A quebra da General Motors

A crise financeira está fazendo estragos nos EUA para além do mercado imobiliário do país. Depois dos bancos quebrarem e o sistema financeiro entrar em colapso as montadoras de automóveis são as vítimas mais visíveis da turbulência global. A quebra da General Motors (GM) pode acontecer a qualquer momento, assim como de outras empresas do setor automotivo, sendo que o governo norte-americano já deu um empréstimo a GM no valor de US$ 13,4 bilhões, mas os seus dirigentes pediram mais US$ 16 bilhões às autoridades dos EUA. Os prejuízos da GM são de bilhões de dólares e a montadora já demitiu 400 mil funcionários em 2008. Sua falência pode levar o desemprego nos EUA a entrar na casa dos dois dígitos, uma vez que este setor emprega cerca de cinco milhões de trabalhadores no país.

A quebra da General Motors

 

A crise financeira está fazendo estragos nos EUA para além do mercado imobiliário do país. Depois dos bancos quebrarem e o sistema financeiro entrar em colapso as montadoras de automóveis são as vítimas mais visíveis da turbulência global. A quebra da General Motors (GM) pode acontecer a qualquer momento, assim como de outras empresas do setor automotivo, sendo que o governo norte-americano já deu um empréstimo a GM  no valor de US$ 13,4 bilhões, mas os seus dirigentes pediram mais US$ 16 bilhões às autoridades dos EUA. Os prejuízos da GM são de bilhões de dólares e a montadora já demitiu 400 mil funcionários em 2008. Sua falência pode levar o desemprego nos EUA a entrar na casa dos dois dígitos, uma vez que este setor emprega cerca de cinco milhões de trabalhadores no país.

Uma das soluções capitalistas para resolver a crise da indústria automotiva dos  EUA é a fusão com outras empresas do setor para aumentar capital e cortar mão-de-obra e custos. O estoque de veículos nos pátios das montadoras é o cenário mais visível da atual crise de superprodução e de falta de crédito no mercado financeiro, mas não somente na área industrial, como também em toda a cadeia produtiva da economia mundial. Os governos dos países ricos estão injetando bilhões de dólares no setor financeiro para que o problema não seja mais profundo, mas a bolha especulativa é muito maior do que a atividade produtiva em uma proporção de 10 para 1 e até os desequilíbrios se ajustarem o mercado capitalista mundial ainda será afetado pela turbulência global.

Na Reunião do G-20 foi acertado que haverá investimento de US$ 1 trilhão dos países membros das 20 maiores economias do mundo para que o comércio internacional não fique paralisado com quedas expressivas nas trocas de produtos e serviços entre as nações desenvolvidas e emergentes.  A GM irá ter que fazer uma mudança estrutural no seu modelo organizacional para não ser engolida pela maior crise desde 1929 como está acontecendo com várias companhias dos mais diversos setores produtivos que não sobreviverão ao processo recessivo do PIB mundial. A modificação da forma de produção das suas mercadorias e serviços é que será decisiva para que as maiores marcas do sistema capitalista não sejam sucumbidas pela crise mundial. A concordata da GM é a hipótese mais clara dentro do problema nos EUA, mas por isso as ações da empresa tiveram quedas expressivas nos mercados acionários em todo o planeta, uma vez que se trata de uma das gigantes do sistema produtivo em todo o mundo. Por seu tamanho e importância na economia dos EUA o governo do país entrará com recursos para diminuir o impacto da quebra da GM e de toda a indústria automotiva norte-americana que se acontecer será um grande abacaxi para a autoestima da população da maior economia do planeta e aprofundará o pessimismo no panorama internacional.


Julio Cesar de Freixo Lobo