A luta pelo pré-sal, as eleições de 2010

A disputa em torno do nosso pré-sal está esquentando e preparando as eleições de 2010, tanto para o Executivo e Legislativo como federal e estadual. A Halliburton Company está encabeçando as articulações alienígenas e lesa-pátria para tomar o controle de nossas reservas naturais. O Brasil está a poucos passos de ser uma das maiores potências energéticas do planeta, basta que o nosso ouro-negro seja de propriedade nossa de fato. Os partidários do Brasil colônia e das trevas (PSDB, PFL, PPS, Rede Globo, Revista Veja, os jornais O Estado e a Folha de São Paulo, lobistas e consultores do cartel do petróleo) estão boicotando qualquer passo que o país tenta dar no sentido de retomar o controle total do nosso petróleo e do nosso gás.

A luta pelo pré-sal, as eleições de 2010

 

Antes do golpe de estado de 1964 ser efetivado, fascistas, democratas e liberais articularam com o embaixador dos EUA no Brasil, Lincoln Gordon, o deslocamento de um porta-aviões para a Bacia de Santos. Os canhões ianques foram posicionados para dar retaguarda ao golpe fascista e ao governo pró-ianque que se impôs. Os lobistas internacionais e os testas-de-ferro nacionais converteram as reformas de base e todos os aspectos da vida nacional para servir aos interesses das corporações alienígenas. Entre os conglomerados financeiros, industriais e comerciais que financiaram o terrorismo de estado, estavam as famigeradas “Sete Irmãs”, as multinacionais anglo-saxônicas do petróleo (Mobil, que depois se associou a Exxon; Exxon, que, depois da fusão com a Mobil, se tornou Exxon Mobil; Shell; British Petroleum, agora BP; Chevron, depois, fundiu com a Texaco; Texaco, que com a Chevron formou a ChevronTexaco, para recentemente se converter em Texaco; e Gulf Oil, que se pulverizou para ser absorvida pelas anteriores).

Com o fim do terrorismo de estado, o governo neoliberal de FHC (cujos partidos de sustentação são PSDB, PFL, PP, PPS) e a grande mídia nazi-fascista (as Organizações Globo a frente) passaram a burlar os mecanismos institucionais para desmantelar as empresas estatais que sobreviveram ao golpe militar. No caso da Petrobras, FHC colocou a venda 36% de suas ações na Bolsa de Nova York, a pátria mother dos cartéis, por 10% do seu valor real! O objetivo era privatizar sorrateiramente a maior estatal do país. A mídia então não clamou por uma CPI da Petrobras. FHC também aprovou um projeto de lei, elaborado pelo lobby do petróleo, que inclusive contrariava a Constituição e a regra internacional, passando o direito de propriedade a quem extraísse o petróleo – a famigerada lei do petróleo 9478/97 –, cabendo à União apenas uma cota parte (10%). Nos países exportadores de petróleo filiados à OPEP (Organização dos Países Exportadores de Petróleo) o percentual é em média de 90%.

A capacidade de unidade e luta dos petroleiros conseguiu resistir a tudo isso. Bastou o governo Lula congelar o desmonte onde se encontrava, isto é, sem reverter o processo de dilapidação, apenas substituindo parte de sua diretoria, para que a empresa se consolidasse no cenário nacional e adquirisse projeção internacional. A divulgação do potencial de reservas na camada do pré-sal, descoberta realizada pela Petrobras, ainda na década de sessenta, a projetou entre as maiores do mundo. Pela primeira vez a empresa foi convidada a participar de reunião da OPEP, a principal organização internacional fora do controle dos cartéis.

Os números desta reserva são gigantescos e quanto mais se procura maiores são os números e possibilidades encontrados. Estimam-se reservas de, pelo lado dos mais conservadores, mais de 50 bilhões de barris de petróleo equivalente (BOE) e, dos otimistas, quase 340 bilhões de BOE. Apesar da queda no preço do petróleo devido à crise internacional (hoje está a pouco mais de US$ 60), as reservas podem gerar mais de US$ 3 trilhões (três trilhões de dólares, ou seis trilhões de reais, ou a toda produção anual dos EUA) a US$ 20,4 trilhões (mais de vinte trilhões de dólares, ou mais de 40 trilhões de reais, ou ainda toda produção dos EUA em seis anos). Levando em conta apenas a menor possibilidade, a descoberta já é um marco na história da indústria petrolífera mundial, não só pelo retorno financeiro e tecnológico, mas pela capacidade de resposta a grave crise energética no planeta.

Desgraçadamente, para dizer o mínimo, Maria Foster tomou o lugar de Ildo Sauer, um dos principais lutadores pela soberania nacional da estatal, particularmente com a crise criada pelo lobby imperialista do petróleo, parlamentares neoliberais e mídia pró-ianque com a nacionalização do gás pelo governo Evo Morales, na Bolívia. O ato nacionalista e revolucionário do povo equatoriano, inclusive respaldado pelo direito internacional, foi metamorfoseado pelo cartel do petróleo e suas tietes em provocação e ingerência daquele governo sobre nossa segurança nacional. Uma grande farsa. Os parlamentares neoliberais e mídia pró-ianque vomitaram as mais bestiais e reacionárias ideias em defesa das multinacionais, particularmente aqueles ligados aos interesses da Enron da Shell que controlavam as reservas daquele país.

A disputa em torno do nosso pré-sal está esquentando e preparando as eleições de 2010, tanto para o Executivo e Legislativo como federal e estadual. A Halliburton Company está encabeçando as articulações alienígenas e lesa-pátria para tomar o controle de nossas reservas naturais. O Brasil está a poucos passos de ser uma das maiores potências energéticas do planeta, basta que o nosso ouro-negro seja de propriedade nossa de fato. Os partidários do Brasil colônia e das trevas (PSDB, PFL, PPS, Rede Globo, Revista Veja, os jornais O Estado e a Folha de São Paulo, lobistas e consultores do cartel do petróleo) estão boicotando qualquer passo que o país tenta dar no sentido de retomar o controle total do nosso petróleo e do nosso gás.

Não é só com troca de cargos, inauguração de plataformas ou discursos nacionalistas que o governo Lula transformará o nosso petróleo e gás do pré-sal em nossa riqueza. Lula e seu governo devem “rasgar” imediatamente a lei lesa-pátria 9478/97 e colocar em seu lugar uma que represente os interesses nacionais-populares. Sabemos que um governo reformista não consegue ir além da troca de cargos e de discursos. A plataforma da esquerda reformista é segurar o Brasil no século passado, nos tempos da enganação do livre-mercado e da livre-concorrência. A plataforma da direita e do cartel internacional, os atuais “oposicionistas”, é fazer o Brasil retornar ao século XIX, tempos do colonialismo com palavras ocas de independência. A exemplo dos países irmãos, Venezuela e Equador, somente um governo revolucionário com uma plataforma revolucionária pode dar o progresso político-econômico que o pré-sal reserva ainda como potência.


José Tafarel

 

Marcel Costa Almeida
Marcel Costa Almeida disse:
13/01/2011 17h31
Companheiro,
Sugiro que seja publicada uma lista dos parlamentares que receberam contribuições da Halliburton para suas campanhas eleitorais. Vamos fazer um alarde disso.
Temos que denunciá-los!!!
Um abraço.
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