Economia

Indústria diminui e bancos têm lucro-recorde

Segundo o último boletim do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o PIB do Brasil teria crescido 2% no último trimestre de 2009 em relação ao terceiro trimestre e 4,3% em relação ao mesmo período de 2008. No acumulado do ano todo, a economia dentro do país teve uma contração de 0,2%, quase técnica. As projeções para 2010 e 2011 são mais do que otimistas: 5,45% e 4,50%, respectivamente.

Governo Lula: ponto final na política anti-cíclica?

Após defender em janeiro deste ano, durante o Fórum Econômico Mundial, o fim dos cortes e isenções fiscais, como forma de combater a recessão no Brasil, afirmando que “a economia brasileira está fora da crise” e “está voltando ao normal e não precisa mais de tantos estímulos fiscais”, o presidente do Banco Central (BC), Henrique Meirelles, causou reboliço no mercado, ao dar a entender que o BC aumentaria a taxa básica de juros da economia. Na reunião do Copom que se realiza durante a impressão destas páginas, os juros poderão ser mantidos em 8,75% (patamar de projeção há 38 semanas) ou aumentados. Nada indica, no entanto, sua diminuição.

O que são Copom, Selic, metas inflacionárias?

O Sistema Especial de Liquidação e de Custódia (Selic) é o depositário central dos títulos emitidos pelo Tesouro Nacional e pelo Banco Central do Brasil. O BC busca – através da determinação sobre a taxa de juros regente neste sistema de títulos diretamente ligados ao Estado por sua Comissão de Política Monetária (Copom) e da manutenção de liquidez a ela correspondente – influenciar as taxas de juros de todas as operações na economia do país. É por isso que a Selic é chamada de “taxa básica” de juros: ela é a taxa buscada pelo Estado para operações com os títulos dos quais é emissor.