Jornada Internacional pela Libertação dos Cinco Heróis

Atos pelo mundo em defesa dos cinco heróis

Jornada Internacional pela Libertação dos Cinco Heróis


Sul-africanos exigem libertação de cinco antiterroristas cubanos


O Sindicato de Trabalhadores da Criação Artística da África do Sul exigiu a libertação de cinco antiterroristas cubanos, presos em cárceres estadunidenses há nove anos, informou a principal organização operária cubana.


Um comunicado divulgado nesta capital pela Central de Trabalhadores de Cuba informa que o agrupamento africano aprovou uma resolução que condena o confinamento de Fernando González, René González, Ramón Labañino, Antonio Guerrero e Gerardo Hernández.


Eles cumprem severas penas por informar sobre planos terroristas feitos por grupos anticubanos radicados na Flórida, sublinha o texto.


Os filiados sul-africanos consideraram aos Cinco -como são conhecidos internacionalmente- de inocentes, ao mesmo tempo em que pediram o encarceramento do conotado terrorista Luis Posada Carriles, protegido pelo governo norte-americano.


Esse sindicato agrupa músicos, atores, poetas, escritores, compositores, artistas, produtores independentes, apresentadores de rádio e televisão, desenhistas, coreógrafos e bailarinos.



Sindicalistas dominicanos demandam libertação dos Cinco


A cerimônia de recordação ao destacado sindicalista dominicano Julio de Peña, em 18/09 foi um ato de apoio à extradição dos cinco antiterroristas cubanos presos nos Estados Unidos.


No ato, realizado na sede da Confederação Nacional de Unidade Sindical (CNUS), foi ressaltada a solidariedade de Cuba com De Peña, que faleceu enquanto recebia tratamento médico num hospital da ilha.


A reciprocidade da CNUS e dos dominicanos em geral com Cuba foi ressaltada por Isabel Tejada, dirigente do agrupamento, a qual emitiu uma declaração que exorta a libertação dos cinco jovens cubanos.


No ato estiveram presentes o embaixador cubano em Santo Domingo, Juan Astiasarán, e Enilda Ginarte, conselheira política, que explicou as ilegalidades cometidas pelo poder judicial estadunidense no processo contra esses lutadores antiterroristas.


Enquanto, em igrejas e templos dominicanos de diversas denominações realizam três dias de preces pela libertação de Antonio Guerrero, Ramón Labañino, Gerardo Hernández, Fernando González e René González.


As jornadas de oração fazem parte da campanha de solidariedade com os Cinco iniciada aqui em 12/09 e que se estenderá até o próximo 8 de outubro, quando se recorda os 40 anos da queda em combate do comandante guerrilheiro Ernesto Che Guevara.


Dirigentes de organizações políticas e de solidariedade com Cuba trataram de entregar na embaixada estadunidense uma petição de extradição dirigida ao presidente George W. Bush, mas não foi recebida por servidores públicos dessa sede.


Mexicanos demandam aos EUA liberdade de antiterroristas cubanos


O Movimento Mexicano de Solidariedade com Cuba (MMSC) realizou em frente à embaixada dos Estados Unidos nesta capital uma manifestação contra a prisão de cinco cubanos antiterroristas prisioneiros nesse país.


Em uma declaração o MMSC informou que a marcha faz parte da Jornada Mundial pela Libertação dos Cinco, como são conhecidos mundialmente Fernando González, René González, Antonio Guerrero, Gerardo Hernández e Ramón Labañino.


Eles permanecem aprisionados há nove anos por monitorar atos de grupos terroristas radicados na cidade estadunidense de Miami, explicou o MMSC. A nova campanha internacional busca difundir a verdade no México e o resto do mundo sobre as irregularidades ocorridas no julgamento contra os antiterroristas cubanos em Miami, acrescentou.


A marcha na Cidade de México coincidirá com demonstrações similares na Colômbia, Venezuela, Peru, Bolívia, Chile, Argentina, República Dominicana, Porto Rico e em dezenas de outros países dos cinco continentes.


