O segundo turno em São Paulo

Mesmo sabendo que o processo eleitoral burguês assemelha-se a um elefante branco que pariu um rato, o resultado do pleito afetará a atual correlação de forças de forma mais ou menos favorável ao movimento operário. Neste segundo turno indicamos o voto no candidato Fernando Haddad.


Mesmo sabendo que o processo eleitoral burguês assemelha-se a um elefante branco que pariu um rato, o resultado do pleito afetará a atual correlação de forças de forma mais ou menos favorável ao movimento operário. A força que daí sair hegemônica atuará positivamente ou negativamente nos governos estaduais e federal. Essa, por sua vez, atuará diretamente na correlação de forças nos outros países do nosso continente. Por isso não podemos ficar alheio a mais essa disputa no campo eleitoral.


Para nós é importante, já que não temos uma revolucionária, que determinada candidatura tenha um programa mínimo no sentido de atender as demandas sociais de nosso povo trabalhador. Também o é decisivo, neste processo, o posicionamento e ação histórica do candidato e do partido para atender as demandas sociais, seu posicionamento contrário à política neoliberal, além de trabalhar no sentido da autodeterminação e solidariedade aos povos latino-americanos.


Considerando as várias coligações nas cidades do estado de São Paulo, uma aliança em particular que salta aos olhos de qualquer operário e camponês é a do PSDB e PFL (atualmente divididos em DEM e PSD), além de seus partidos satélites (PPS, PV) com as oligarquias financeiras e midiáticas (com a Rede Globo à frente). Essa frente fascista é a atual gestora do violento massacre neoliberal e terrorista de estado contra o seu próprio povo.


Além de desencadearam o massacre contra o povo paulista, não há golpe de estado patrocinado pelos EUA e Europa contra governos legítimos, em nosso e outros continentes, que esta aliança não saia na frente para propagandear suas mentiras justificando abertamente a intervenção e invasão, seja ela militar ou travestida de civil. Dessa forma, temos que rechaçar abertamente a candidatura do facínora José Serra e seus congênitos espalhados em outros municípios do estado neste segundo turno.


Considerando que neste segundo turno a candidatura de Fernando Haddad, pelo PT e aliados, é a que foi massivamente eleita como oposição à atual gestora do violento massacre neoliberal e do terrorista de estado na capital paulista – indicamos o nosso voto a este candidato.


Assim como os governos Lula e Dilma, ambos do PT, Haddad é a candidatura dos setores dependentes das demandas produtivas e dos serviços dos grandes bancos, transnacionais e agronegócio, setores que não representam diretamente os interesses dos trabalhadores e camponeses em suas várias frentes de luta. No entanto, no campo da oposição às oligarquias, a candidatura de Haddad é a que mais ganhou força como oposição eleitoral frente ao candidato mais antipopular neste segundo turno: José Serra e aliados do PSDB. Neste segundo turno indicamos o voto no candidato Fernando Haddad, número 13.

Roberto Figueiredo