A uma só voz: Cuba não está só! Liberdade para os 5 já!

Durante os dias 23 a 26 de junho, ao redor de 500 amigos e amigas de Cuba, representando 16 estados de nosso país, se reuniram no Memorial da América Latina, em São Paulo, na ocasião da 19ª Convenção de Solidariedade a Cuba, para discutir e organizar a defesa de um dos processos revolucionários mais belos e avançados da história da Nossa América.

Foram jornadas intensas de muito debate, formação e discussão. Tudo isso repleto de atividades culturais, que alegraram os corações dos participantes e deram à cultura um significado inestimável.

O tema da Convenção foi a comemoração dos 50 anos da vitória em Playa Girón, Baía dos Porcos. Ano também no qual se proclamou o caráter socialista da Revolução Cubana. Depois do triunfo da Revolução em 1959, talvez nenhum fato tenha marcado tanto o destino e o futuro do povo cubano como a batalha de Playa Girón. Com a invasão iminente de exilados cubanos treinados pela CIA e ligados à ditadura de Bastista à ilha, Fidel Castro anunciou em discurso no dia 16 de abril de 1961, pela primeira vez, o caráter socialista da revolução e, no dia seguinte, teve início o ataque na Playa de Girón por mercenários financiados e organizados pelos Estados Unidos. Em menos de 72 horas, as recém integradas Milícias Nacionais Revolucionárias venceram os invasores e assim selaram a primeira derrota dos Estados Unidos na América Latina, não permitindo que Cuba se alinhasse a uma força que arremete sobre outros povos. Ao contrário, Cuba se transformou em uma trincheira de idéias e fortaleza perante o inimigo dos povos latino-americanos, e cujos filhos e filhas servem à causa de muitos outros povos do mundo como se fossem a de si próprios.

Discutiu profundamente sobre como a mídia burguesa mente, frauda e manipula informações sobre Cuba. É evidente a campanha de desinformação sobre a realidade desse país. Por isso, vemos a necessidade de ações que rompam com o bloqueio midiático, para rompermos também com o bloqueio econômico, que afeta diariamente a sobrevivência do povo, e exigirmos já a Libertação dos Cinco Heróis presos pelo Império há 12 anos. Para Cuba, é urgente fortalecer a luta pela libertação de Antonio Guerrero, Fernando González, Gerardo Hernández, Ramon Labañino e René González.

Cuba venceu naquele 1961 e, 50 anos depois, o poderoso império não conseguiu vencer Cuba. E a resposta é a Revolução. Revolução que sempre foi bastião de resistência e internacionalismo. Revolução que nos ensina há mais de 50 anos que solidariedade não é um conceito abstrato, mas sim uma prática concreta e diária, que não reparte suas sobras, mas que compartilha o que produz. Revolução sem a qual não poderíamos hoje imaginar como seria a nossa luta no Brasil, pois esteve ao lado dos nossos lutadores e lutadoras nos momentos mais difíceis e, também, importantes. Revolução que se mantém viva e que nos alimenta com força para seguirmos lutando apesar da difícil conjuntura, pois é um exemplo de resistência, socialismo e amor.

A XIX Convenção  Nacional de  Solidariedade a Cuba realizada em São Paulo foi precedida pelas convenções estaduais. A do Rio de Janeiro foi organizada pela Associação Jose Marti  e teve  o apoio do jornal INVERTA e CEPPES. Nesta convenção, um dos pontos mais alto foi a palestra do Cônsul geral  Dr. Lazaro Mendéz e do Conselheiro Político de Imprensa Edgardo Valdés que, em suas palestras, falaram e responderam perguntas sobre Cuba na atualidade e sobre as deliberações do VI Congresso do Partido Comunista de Cuba: “ Não existe Partido mais democrático que o nosso, lá todo o povo: por setor de trabalho, moradia, a juventude, entidades populares, discutiu e aprovou as resoluções do congresso, o processo final realizado pelo Partido foi com base nas resoluções do nosso povo. E decidimos continuarmos avançando pelo socialismo,” afirmaram os dois representantes de Cuba.

A abertura da Convenção Nacional em SP foi abrilhantada pela  Orquestra AMA SP, da Associação dos Metalúrgicos Aposentados do ABC, que apresentaram aos participantes uma demonstração do que há de melhor na Música Popular Brasileira.

