Corecon premia matéria do INVERTA

O Jornalista do INVERTA, Julio Cesar de Freixo Lobo, foi um dos agraciados com o Prêmio de Jornalismo Econômico do Corecon - Conselho Regional de Economia no Rio de Janeiro pela matéria “Salário-Mínimo e o seu valor histórico”, publicada em fevereiro de 2006.

Corecon premia matéria do INVERTA


    O Jornalista do INVERTA, Julio Cesar de Freixo Lobo, foi um dos agraciados com o Prêmio de Jornalismo Econômico do Corecon - Conselho Regional de Economia no Rio de Janeiro pela matéria “Salário-Mínimo e o seu valor histórico”, publicada em fevereiro de 2006. A premiação aconteceu no dia 14 de março de 2007, durante um debate na sede da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), no centro-RJ.

    Nesta edição, entrevistamos Julio Cesar, que nos fala sobre o significado da comenda para o coletivo do Jornal INVERTA e porque muitas das vezes o "economês" não deixa o trabalhador entender como está sendo explorado pelo capitalista e como o INVERTA se propõe a esclarecer ao leitor, elevando o nível da discussão para a classe trabalhadora.


I - O que representou essa distinção do Corecon?

JCFL - Me senti muito feliz com a premiação de menção honrosa pelo 3º lugar no concurso de Jornalismo Econômico do Corecon. Dedico esta homenagem ao meu pai que me ensinou a ser homem e seguir o lado do bem na vida e que me incentiva nas horas mais difíceis, agradeço aos camaradas do Jornal Inverta e a todos que acompanham o nosso trabalho de dedicação à causa do Socialismo. Não me sinto homenageado individualmente, pois estou dentro de um processo coletivo que almeja a revolução socialista em nosso país e para que este objetivo seja alcançado devemos esclarecer os fatos ao povo; esse é o nosso papel de ensinar a população a lutar pelos seus direitos.


I - Como foi a premiação? Fale um pouco sobre essa iniciativa do Corecon.

JCFL - Concorri com três matérias da Editoria de Economia, uma delas foi escolhida, a que falava sobre uma pesquisa do Dieese sobre o valor do salário mínimo desde a sua criação, em 1940, por Getúlio Vargas. O Corecon é um órgão que promove cursos e debates sobre os problemas do Brasil em relação ao desenvolvimento e ao crescimento da economia. Vários de seus diretores e convidados proferem palestras interessantes para os leigos e iniciados. Este é o 3º Prêmio de Jornalismo Econômico do Corecon.


I - Como você vê esse reconhecimento ao trabalho intelectual e político do INVERTA?

JCFL - Estamos cumprindo o nosso papel de furar este bloqueio da grande mídia, levantando assuntos ligados à luta dos trabalhadores com uma abordagem marxista-leninista. O prêmio que ganhamos é um reconhecimento de um trabalho de mais de 15 anos de nosso agrupamento político, que vem resistindo heroicamente, apesar de todas as dificuldades, levando o pensamento dos comunistas revolucionários e mostrando que não terminou a experiência socialista com o fim do leste europeu e da queda da ex-URSS, mas estamos presentes em todas as partes do mundo, e no Brasil somos nós do Jornal Inverta que levantamos a bandeira do socialismo ao posto mais alto das lutas da humanidade. Não pretendemos ser os donos da verdade na atual conjuntura brasileira e latino-americana, mas certamente fazemos parte da vanguarda do movimento de esquerda que pretende mudar esse quadro de miséria e de opressão em nosso país, lutando contra o projeto neoliberal apoiado pelo imperialismo dos EUA.


I - Quais os principais pontos abordados em sua matéria?