Turcos pedem libertação de antiterroristas cubanos


O movimento de solidariedade com Cuba na Turquia tornou pública, no dia 18/09, sua solidariedade com os cinco antiterroristas cubanos presos os Estados Unidos e pediu sua libertação imediata.


No comunicado recorda que desde 1998 Gerardo Hernández, Antonio Guerrero, Ramón Labañino, René González e Fernando González encontram-se encarcerados por buscar informação sobre os atos terroristas que eram organizados do território estadunidense contra Cuba.


Suas condenações, no entanto, foram baseadas em um julgamento impregnado de irregularidades e no qual foram violados importantes princípios processuais da própria lei norte-americana e também do direito internacional, afirma o texto.


As organizações assinantes do documento reconheceram o legítimo direito da nação cubana a governar-se sob o modelo socialista e a trabalhar para se contrapor à agressiva política imperialista dos Estados Unidos a este país, vigente desde 1959.


O Comitê de Apoio da Turquia aos Cinco, integrado por advogados e juristas, acusou por sua vez às autoridades estadunidenses de lesar os direitos de presunção de inocência dos heróis cubanos e de um julgamento justo.


Os membros do Comitê ofereceram sua contribuição profissional ao movimento internacional que reclama a liberdade dos prisioneiros e reafirmaram sua intenção de continuar sua luta até ver aos Cinco de volta em seus lares e com suas famílias.


Como apoio a esta petição de liberdade, outro dos grupos assinantes do documento, a Associação de Amizade com Cuba José Martí, realizou uma concentração em uma praça central de Istambul. Dezenas de participantes nesta demonstração de solidariedade assinaram uma carta enviada à embaixada estadunidense na Turquia na qual pediram a extradição dos cinco heróis cubanos.


A mensagem denuncia também a hipocrisia de uma "guerra contra o terror" que encarcera a quem lhes opõe e liberta a conotados terroristas como Luis Posada Carriles, e celebra os lucros cubanos em matéria social e direitos humanos.


Prensa Latina



Mumia Abu-Jamal fala sobre os Cinco


Estes homens, conhecidos como os Cinco cubanos nos Estados Unidos e em sua Pátria simplesmente como os Cinco, vieram aos Estados Unidos não para prejudicar os norte-americanos, nem para se envolverem em atos terroristas. Eles vieram porque Miami era cenário de uma campanha de ataques contra Cuba e, portanto, vieram para proteger seu país da agressão planejada, armada e impulsionada desta cidade do estado da Flórida.

O caso dos Cinco contrasta completamente com os procedimentos legais aplicados a Posada Carriles, que foi libertado da prisão, apesar de ser procurado na Venezuela e em Cuba por sua participação nos atentados com bomba a hotéis, e inclusive, por um atentado a um avião civil, entre os anos de 70 e 90.

Para os Estados Unidos, este cara que executava ordens por encomenda da CIA não é um criminoso qualquer, não é um terrorista!

Mumia Abu-Jamal, jornalista e ativista afro-americano, preso político que luta por sua inocência há mais de 16 anos, no corredor da morte de um cárcere da Pensilvânia, onde escreveu uma mensagem sobre os Cinco, em 25 de agosto passado.


Começou Jornada Internacional pela Libertação dos Cinco


Convocados pelo Comitê Internacional pela Liberdade dos Cinco - cuja sede está nos EUA - homens e mulheres do mundo, grupos e movimentos progressistas iniciaram, em 12 de setembro passado, uma jornada internacional de apoio aos Cinco, que se estenderá até 8 de outubro próximo para exigir a liberdade de René, Ramón, Gerardo, Fernando e Antonio.

Estes cubanos conhecidos como os Cinco permanecem presos em cárceres estadunidenses de máxima segurança por prevenirem seu país de ações terroristas.

O programa desta Jornada Internacional abrange centenas de atividades na América Latina e no Caribe, Europa, Ásia e África.

Por exemplo, na América Latina organizações solidárias da Argentina, Colômbia, Venezuela e Brasil soltaram pombas brancas frente às embaixadas dos Estados Unidos em seus territórios.

