Ex-oficiais dos EUA revelam: Militares Colombianos são narcos!

Os chamados “Julios”, os narcomilitares dentro das Forças Militares da Colômbia impossibilitam as operações antinarcóticas e colaboram com os paramilitares.

Ex-oficiais dos EUA revelam:

Militares Colombianos são narcos!

Por: Por Carl Mar e Robert Smith
Cedido por: ANNCOLL



Os chamados “Julios”, os narcomilitares dentro das Forças Militares da Colômbia impossibilitam as operações antinarcóticas e colaboram com os paramilitares.

Três ex-oficiais do Exército dos Estados Unidos revelam que militares colombianos em posições-chave para as operações antinarcóticas, na realidade trabalham para os narcotraficantes.

Entrevistas com os militares, que fazem parte do contingente militar estadunidense na Colômbia foram publicadas pela revista norte-americana Salon na sua página web do último dia 24 de abril.

Contam que o material de inteligência compilado por especialistas dos EUA nas suas missões secretas de espionagem permanentemente é fornecido às organizações do narcotráfico e aos paramilitares por oficiais colombianos.

Um sargento de 26 anos do Grupo nº 20 das Forças Especiais de Maryland, que foi assessor na Colômbia, disse à revista que o fenômeno dos narcomilitares é tão conhecido que os soldados norte-americanos inventaram um termo próprio para essa espécie de gente: “Chamamos ‘Julios’ aos narcotraficantes e a seus agentes dentro das Forças militares da Colômbia”, disse o sargento.

Segundo ele, para manter a aparência de que os Estados Unidos não estão diretamente envolvidos na guerra civil colombiana, muitas vezes não se informa diretamente aos militares colombianos sobre os movimentos da guerrilha, por exemplo.

O material de inteligência é enviado a Washington que, por sua vez, devolve-o à Embaixada de Bogotá, onde segundo o sargento reina “um ambiente de insegurança”, devido à corrupção. Assim, paramilitares e narcos podem obter informação sobre as forças insurgentes ou sobre as próprias forças militares estadunidenses que operam na Colômbia.

O sargento das Forças Especiais foi instrutor da 1a. Brigada de Infantaria de Marina em 1997, e qualifica a seus colegas colombianos como “não confiáveis”. Conta que o maior encarregado desta unidade era conhecido como chefe paramilitar e protegia os laboratórios de cocaína.


Os “Julios” por trás do atentado?

Charles Odom, um coronel retirado do Exército, considera que narcotraficantes em colaboração com corruptos militares colombianos foram responsáveis pela morte de cinco militares estadunidenses e dois militares colombianos que perderam a vida quando seu avião espia se chocou com o Cerro Patascoy em julho de 1999.

Sua esposa Jennifer Odom, que pilotava o avião nesta última missão, havia-lhe contado que em várias ocasiões anteriores havia registrado a detecção e a perseguição do avião espia por avançados mísseis antiaéreos.

O ex-Coronel Odom está convencido de que a versão oficial de um acidente não é a verdade, mas que foram os “Julios” que viram seus interesses ameaçados e decidiram derrubar o avião.

A especialista de inteligência do Exército, Briana Krueger, que foi membro da mesma unidade de Jennifer Odom, o Military Intelligence Battalion No. 204, operando desde a base de Apiay ao sul de Bogotá, confirma a teria do Coronel Odom.

Conta que em fevereiro de 1999 descobriu-se que dois oficiais colombianos a bordo de seu avião durante um vôo de espionagem, clandestinamente mantinham comunicação com os mesmos narcos que estavam perseguindo.

Briana Krueger disse que possivelmente militares norte-americanos também foram envolvidos nesse caso. Sabe-se que o Coronel James Hiett, que fazia parte de uma rede de narcotraficantes ao redor da embaixada dos EUA em Bogotá, havia sido informado dos planos de vôo.

Depois do avião estilhaçar-se contra o cerro de Patascoy, um grupo de Forças Especiais Delta da embaixada em Bogotá se deslocou à região montanhosa para destruir os restos do avião. Oficialmente se deu a conhecer que nenhuma das gravadoras de radiocomu-nicação do avião estava funcionando naquele dia.

A conclusão dos militares estadunidenses entrevistados pela revista Salon é que jamais se pode combater o narcotráfico cooperando com a Força Pública colombiana.