A luta dos anistiados em Brasília-DF

 

Se passaram mais de quatro décadas do golpe militar em nosso país, são quase tr|ês décadas da anistia, no entanto ainda não houve por completo do governo que hoje é dos civis  o reconhecimento político e jurídico: reparação dos danos morais, econômicos e sociais daqueles que foram perseguidos por defenderem um pais justo em  64.

Os anistiados que lutam por seus direitos através de suas organizações de classe, estiveram nos dias 29 e 30 em Brasília  em mais uma maratona. Entre outras   entidades estiveram presente o FORUM de SP MODAC, NAMAPS,- BA, ADNAM, ABRASPET, CONAPE, SINDPETRO ANISTIA, ASSOCIÃO DOS ANISTIADOS - GO, AMA - ABC, SUBOFICIAIS DA MARINHA E AERONAUTICA, ABAP, MNA,ANAPAP SINDICATO DOS QUIMICOS -BA, FENTEC AMPLA ACIMAR....

Além das atividades de reivindicações os anistiados que foram cerca de 800 estiveram nas duas solenidades  realizada no dia 29 por comemoração dos 26 anos de anistia pela Câmara de Deputados Federal e o Senado Federal , onde além dos deputados e senadores os representantes das entidades dos anistiados fizeram uso da palavra onde expressaram sua indignação por até hoje não haver reparação dos danos que lhes foi causado.

Desta vez a ida a Brasília tinha destino certo: O Planalto Central. Os cabecinhas branca tinha em mente ser recebido pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Neste sentido  saíram em passeata do Congresso Nacional até o Palácio do Planalto onde ficaram aguardando em vigília por mais de cinco horas enquanto a comissão tentava ser recebida pelo presidente. No entanto quem recebeu foi o assessor do Presidente Cesar Valdez e encaminhou os anistiados para o ministério do Planejamento, onde foram recebidos no dia 30. O INVERTA acompanhou a movimentação dos simpáticos e aguerridos militantes. E conversou com alguns de seus representantes que falaram desde o objetivo até o resultado da maratona.

Raimundo Porfírio Costa do MODAC avaliou que em alguns aspectos o movimento  foi positivo “elegemos uma comissão para conversar com o governo e procurar os ministros para encaminhar o que foi discutido no Palácio do Planalto. Segundo informe da comissão que foi recebida pelo assessor de Lula ,Cesar Alvares o presidente vai avaliar nossas reivindicações com o Ministro da Defesa do Planejamento e da Justiça. Nossa reivindicação é o pagamento do atrasadinho, agilizar a comissão dos anistiados no governo que está muito lenta. Vamos continuar na luta pois nada ainda foi concretizado estamos em uma angustia muito grande o ano está acabando .e vamos fazer outras investidas foi uma crueldade nos deixar em pé por mais de 3 horas anos aqui no Planalto Central temos mais de 60 anos.

João Barbosa do Nascimento anistiado do exército “fui caçado e preso no primeiro Ato Institucional de 1 de abril de 64, fiquei um ano na clandestinidade  depois fui para o exterior, não tinha como sobreviver em nosso país, no México recomecei novamente uma vida , em 80 pude regressar mais muitos amigos e colegas estavam mortos e desaparecidos . Hoje continuamos nesta luta pela anistia e o objetivo é provar que naquela época fomos injustiçados . Não devemos desistir de nada qualquer oportunidade deve ser aproveitada já estamos velhinhos mas toda vez que for necessário continuaremos vindo a Brasília”.

Alvanir Caetano “estou aqui apoiando meu companheiro e este movimento, são 40 anos esperando e acredito que venceremos”.

Claudete “estamos na luta , ela não pode parar . sempre que estiver algum ato estarei presente para lutar. Estou representando meu marido Arnaldo,  vou até o fim”.

Sr. José Soares “viemos aqui mais de 19 horas de ônibus não para comemorar mais para cobrar das autoridades que eles cumpram a lei. Estamos ouvindo vários discursos bonitos mas de concreto ate agora nada vamos esperar a decisão do presidente da republica . Ele está perdendo uma grande oportunidade de se posicionar do lado do povo”.

João Barbosa da Silva MODAC  “estamos em mais uma batalha e para obtermos vitória primeiro precisamos acreditar que ela pode acontecer, somos indivíduos que acreditamos que pode haver um pais melhor”.

Carla Monteiro