Injustiças cometidas contra os Cinco são denunciadas

 

Havana, 11 de janeiro (PL). — As injustiças contra Cinco cubanos presos nos Estados Unidos por lutar contra o terrorismo foram denunciadas no dia 11 de janeiro por seus familiares perante a XXIII Brigada de Solidariedade Cruz do Sul, de visita na Ilha.

Os familiares de Gerardo Hernández, Ramón Laba-ñino, Antonio Guerreiro, René González e Fernando González destacaram o valor da solidariedade na luta por sua libertação.

E insistiram na necessidade de fortalecer o apoio a esta causa, no momento em que a Corte de Apelações de Atlanta, Georgia, reconsiderará o caso dos Cinco, como é conhecido em Cuba e nas campanhas internacionais pela libertação.

Essa entidade fixou a celebração de uma audiência oral em fevereiro próximo para escutar os argumentos da defesa e a promotoria.

Os familiares explicaram aos ativistas as irregularidades do caso e o comprometimento das autoridades norte-americanas com os grupos terroristas radicados em Miami, que operam impunemente contra a Ilha.

Assinalaram que, como ficou demonstrado durante o julgamento, os Cinco nunca realizaram atividade de espionagem nem procuraram informação relacionada com a segurança dos Estados Unidos.

As provas e argumentos da defesa foram sólidos neste sentido e demonstraram as atividades terroristas que contra Cuba se realizam com a tolerância cúmplice da Casa Branca.

Mirta Rodríguez, mãe de Antonio Guerreiro, disse que os Cinco, ao longo de sete anos da prisão injusta, ganharam o respeito de todos e demonstraram ser homens honrados, revolucionários, de princípios, que sempre souberam atuar com dignidade.

“É hora de retornar para casa”; enfatizou. A XXIII Brigada Cruz do Sul, integrada em sua maioria por australianos e neozelandeses, visita an-ualmente Cuba para brindar seu apoio prático em tarefas agrícolas e de construção, além de atualizar-se da realidade do país.