Lula lança o PAC - Plano de Aceleração do Crescimento

O Plano de Aceleração do Crescimento (PAC) lançado pelo governo Lula para o seu segundo mandato consiste em várias medidas de macroeconomia, entre elas, a queda nos juros, o aumento dos investimentos na área de infra-estrutura, tanto públicos como privados, para mais de 25% do PIB, a isenção de impostos para atrair o capital produtivo, a manutenção da meta fiscal para garantir o superávit primário acima de 4% do PIB e mais uma série de projetos que façam com que a expansão econômica fique acima de 5% durante o segundo mandato do governo Lula.

E os investimentos projetados para até 2010 estão em R$ 500 bilhões em vários setores da economia, entre eles, saneamento, habitação e etc. Uma das metas de investimentos da atual administração é o setor agrícola, principalmente para aumentar a competitividade das mercadorias no mercado externo, usando um subsídio indireto aos empresários rurais perdoando as dívidas do setor junto ao sistema financeiro com o apoio da bancada ruralista no Congresso Nacional, como aconteceu recentemente com os usineiros que têm tido uma competitividade acima da média nas exportações de álcool e açúcar.

Na verdade o governo Lula tenta se equilibrar dentro de um conservadorismo monetário e uma política assistencialista nos seus programas de distribuição de renda, as camadas mais pobres da população.

Com os ventos nacionalistas de vários governos latino-americanos a administração Lula fica na corda bamba no aprofundamento das privatizações ou, ao contrário, de aumentar os gastos públicos na economia brasileira, o que é torpedeado pelos formadores de opinião e economistas neoliberais.

As novas regras das PPPs (Parcerias Público Privadas) são uma das medidas do governo federal para atrair a iniciativa privada e ao mesmo tempo criar um artifício contábil para aumentar os investimentos públicos nos chamados PPIs (Programa Piloto de Investimentos) sem ferir a estabilidade fiscal expandindo os recursos em 0,5% do PIB em cerca de R$ 7 bilhões.

Um dos setores onde a injeção de dinheiro será maior e o saneamento básico onde as necessidades de abastecimento de água e esgoto ficam acima de 50% na maior parte das cidades brasileiras, mas a nova lei do saneamento do grande apoio às parcerias entre prefeituras e estados para criar sistemas integrados nas bacias hidrográficas e para a solução dos problemas ambientais e sanitários das várias regiões brasileiras.

Carlos Amâncio