Cmte. Manuel Marulanda Vélez: Presente em Nossa Luta!

Editorial do Jornal Inverta homenageando Manuel Marulanda Vélez no aniversário de um ano de sua morte.

Cmte. Manuel Marulanda Vélez: Presente em Nossa Luta!

 

Neste 26 de Março de 2009 completou 1 ano do desaparecimento físico de Manuel Marulanda Vélez, um dos fundadores do movimento insurgente do povo colombiano. Contudo, sua presença entre os combatentes das FARC-EP (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia – Exército do Povo) e entre os combatentes de todas as partes do mundo, se expressou de diversas maneiras, através de atos públicos e de outras formas de homenageá-lo. No Brasil, o programa de Rádio Voz Rebelde (na internet), do Sindicato dos Petroleiros do Rio de Janeiro, em parceria com o Jornal INVERTA, fez sua homenagem com a apresentação, pela Juventude 5 de Julho, de uma pequena biografia e música dedicada a este magnífico personagem histórico de Nossa América.

Para o Partido Comunista Marxista-Leninista (Brasil), as várias homenagens a Manuel Marulanda, mais que justas são uma necessidade histórica para as novas gerações de lutadores que mantêm a luta pela libertação de Nossa América da opressão e exploração capitalista e imperialista. Sua trajetória de luta se insere no movimento liberal de caráter radical colombiano, ainda liderado pelo Jorge Eliécer Gaitán, nos idos de 1946/48. Quando do covarde assassinato de Gaitán em 9 de Abril de 1948, se segue um grande movimento de protesto conhecido como “Bogotaço”, as oligarquias colombianas desencadeiam uma grande repressão contra o povo, que responde com a formação de organizações de autodefesa. Nas regiões do campo surgem as denominadas “Repúblicas Independentes” ou “Zonas Liberadas” com a decisão do Partido Comunista Colombiano (PCC) de resistir à repressão do governo, e assim o movimento iniciado com a hegemonia liberal se converte em resistência comunista.

As duas principais expressões destas “Repúblicas Independentes” foram Rio Chiquito e Marquetália. Com o bombardeio e destruição de Rio Chiquito, a ação do governo volta-se para Marquetália, uma pequena área do município de Gaitanía do Estado de Tolima. A comunidade de Marquetália, como a de Rio Chiquito, de 1958 a 1964, período de “paz tensionada”, devido a sua séria organização atraía camponeses e indígenas e demais perseguidos da região. Com a resistência, a nova campanha militar do governo em 1964 contra Marquetália, com bombardeios de Napalm na comunidade, as figuras de Pedro Antônio Marins (nome verdadeiro de Manuel Marulanda) e Jacobo Arenas se projetam como personagens históricos revolucionários importantes em Nossa América. Marulanda, passa à lenda na medida em que o governo noticia sua morte nacionalmente, ele será o homem de várias mortes. Contudo, com a ruptura do cerco tático e aniquilamento estratégico das tropas governistas, os então dirigentes do Partido Comunista Colombiano, Marulanda e Arenas, respondem com a mudança na forma de organização e luta dos camponeses, de autodefesa para movimento guerrilheiro.

É assim que após vários meses de marcha atravessam a cordilheira, junto com as famílias de camponeses que os acompanham, se reagrupando nas terras baixas da Orinoquia colombiana e ao pé do monte da Cordilheira oriental (ao sul de Meta e Caquetá). Nesta nova região encontram-se com outros grupos de camponeses que fugiam da violência estatal em outras regiões das selvas do sul do país e que passam a apoiar o movimento. A mudança na política do PCC, abandonando o braço guerrilheiro, levou à reafirmação da estratégia das FARC-EP e mais recentemente do Partido Comunista Clandestino Colombiano. As FARC-EP, em toda sua trajetória sob o comando de Marulanda, não somente foi capaz de resistir a todas as ofensivas e tentativas de destruição da guerrilha, como aos planos arquitetados e dirigidos pelos EUA e executados por suas forças especiais. Elevou a luta dos camponeses à condição de luta nacional, incorporando parcelas expressivas do proletariado urbano da Colômbia, bem como o apoio e militância dos mais expressivos e revolucionários intelectuais e da juventude estudantil. A maior prova deste feito é o atual Comandante Máximo das FARC-EP, comte. Alfonso Cano, intelectual revolucionário e dirigente prático.

Os acordos de Paz, tréguas e espaços de negociação que Marulanda conquistou ao longo da luta das FARC-EP em seus mais de quarenta anos de existência, chegando a conquistar uma área desmilitarizada sob autogoverno da guerrilha e da população local, seu reconhecimento na ONU, durante determinado período, também tornaram a luta das FARC-EP e do povo colombiano internacionalmente conhecida e apoiada em diversos países da Europa e da América Latina. Abriu espaço para uma nova onda revolucionária no continente traduzida no movimento bolivariano continental, cuja expressão máxima é a revolução bolivariana da Venezuela, comanda por Hugo Chávez Frías.

Aos revezes na conjuntura internacional e nacional, em especial, a campanha “antiterror” sob direção das oligarquias financeiras dos EUA e seus governos aliados, Marulanda e todo o comando máximo das FARC-EP, conseguiram de forma magnífica se manterem na resistência e com moral elevada. As tentativas de imputarem à guerrilha a pecha de terrorista e narcotraficantes, não conseguiu enganar os setores mais progressistas e esclarecidos em todas as partes do mundo, em especial, na América Latina e Colômbia.

