à igualdade salarial, da Organização Internacional do Trabalho. O país está no grupo de países que pagam os menores salários às mulheres, e se for levar em consideração a questão étnico-racial as mulheres negras são as que recebem ainda menos.

Para a candidata petista, há uma mudança nos últimos anos sobre a luta de resistência das mulheres, indica um maior enfrentamento e como exemplo cita o 8 de março de 2017, onde milhares de mulheres saíram às ruas do país contra o golpe neoliberal. Mostra que nessas eleições houve um boom de candidaturas das mulheres, isso demonstra uma maior organização, mas ainda continuam tendo que disputar espaço dentro dos partidos para firmarem suas candidaturas. De todo modo, a luta deve ser travada em todos os campos, e depois das eleições, para garantirem suas conquistas, o enfrentamento deve ser feito nas ruas.

Por fim, Ana Lídia destaca que é necessário a organização da classe trabalhadora, que com a vitória ou não do campo progressista é fundamental manter a luta de resistência no próximo ciclo. É fundamental a defesa da classe trabalhadora, do PT e da democracia para que possamos avançar em pautas como a educação, a saúde e contra as privatizações.

O Socialismo é a bandeira principal, sendo uma candidatura que descreve como socialista, feminista e a serviço da classe trabalhadora.

Ana Lídia, candidata à deputada estadual 13.003

Indicamos:

Presidente: Fernando Haddad - 13

Governador: Luiz Marinho - 13

1º Senador: Eduardo Suplicy - 131

2º Senador: Jilmar Tatto – 132

Deputado Federal: Alexandre Padilha - 1354

Deputada Estadual: Ana Lídia – 13003

 

Ceará: A posição dos comunistas marxistas-leninistas diante das eleições 2018

Os comunistas organizados em torno do Partido Comunista Marxista-Leninista (PCML) e os jovens em torno da Juventude 5 de Julho (J5J) dirigem-se a toda classe trabalhadora e ao povo cearense para apresentar a nossa posição diante da conjuntura política, que resulta de debates e análises expressas através do Jornal Inverta, apresentando nossa indicação de voto, de forma a contribuir para uma recomposição de forças no país, necessária para derrotar o golpe neoliberal ora em curso.

A farsa do golpe de 2016, que impôs a selvageria neoliberal como política de governo, trouxe à tona um antigo desejo da classe dominante: promover um amplo processo de privatizações, entregando todo o patrimônio do povo brasileiro para o livre mercado, em outras palavras, o Estado mínimo. Um receituário que jura de morte o povo pobre trabalhador, e acaba com todo tipo de direitos sociais fundamentais; põe fim ao acesso à saúde pública, à educação e ao pleno emprego. Um projeto econômico de governo tão agressivo que, mesmo com todos os limites que têm as eleições burguesas, a maioria do povo vinha repudiando esse projeto nas urnas.

Por isso mesmo, o neoliberalismo, etapa superior do capitalismo selvagem, só é viável com o uso da força. O golpe de 2016 foi um golpe sofisticado, envolvendo a ação combinada entre setores da classe dominante, a articulação entre o grande empresariado e seus lobistas no parlamento, com a cumplicidade do poder judiciário e da mídia nazifascista, sob a batuta do imperialismo ianque. Nunca é demais lembrar que o primeiro país a implantar o neoliberalismo foi o Chile sob a ditadura de Pinochet. Em nosso país, a adoção do modelo neoliberal se iniciou com Collor e prosseguiu com FHC, na sombra da ditadura fascista.

Para impor a agenda anti-povo e anti-nacional à força, a burguesia não pensa duas vezes em implodir a própria ordem constitucional que fundamenta a democracia burguesa e refazê-la segundo suas necessidades. A cada violação da letra fria da lei aprofunda-se a insegurança jurídica, instabilidade política e crise econômica. Não é exagero afirmar que o Brasil vive um Estado de exceção e que nosso país vivencia o crepúsculo de uma ditadura judiciária, nos moldes do corporativismo fascista.

No estado do Ceará, o cenário político regional não está dissociado do nacional. O governo de Camilo Santana (PT), que é candidato à reeleição, caracteriza-se por profundas contradições internas, grande parte em razão da grande coligação que dá base ao governo. É importante salientar que foi Camilo Santana o responsável por um amplo processo de regularização fundiária rural no estado, importantíssimo para o fortalecimento de cooperativas agrícolas e estímulo à agricultura familiar. É importante ressaltar também que no governo Camilo Santana intensificou-se a interiorização de infraestrutura, abrindo estradas e duplicando outras, a fim de melhorar a logística do estado. E uma posição eleitoral neste processo avalia o cenário nacional para o regional e os reflexos, as consequências, do cenário regional para o nacional. O estado do Ceará, por sua presença econômica e política em toda região nordeste, reúne todas as condições de se converter num eixo anti-golpe no contexto nacional.

