Economia

Salário-mínimo aumenta, mas não alivia crise

O novo mínimo de R$ 465, vigente desde o dia 01/02, representa 5,7% de aumento real (descontada a inflação), mas não compensa os efeitos da crise. O Nível de Emprego Industrial, indicador da atividade da economia real, teve queda-recorde de 1,8% em relação ao ano anterior. Segundo o DIEESE, em janeiro as despesas mínimas necessárias para a subsistência de um trabalhador(a) e sua família foram de R$ 2.077,15, ou 4,46 vezes o novo salário mínimo. A relação melhorou em relação a dezembro de 2008 (4,83), mostrando o ligeiro aumento do salário real, mas ainda assim deixa muito a desejar.

Pacote de Barack Obama não resolverá a crise

No dia 16/02, Obama lançou, sem apoio republicano, o maior pacote de estímulo fiscal da história dos EUA, de US$ 787 bilhões, ou o equivalente a 5% do PIB do país em 2 anos. O Pacote deverá somar-se ao plano de auxílio ao Sistema Financeiro anunciado no final de janeiro e, apesar de seu fundamento keynesiano – de incentivo ao investimento e à economia real – pode cair no pecado original da bolha: verter moeda fiduciária na economia sem corresponder ao valor real, ao trabalho humano efetivamente acrescentado à sociedade.

Petróleo: Crise derruba preços, mas não importância geoestratégica

Em sua edição 426, o INVERTA questionou a continuidade sustentada da queda do preço do petróleo, alegando que “a queda na verdade deveu-se ao quadro pessimista traçado pelo presidente do Federal Reserve (banco central dos EUA), Ben S. Bernanke, quanto à crise no país, o que reduziria o consumo de óleo”. O fato é que, logo em seguida, o “quadro pessimista” se materializou, e a crise mundial de fato instaurou-se com o estouro da bolha de crédito em longo prazo (imobiliário subprime) dos EUA. A desaceleração e possível recessão da economia mundial diminuíram drasticamente a demanda por petróleo, levando o preço do barril a despencar para U$ 35,94 (Nymex) e U$ 44,28 (Brent) – menos de um terço do valor em seu pico mais alto (julho/2008). No dia 11/02 deste ano, após anúncio pela Agência Internacional de Energia de que a demanda global por energia terá sua maior queda desde 1982, os preços caíram 4,3%.