Cancelado pela ANP leilão de petróleo e gás

Duas ações na justiça, questionando a validade do leilão das áreas de exploração de gás e petróleo e a ocupação pelo movimento sindical da sede da Petrobras no Rio de Janeiro, levaram a ANP (Agência Nacional do Petróleo) a cancelar a 8a Rodada de Licitação das Áreas de Exploração de Gás e Petróleo.

Foi uma vitória dos setores organizados de defesa da economia nacional que lutam contra a entrega do patrimônio e das riquezas brasileiras para mãos estrangeiras.

As medidas judiciais contra a licitação foram impetradas pela Deputada Federal do PT-PR, Dra. Clair e conseguiu cancelar mais esta entrega das riquezas minerais do Brasil ao capital internacional.

A ocupação do 7o andar, da sede da Petrobras, no último dia 24 de novembro, por vários sindicatos petroleiros foi uma ação organizada para chamar a atenção da atual diretoria da empresa para as reivindicações dos trabalhadores na área salarial e em defesa da soberania nacional, pedindo o cancelamento da venda do petróleo e do gás pela ANP por ocasião da 8a Rodada de Licitações das Reservas Energéticas brasileiras.

Vale ressaltar a postura pelega do Diretor-Geral da ANP, Haroldo Lima (PCdoB), que defendeu até o último momento a alienação das reservas minerais do povo brasileiro através das licitações das áreas de exploração do petróleo e gás.

O governo Lula, com a votação que teve para o seu segundo mandato, agora está sentindo a pressão dos setores organizados da sociedade pelo cumprimento das suas promessas.

A luta pela manutenção das riquezas nacionais está sendo a tônica de um movimento em toda a América Latina para evitar que a população do continente continue a ser explorada pelo capital estrangeiro.

A bandeira nacionalista está de pé e teve seu início com a vitória de Hugo Chávez na Venezuela, no fim do século passado, e continuou com as vitórias de vários candidatos de esquerda em toda a região nas últimas eleições.

A luta pelo domínio das fontes de energia é fator de muitas guerras e conflitos. As reservas de petróleo e gás são estratégicas para o desenvolvimento econômico neste início de século.

A dilapidação das fontes energéticas pelo Brasil, com os leilões de petróleo pela ANP, pode fazer com que no futuro o nosso país volte a ter que importar o produto em menos de uma década e a tão decantada auto-suficiência na produção nacional conseguida pela Petrobras perderia o seu sentido.

Carlos Amâncio