Militantes do PCML e da Juventude 5 de Julho junto à Orquestra AMA-SP, que tocou na abertura do evento

Embora a convenção tenha começado no dia 23/06, a cerimônia de abertura em 24 de junho onde havia representações de diversas organizações e partidos brasileiros, dentre eles, o Partido Comunista Marxista Leninista – Brasil (PCML). Na saudação inicial, a professora Osmarina Mattos Portal saudou o encontro em nome do PCML, Jornal INVERTA e do dirigente secretário-geral, Aluisio Bevilaqua. Ela relembrou o histórico Cinco de Julho de 1924, quando Isidoro Lopes e Miguel Costa se rebelam em São Paulo e tomaram o estado cerca de um mês, lembra a conjuntura em que a convenção é realizada: eleição de governos progressistas na América Latina, cita as medidas desesperada, de terrorismo do pais que hegemoniza o imperialismo para resolver a crise do capital e enquanto isso Cuba realiza seu IV congresso onde o Partido e o povo buscam  medidas  e soluções para o avanço tanto do povo cubano como para a humanidade. “Entendemos que a solidariedade é muito importante para Cuba, mas para nós Marxistas-Leninistas nossa ação passa também pela defesa e construção da nossa pátria socialista”.

Ainda na  cerimônia de abertura, os militantes do PCML fizeram uma homenagem ao evento e aos 5 Heróis Cubanos, 17 companheiros vestidos com camisetas que formavam a palavra de ordem: Liberdade aos Cinco Heróis! As camisetas fizeram parte da manifestação durante a vinda de Obama na Cinelândia - Rio de Janeiro, quando marcharam do plenário até a mesa com a bandeira de Cuba e do PCML, aclamando a palavra de ordem “cantemos todos a uma só vóz liberdade já para os 5 heróis!”

 

A cerimônia foi encerrada com a intervenção da cubana Kenia Serrano Puig, presidenta do Instituto Cubano de Amizade aos Povos (ICAP), deputada da Assembleia Nacional do Poder Popular e uma das integrantes da comissão formada pelo Coronel José Ramon Herrera, combatente no início da revolução, a professora do Instituto de Relações Internacionais, Nidia Maria Afonso, a jornalista Rosa Mirian Elizalde coordenadora do site Cubadebate, Zuleika Romay, presidenta do Instituto do Livro e Magali Llort, deputada e  mãe do herói cubano Fernando Gonzalez. Em sua fala, Kenia agradeceu toda a solidariedade que as organizações e o povo brasileiro presta à Cuba, afirmou que é fundamental a campanha que se faz mundialmente pela libertação dos Cinco Heróis e o combate ao bloqueio econômico que o império faz contra Cuba, reiterou que é importante intensificar a campanha pela libertação dos heróis e defesa de Cuba: “ A solidariedade de vocês é muito importante para nossa revolução. O IV congresso buscou debater e encontrar soluções para a Ilha continuar em frente em nossa trajetória socialista. O capitalismo está fracassado e o futuro é o socialismo. Viva a Cuba!”

A  Cooperativa Inverta,  mais uma vez, esteve presente divulgando as ideias socialistas, através de revistas, jornais, bandeiras, cds etc. Nossa banca foi bem visitada e  agradecemos a todos os congressistas e amigos pelo entendimento de que a solidariedade à Cuba passa pela divulgação e manutenção dos órgãos que falam oficialmente por Cuba, como o Granma Internacional em português, que circula no Brasil e é reimpresso pela Cooperativa INVERTA há 19 anos.

O encerramento da Convenção foi na sede do Sintraema, onde  Camila Rocha (PCML-SP),   representando o Movimento Paulista de Solidariedade fez a leitura da Declaração Final do Encontro.

Entre as propostas de solidariedade estava o de divulgar e fortalecer os órgãos oficiais de Cuba: a Prensa Latina, O jornal Granma Internacional e o site Cubadebate.
Também foi apresentado o local onde se realizará a XX Convenção de Solidadriedade: Bahia.


Liberdade já para os 5 Heróis presos injustamente pelo Império!


Liberdade para Antonio Guerrero, Fernando González, Gerardo Hernández, Ramon Labañino e René González!
Viva Cuba!

Viva o Socialismo!

Pátria ou Morte! Venceremos

Camila Rocha – Sucursal SP

Osmarina Portal – Sucursal RJ