O povo unido vencerá a violência na Venezuela, afirma ministro

O ministro de Comunas e Movimentos Sociais Aristóbulo Istúriz chamou em 25/04 à unidade e mobilização popular para “derrotar a propensão à violência e a atitude ingerencista da direita na Venezuela”. As marchas revolucionárias, a união civil-militar e o exercício da autoridade democrática são chaves para derrotar as ações de vandalismo desencadeadas no país após os recentes chamados da direita, assegurou o também dirigente do Partido Socialista Unido da Venezuela (PSUV).

Esses fatores nos levarão a uma vitória contundente e estarão garantidos pelo trabalho do Governo Bolivariano, que fortalecerá a consciência popular a partir da base, acrescentou no programa de Rádio Nacional da Venezuela conduzido junto à deputada pelo PSUV, Tania Díaz. Istúriz manifestou que o povo venezuelano deve “manter a mobilização revolucionária” não só nas marchas, “mas nas Unidades de Batalha Bolívar-Chávez e nos conselhos comunais e comunas”. O povo, junto aos seus líderes, afirmou, tem que opor-se à violência, afastar os que apostam na desestabilização social e tomar o controle dos territórios por seu próprio bem-estar e segurança, porque assim ajudaria o trabalho do Governo. Os conselhos comunais, os urbanismos da Grande Missão Moradia, as paróquias, todas as estruturas criadas, devem estar à frente desta luta e não permitir vandalismo ou terrorismo, comentou.

Assim, o professor e político venezuelano declarou que o Governo do presidente Nicolás Maduro não responderá com violência às ações de intimidação da Mesa da Unidade Democrática e outras organizações da oposição “financiadas e dirigidas a partir dos Estados Unidos”. A resposta do Governo será pacífica e baseada na justiça venezuelana, a Constituição, na qual aparecem as sanções que devemos aplicar, explicou. Por outra parte, acusou os setores extremistas da direita internacional de confabular-se com a oposição para “provocar uma guerra civil, vender a imagem de ingovernabilidade e facilitar uma intervenção de forças estrangeiras na Venezuela”.

Direita venezuelana acusada de tentar golpe de Estado

O vice-presidente do Partido Socialista Unido da Venezuela (PSUV), Diosdado Cabello, acusou no dia 25/04, a opositora Mesa da Unidade Democrática (MUD) de tentar um golpe de Estado contra o presidente Nicolás Maduro, de maneira covarde e contínua. Dentro da MUD não há sensatez, não há espaço para a reflexão, não há princípios nem convicções, declarou em um discurso durante uma concentração popular no estado de Falcón. A direita não reconhece a Constituição e também não têm o menor respeito pela vontade e pelos direitos do povo. Tenham isso sempre presente. Que ninguém se deixe levar pelas emoções e seus embustes!, comentou. Para o dirigente do PSUV, o povo deve continuar mobilizado para responder aos atos de violência organizados e perpetrados por setores extremistas da nação sul-americana. O povo tem aguentado as infâmias de uma oposição que não entende de política e deve continuar de pé, porque contra milhares de venezuelanos patriotas não pode ser imposta nenhuma agenda de violência ou terror, declarou.

Os líderes da MUD, enfatizou, nem sequer reconhecem que estão dando um golpe de Estado, que são os mesmos que em 2002 tentaram acabar com o comandante Hugo Chávez (1954-2013). Agora querem tirar o presidente Nicolás Maduro, sem se importar com o custo. Até esse ponto chega a covardia desse grupo minoritário de venezuelanos, apontou. É importante que se faça justiça e haja justiça contra os promotores do terror no país, porque, caso contrário, não voltaremos a ter paz na pátria. Continuará a impunidade fazendo das suas? - questionou. Cabello também exortou aos militantes do PSUV a “não cairem em tentações ou discursos da direita, que só querem gerar diferenças e mais violência”. Nossa resposta, destacou, deve ser sempre contundente. Devemos estar junto ao povo sem vacilação e dizer à direita: aqui estamos, os chavistas, dispostos a lutar pela paz e pelo direito a desenvolver a Revolução Bolivariana.

PL