Contra o aumento arbitrário do valor do transporte público em São Paulo

No começo do ano, o prefeito Gilberto Kassab (ARENA/DEM) aumentou o preço da passagem de ônibus na capital paulista de R$ 2,70 para R$ 3,00, um aumento de 11%, equivalente ao dobro da inflação

 

No começo do ano, o prefeito Gilberto Kassab (ARENA/DEM) aumentou o preço da passagem de ônibus na capital paulista de R$ 2,70 para R$ 3,00, um aumento de 11%, equivalente ao dobro da inflação, que foi de um pouco mais de 5%. Essa ação arbitrária e contra o trabalhador gerou várias manifestações durante todo o mês de janeiro, fevereiro e continuam em março.

Por que a passagem aumentou?

Esse aumento é reflexo de políticas chamadas de neoliberais, que visam o lucro dos empresários em detrimento do bem-estar dos trabalhadores. O descaso sobre o transporte público em São Paulo é marca de anos da administração do DEM e PSDB. A precariedade é o resultado da falta de investimentos necessários para melhorar as condições de vida do trabalhador. Os ônibus, trens e metrô estão lotados, as pessoas caem para fora ou devem se contentar em andar esmagadas, empilhadas, parecendo animais enjaulados.
A exemplo de seu aliado Kassab, o governador Geraldo Alckmin aumentou o bilhete no metrô e nos trens, de R$ 2,65 para R$ 2,90, a segunda maior tarifa do Brasil, um aumento também equivalente ao dobro da inflação.

O povo nas ruas – O que fazer?

As manifestações ocorridas mostram a insatisfação contra os governos do DEM e do PSDB. Foram ganhos importantes que milhares de pessoas saíssem às ruas para barrar essa medida repressiva. Porém, temos que avançar organizados! Colocar em xeque o prefeito e sua corja, e para que isso aconteça os trabalhadores devem estar unidos contra o órgão repressor estatal.
Todos temos que participar. Sem os trabalhadores nas ruas não chegaremos a lugar algum!
Os partidos, sindicatos, movimentos sociais, organizações estudantis e de bairros devem estar unidos para avançar contra o empresariado que lucra com a exploração dos trabalhadores.
Devemos colocar em debate que apenas reduzir o preço do ônibus e do metrô não mudará a situação e será uma medida paliativa, momentânea e ilusória. Isto é porque o lucro ainda continua nas mãos dos capitalistas, que não estão preocupados com o bem-estar dos trabalhadores e sim com ganhar cada vez mais e mais.
Portanto, propomos que seja feita a estatização do transporte público e que o mesmo deve ser entregue ao gerenciamento dos trabalhadores. Desta forma, garante-se não o lucro do patrão, mas sim serviços dignos e com qualidade para a população. O momento é de questionar o sistema no qual vivemos, o capitalismo, que gera a exploração dos trabalhadores, sendo nosso dever lutar contra as medidas reacionárias do estado burguês.
Devemos mostrar que os trabalhadores unidos e organizados podem criar uma nova sociedade sem exploradores e, portanto, sem explorados. Aumentos altíssimos nos transportes, enchentes, desemprego, fome e miséria são frutos de um sistema comandado por sanguessugas da classe trabalhadora.
Devemos marchar na luta contra a burguesia para a formação de um Estado Proletário, guiado pelos trabalhadores em luta. Lutamos pela Revolução Socialista!

Ousar Lutar, Ousar Vencer. VENCEREMOS!

J5J-SP