JCFL - O reajuste do salário mínimo para R$ 350 pelo governo Lula é analisado, segundo os dados do Dieese, no dia a dia dos trabalhadores brasileiros, fazendo a comparação entre o piso salarial do momento e o salário mínimo necessário calculado pelo Dieese para uma família de quatro pessoas. Esta reportagem foi realizada em fevereiro de 2006 e já mostra a repercussão eleitoral da injeção de recursos no mercado interno brasileiro, com um aumento de 18% no salário mínimo, e como isso foi usado pelo governo federal na reeleição de Lula que conseguiu uma proposta até então defendida pela oposição, que seria elevar o salário mínimo mensal a US$ 100.


I - O "economês" não deixa o trabalhador entender como e o quanto ele está sendo explorado e dele sugada a mais-valia pelo capitalista. Como o INVERTA se propõe a esclarecer ao leitor, sem “complicar”, mas elevando o nível da discussão?

JCFL - Não usamos o chamado “economês” para não tornarmos hermética e empolada a nossa linguagem para o leitor. Prefiro usar estatísticas e dados de institutos de pesquisas como uma forma de explicar melhor como cada medida econômica mexe com a vida das pessoas. Os estudos feitos com a literatura do PCML são muito úteis: as teses “Reacender a chama”, “O Que Refundar?” e o livro “Crise na Ásia”, de Aluisio Bevilaqua, têm dados estatísticos e numéricos que embasam qualquer tipo de pesquisa sobre o processo econômico-financeiro no Brasil e no mundo e é um grande trabalho de defesa do estudo científico do marxismo-leninismo, como forma de esclarecer os nossos leitores e amigos de que é possível a luta por uma sociedade comunista com a colocação da nossa teoria na prática.


I - Resistimos ao pântano da "mídia burguesa" em meio ao fogo cruzado de nossos inimigos, que querem nos levar de volta a ele e repetir o plim-plim a todo custo. O que você teria a dizer aos jovens jornalistas sobre essa resistência aqui no INVERTA?

JCFL - Eu iniciei meus estudos em Comunicação Social em 1987 aqui no Rio, mas anteriormente iniciei o curso de Ciências Sociais na UERJ na década de 80 e escrevi para a imprensa alternativa. Na faculdade de Jornalismo defendi a luta pela democratização dos meios de comunicação no Sindicato dos Jornalistas do Rio, mas depois vi que era uma luta viciada para quem queria conseguir emprego, pois todos os que ficavam falando contra o monopólio da Rede Globo agora arrumaram um emprego no governo Lula. Nos meus 10 anos de Jornal Inverta sinto sinceridade nas pessoas e nas ações conjuntas por um objetivo maior, que é a revolução socialista, seguindo as idéias de grandes pensadores como Karl Marx, F Engels, Lênin, Fidel Castro, Che Guevara, Mao Tse Tung e tantos que levaram adiante os ideais do marxismo-leninismo em várias partes do planeta. Sinto-me em casa no Jornal Inverta porque não existe aqui o cinismo da politicagem burguesa que me causa náuseas e repulsa e sim um grande companheirismo e camaradagem entre os membros da organização. O socialismo é uma fonte limpa de água, mas para se chegar até ela tem que se passar por grandes desafios e perigos, mas vale a pena acreditar no sonho de liberdade e igualdade da sociedade comunista.


I - Deixe uma mensagem, camarada, aos leitores e militantes do INVERTA.

JCFJ - Acreditar no sonho é importante na vida dos seres humanos e é uma das coisas que nos diferencia dos outros animais, que é criar um novo mundo a partir da criatividade da nossa mente. O homem deve ser livre e usar a sua inteligência para conseguir melhorar a sua vida e a do seu semelhante e o mundo que o cerca. Os leitores e militantes do Jornal Inverta devem ficar orgulhosos de pertencer a este coletivo, pois “as idéias não se matam” como afirmou um militar de Fulgêncio Batista ao evitar a morte de Fidel Castro junto com outros camaradas às vésperas da revolução cubana. Os ideais do comunismo são perenes nos mais nobres sentimentos humanos de defesa da liberdade e contra as injustiças do sistema capitalista.

Bianka de Jesus