Economia

Quase um terço da população mundial na informalidade

Segundo recente estudo da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), um terço da população mundial está na informalidade, principalmente mulheres e jovens. São cerca de 1,8 bilhão de homens e mulheres sem contrato, previdência social ou quaisquer direitos trabalhistas – é o recorde do indicador oficial, provocado pela crise do capitalismo mundial, e certamente subestimando a realidade, muito pior. O trabalho informal é o jeito de ganhar a vida e tentar escapar da miséria absoluta.

Queda na economia será a pior desde a II Guerra

Apesar das inúmeras declarações por parte do governo brasileiro sobre o “fim da crise”, a crise mundial ainda tem garras compridas por revelar. A queda na economia mundial será a pior desde a Segunda Guerra Mundial, segundo as próprias estatísticas oficiais do aparato hegemônico do capitalismo monopolista, divulgadas no documento “Perspectivas para a economia mundial”, do FMI, no dia 22 de abril.

O lucro dos bancos

A crise financeira abriu assunto na ordem do dia. É alvo de variados comentários da parte de leigos, governantes, economistas e consortes. Levantam-se diagnósticos, prognósticos sobre sua duração, efeitos, malefícios e oportunidades. Em especial os especuladores são os mais atentos a qualquer notícia e movimento. Podem ganhar ou perder milhões até em questão de horas por causa de qualquer novidade e sem o mínimo esforço. E a geração de emprego para acudir o desespero de milhões de viventes depende do desdobrar dessa crise. Todavia, esse redemoinho começou a partir de algum lugar. Surgiu dos bancos. Deles rompeu-se o delicado elo existente entre a economia real e a fictícia economia financeira. Alastrou, então, uma verdadeira peste que não deixou ninguém em pé, mais doentes ou menos, mas, todos vitimados. Sem exceção. E, mesmo assim, os bancos foram os primeiros a serem socorridos com o maior desvelo. Eram os mais ilustres dos enfermos. Mas como eles chegaram a este grau de importância? Quem transita em frente a uma agência bancária não consegue imaginar como tão trivial construção de quatro paredes, donde não sai um pão, nem agulha ou botão, pode encerrar tamanho poder. O presente escrito investiga em primeiras mal traçadas linhas esse “misterioso” poderio a desafiar a compreensão e intrigar o pensamento.

A quebra da General Motors

A crise financeira está fazendo estragos nos EUA para além do mercado imobiliário do país. Depois dos bancos quebrarem e o sistema financeiro entrar em colapso as montadoras de automóveis são as vítimas mais visíveis da turbulência global. A quebra da General Motors (GM) pode acontecer a qualquer momento, assim como de outras empresas do setor automotivo, sendo que o governo norte-americano já deu um empréstimo a GM no valor de US$ 13,4 bilhões, mas os seus dirigentes pediram mais US$ 16 bilhões às autoridades dos EUA. Os prejuízos da GM são de bilhões de dólares e a montadora já demitiu 400 mil funcionários em 2008. Sua falência pode levar o desemprego nos EUA a entrar na casa dos dois dígitos, uma vez que este setor emprega cerca de cinco milhões de trabalhadores no país.