Não nos enganemos: estas eleições não serão limpas! Se a política é a guerra por outros meios, todo movimento feito nessas eleições é um esforço de guerra! Nesse sentido, o voto 13 é um voto político que também é um ato de resistência, em desagravo à perseguição ao ex-presidente Lula; um voto que contribua para o reordenamento de forças políticas no país, que permita um novo capítulo na luta de classes.

O Partido Comunista Marxista-Leninista (PCML) faz um chamamento para além da disputa eleitoral onde as forças populares, democráticas e progressistas organizem-se em torno de uma plataforma tática de lutas pela libertação do ex-presidente Lula, pela revogação de todas as medidas neoliberais, pelo retorno do eixo de desenvolvimento centrado na integração regional e cooperação soberana internacional, e, sobretudo, uma Constituinte exclusiva, livre e soberana que constitua novas instituições democráticas e isentas do judicialismo e fundamentalismo fascista e religioso. Por outro lado, urge a necessidade de formação subjetiva de homens e mulheres do povo para uma organização de novo tipo. Como dizia o velho Prestes, precisamos dos quadros para romper com toda essa estrutura, para elevar a sociedade capitalista em sociedade socialista, em uma Revolução, mudando paradigmas e eliminado, de uma vez por todas, a Esfinge e seu enigma.

De acordo com o exposto, indicamos:

Presidente: Fernando Haddad – 13

Governador: Camilo Santana - 13

Deputada Federal: Fátima Oliveira - 1344

Deputada Estadual: Érika Carvalho – 13131

 

Paraná: Candidatos apoiados pelo PCML

O PCML no Paraná, coerente com sua linha política, definiu apoiar alguns candidatos da Frente de Esquerda no PR, baseado na trajetória histórica desses companheiros que há mais de 3 décadas lutam no campo da esquerda em apoio à causa dos movimentos sociais por transformações na sociedade paranaense e brasileira.

Apoiamos para Governador Dr. Rosinha, velho militante do PT no Paraná, médico sanitarista que sempre esteve à frente das lutas e reivindicações da classe trabalhadora, principalmente no que tange aos avanços na saúde para melhoria da qualidade de vida da população.

Para o Senado nosso voto e trabalho será para o senador Roberto Requião que dispensa apresentações pela sua luta travada no Paraná e no Brasil contra o capital explorador. Requião enquanto prefeito de Curitiba e depois por 3 legislaturas Governador do Paraná sempre priorizou a defesa dos interesses dos trabalhadores, respeitando os funcionários públicos, lutando pelo desenvolvimento da agricultura familiar e apoiando irrestritamente o Movimento dos Sem Terra no estado e no Brasil. Pelas suas intervenções no Senado Federal tem demonstrado compromissos sérios com o nosso desenvolvimento e contra os entreguistas.

Para Deputado Federal indicamos Zeca Dirceu e Gleisi Hoffmann, ambos do PT pela luta que travam contra as forças conservadoras e na defesa dos interesses dos trabalhadores da cidade e do campo.

Para Deputada Estadual, apoiamos a Drª Alaerte Martins, mulher que há mais de 3 décadas milita na saúde e no movimento negro sempre defendendo políticas públicas que priorizem o atendimento à população mais necessitada.

Indicamos:

Presidente: Fernando Haddad - 13

Governador: Dr. Rosinha - 13

Senador: Roberto Requião - 151

Deputados Federais: Gleise Hoffmann - 1313 e Zeca Dirceu - 1310

Deputado Estadual: Drª Alaerte Martins - 13513

 

Candidatos apoiados pelo PCML(Br) – RN:

A direção estadual do Partido Comunista Marxista-Leninista (PCML) no Rio Grande do Norte, nas eleições 2018, em defesa dos direitos da classe trabalhadora e de todo Povo deste estado, apoia e indica nessas eleições as candidatas e os candidatos a seguir:

Presidente: Fernando Haddad - 13

Governadora: Fátima Bezerra – 13

Senador: Alexandre Motta – 131

Senadora: Zenaide Maia – 313

Deputado Federal: Fernando Mineiro – 1333

Deputado Estadual: Eraldo Paiva – 13666

 

IMAGENS DOS CANDIDATOS AQUI.