Aos episódios trágicos do bombardeio ao acampamento no Equador, que tinha por finalidade o acordo humanitário de troca de prisioneiros de guerra, reconhecimento de força beligerante pela ONU e sua proposta de paz para a Colômbia, que resultou na morte do comte. Raúl Reyes e mais vinte guerrilheiros e visitantes, bem como a morte do cmte Ivan Ríos, a Operação Xeque do governo Uribe e dos EUA, que resultou, através de uma traição, na fuga da franco-colombiana Ingrid Betancourt e dos três estadunidenses. E mais fundamentalmente a morte por causas naturais do seu fundador e personagem revolucionário máximo Manuel Marulanda Vélez. A capacidade de resistir a todo esses revezes, renovando constantemente seus quadros caídos em luta mostra que de um humilde camponês, como de um humilde indígena, operário ou intelectual, independentemente da origem de classe, etnia e grau de estudo formal, um grande movimento de aspirações nacionais, de liberdade, justiça e igualdade é capaz de surgir, se desenvolver e florescer marcando a história de uma região, país, continente, por conseguinte, a história da humanidade, construir uma nova poesia e uma nova sociedade. As FARC-EP se inserem neste capítulo histórico da humanidade que luta por seguir seu curso e destino histórico de realizar-se plenamente como sociedade livre, soberana e comunista.

O apoio às FARC-EP continua a crescer e crescerá na medida que avança a crise do capitalismo, na medida que os governos das oligarquias caiam em desgraça pela corrupção e desumanidade, na medida que a barbárie social, violência, guerras, fome e opressão se condensam em milhões e milhões de seres humanos e a opulência e riqueza nas mãos de um punhado de monopólios e oligarcas capitalistas.

Pedro Antônio Marín, nascido em 12 de Maio de 1928, filho de camponeses com tendência liberal, padeiro, vendedor de doces, de carne, pedreiro e comerciante; que cursou até a quinta série primária, está na história da luta de classes do proletariado internacional, como intelectual revolucionário, Doutor na arte da guerra de guerrilha, administrador e organizador social, homem público, dirigente e estadista, comunista. Da resistência em Marquetália à União Patriótica; da resistência em Casa Verde à zona liberada em Caquetá; da resistência ao Plano Colômbia à proposta de Acordo Humanitário e reconhecimento das FARC-EP como força beligerante e proposta de Paz. A morte de Marulanda é como a formação de uma estrela no cosmo, sua trajetória de vida sempre pulsando para a liberdade, a justiça, a igualdade e a paz. O povo colombiano e a América Latina têm porque se orgulhar de seus filhos. Marulanda expressa o mesmo que comte. Carlos Fonseca, na Nicarágua; Schafiq Handal, em El Salvador; Fidel Castro, em Cuba; Luiz Carlos Prestes, no Brasil; Manuel Rodríguez, no Chile; Víctor Polay, no Perú; e Ernesto Che Guevara, na América Latina. São parte da constelação de estrelas do proletariado e das massas exploradas no mundo, como são Marx, Engels, Lenin, Stalin, Mao, Ho Chi Min e tantos outros que os precederam e continuam a sua luta monumental pela humanidade.

 

Toda Honra e toda Glória ao comte. Manoel Marulanda Vélez, nós do Partido Comunista Marxista-Leninista (Brasil) uma vez mais reafirmamos nosso juramento: Juramos Vencer! Juramos Vencer! Juramos Vencer! O tribunal da história julgará nossos humildes esforços em cumpri-lo! Até Sempre Comandante, até a Vitória Final – como disse Fidel a Che!

 

Rio de Janeiro 26 de Março de 2009

P. I. Bvilla

Pelo OC do PCML (BR)

 

 

Olívia
Olívia disse:
13/01/2011 17h31
Parabéns ao Jornal Inverta por essa homenagem a este grande Comandante do Proletariado Latino-Americano, que, ainda que, como diz o texto, morreu fisicamente, vive e viverá para sempre em nossos corações e lutas.
Até sempre...
Jairo
Jairo disse:
13/01/2011 17h31
VIVA O DIREITO DOS POVOS A RESISTÊNCIA ARMADA!!!

VIVA O ETERNO COMANDANTE MANUEL MARULANDA VELEZ!!!

VIVA RAUL REYES!!!

VIVA A LUTA INTERNACIONAL DO PROLETARIADO!!!

VIVA O JORNAL INVERTA!!!
Jairo
Jairo disse:
13/01/2011 17h31
ABAIXO AS TERRÍVEIS FACETAS DO CAPITAL!!!

VIVA O DIREITO DOS POVOS A RESISTÊNCIA ARMADA!!!

VIVA O ETERNO COMANDANTE MANUEL MARULANDA VELEZ!!!

VIVA RAUL REYES!!!

VIVA A LUTA INTERNACIONAL DO PROLETARIADO!!!

VIVA O JORNAL INVERTA!!!

drwalterjr
drwalterjr disse:
13/01/2011 17h31
Do Brasil Prestes pós em marcha a coluna até parar na Bolívia
Da Argentina Che pós marcha rumo a Guatemala, México e Cuba
De Cuba Fidel, Raul e Che marcham para a vitória socialista na América
Da Bolívia Che se torna o vento que espalha a liberdade pelo mundo

Da Colômbia Marulanda lidera a legítima defesa dos trabalhadores
O Tiro Fijo de Manuel sustenta o Cano rumo a resistência campesina
Che, Prestes e Marulanda agora sopram na Venezuela, Equador e Bolívia
Chaves, Correa e Morales sintam o vento da liberdade socialista.

A Colômbia de Pedro Antônio Marins não perdeu um filho,
Mas antes ganhastes o maior dos heróis,
de viver até a morte na resistência aos terroristas,
de após a morte barrar os imperialistas.

Abaixo os imperialistas!
Viva a resistência aos terroristas!
Viva a Revolução Comunista!
Viva o Socialista!

Viva Marins Vélez!
Viva Tiro Fijo!
Viva Pedro Antônio!
Viva Manuel Marulanda!
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