Rio de Janeiro: a caixa de ressonância do Brasil

Os últimos números da economia mostram dados contraditórios, e o estado do Rio de Janeiro é onde a crise está mais profunda. Somando-se a queda da cotação do petróleo no mercado internacional, a midiática crise na Petrobrás e as comprovadas corrupções nas administrações do PMDB nesta unidade da federação, as condições da exposição das vísceras do modelo neoliberal estão dadas.

Os últimos números da economia mostram dados contraditórios, e o estado do Rio de Janeiro é onde a crise está mais profunda. Somando-se a queda da cotação do petróleo no mercado internacional, a midiática crise na Petrobrás e as comprovadas corrupções nas administrações do PMDB nesta unidade da federação, as condições da exposição das vísceras do modelo neoliberal estão dadas.

Enquanto em outras regiões do Brasil o desemprego dá sinais de estabilidade, no Rio de Janeiro, a falta de trabalho aumenta a insegurança das famílias e a violência criada pela miséria das privatizações e do egoísmo das elites capitalistas que criam a anomia do crime organizado para preencher o vácuo do poder público.

Mais de 8 mil empresas fecharam no estado do Rio de Janeiro nos primeiros seis meses de 2017. Com a ânsia do governo para fechar as suas contas no final do ano, os setores de comércio e serviços dão sinais de desaceleração despedindo milhares de trabalhadores, e o chamado esvaziamento econômico do Rio volta a ser um fantasma para a população mais pobre.

A solução para o caos atualmente no Rio e no Brasil é mais investimentos no setor público, como na Grande Depressão de 1929 nos EUA, em que o governo Rooselvet criou o “New Deal”. Mas o remédio dos neoliberais é o Estado Mínimo à la Milton Friedman, Roberto Campos e Delfim Netto, que querem as privatizações para, a toque de caixa, acabar com o que resta de mercado interno e de soberania nacional vendendo as riquezas nacionais aos interesses estrangeiros.

Políticas de mitigação da pobreza e da crise carcerária brasileira precisam ser tomadas com posturas alternativas e socioeducativas e de reinserção da população mais carente para ressocializar os mais pobres na sociedade. O projeto político e social anterior ao Golpe de 2016 estava caminhando neste sentido, com a incorporação de mais de 30 milhões de pobres no mercado consumidor gerando renda em efeito cascata no tecido social em nosso país.

Esta receita de retirada do Estado da economia é suicida, pois cria a barbárie e o recrudescimento da violência dos setores marginalizados pelo capitalismo e organizados pelo crime que atravessa as fronteiras nacionais e estrangeiras. É preciso mais solidariedade no país e os setores lúcidos das organizações e movimentos sociais devem se reunir e criar um poder que dê visibilidade a inclusão dos mais pobres nas decisões políticas nas esferas de poder.

JCFL