Além de passeatas de protesto e de atividades políticas e culturais, o movimento argentino de solidariedade com Cuba (Mascuba) também anunciou várias ações para esta Jornada Mundial. Vão se juntar a este outras organizações políticas, sociais, estudantis e de operários dessa nação.

No Panamá, por exemplo, o movimento Pró-Liberdade dos Cinco anunciou a distribuição de documentos e panfletos em frente à embaixada norte-americana. Além disso, se realizaram na capital e em outras províncias painéis, marchas e conferências sobre a situação dos Cinco.

Chile é outra das nações, onde os grupos de amizade também anunciaram eventos culturais e sociais para apoiar a convocação internacional para libertar os Cinco, à qual aderem também amigos da Bolívia, Equador e Uruguai.

No Haiti e na República Dominicana também se levam a cabo jornadas similares. Os Comitês Pró-Liberdade dos Cinco em vários países europeus, asiáticos e africanos também iniciaram ações de solidariedade.

Associações de amizade com Cuba e o Comitê Pró-Libertação dos Cinco na República Tcheca organizaram uma atividade político-cultural para iniciar sua própria luta a favor dos Cinco cubanos. Na Espanha, diferentes associações também se comprometeram a participar desta Jornada Internacional.

A grande rede de solidariedade com este chamamento terá continuação em Cuba com o lançamento do livro Desde la soledad y la esperanza e do disco Danza de los inocentes.

Segundo informou Alicia Jrapko, do Comitê Internacional pela Liberdade dos Cinco, o grupo de pesquisa da Universidade Estatal de Sonoma, no norte da Califórnia, decidiu incluir no seu Projeto Censurado, um capítulo sobre o caso dos Cinco heróis cubanos.

Intitulado "Preconceitos dos meios corporativos no caso dos Cinco cubanos", o autor do artigo é Jeffrey Huling, estudante da Universidade de Sonoma, que afirma que nunca tinha escutado alguma coisa sobre os Cinco. Todos os anos, este projeto edita um livro com temas que não foram tratados, bem como as 25 histórias mais censuradas no período anterior à publicação do texto.


Solicitam ao procurador geral dos EUA que autorize vistos


Alegando razões humanitárias, 13 prefeitos de várias cidades do estado da Califórnia, solicitaram do procurador-geral dos EUA que autorize que Adriana Pérez O’Connor e Olga Salanueva Arango visitem seus esposos, atualmente presos em cárceres desse país.

Segundo informou Alicia Jrapko, a carta enviada ao procurador-geral Alberto Gonzales, estabelece que "não existe justificação para negar a estas famílias o direito às visitas".

A carta também detalha que Gerardo Hernández, preso no cárcere de Victorville, há nove anos não vê sua esposa Adriana. Enquanto negam a René González - esposo de Olga - esse direito há sete anos.


Segundo a mensagem de Alicia, Gayle McLaughlin, prefeita da cidade de Richmond e uma das 13 assinantes da carta enviada ao procurador-geral, disse se sentir "muito triste pelo fato de que nosso governo federal ainda não permitiu que estas duas mulheres visitem seus esposos nos Estados Unidos".


Os outros prefeitos da Califórnia, assinantes da carta, são Robert Lieber, prefeito de Albany; Sam Pierce, prefeito de Sebastopol; Emily Reilly, prefeita de Santa Cruz; Dennis Donohue, prefeita de Salinas; Mary Craton, prefeita de Canyon Lake; Maricela Morales, prefeita de Port Hueneme; Elba Guerrero, prefeita de Huntington Park; Felipe Aguirre, prefeito de Maywood; Tom Bates, prefeito de Berkeley; Larry Bragman, prefeito de Fairfax; Bill Bogaard, prefeito de Pasadena e Woody Fridae, prefeito de Winters.

Cópias da solicitação dos prefeitos foram enviadas a Paul D. Clement, que ocupará provisoriamente o cargo de Gonzáles, depois de 17 de setembro.


Também receberão cópias desta carta a secretária de Estado, Condoleezza Rice, as senadoras da Califórnia Dianne Feinstein e Barbara Boxer, bem como a presidenta da Câmara baixa do Congresso.


Gilda Farinas

Granma Internacional