Somos INVERTA! 500 edições de Resistência

Neste especial, entrevistas com alguns imprescindíveis do Jornal INVERTA, que declararam o que significa para eles a edição 500, esse marco histórico, depoimentos dos que estiveram desde o início dessa saga, ou até antes, como o caso da primeira entrevista, com o Prof. Dr. Aluisio Bevilaqua, fundador e editor-chefe do INVERTA. Durante o ano, declarações de mais pessoas serão publicadas e trazidas aos leitores e leitoras.

Aluisio Pampolha Bevilaqua

INV – O Jornal Inverta está em sua edição 500. O que representa para você, editor-chefe e principal editorialista deste meio, esse marco para o Povo Brasileiro, principalmente sua Juventude.

APB – Falar sobre esse trabalho se confunde um pouco com a relação afetiva que temos com a construção e o trabalho do Jornal, o que nos leva a uma concepção pessoal do que isso possa representar, mas existem alguns objetivos que podemos trabalhar para nos tirar um pouco deste sentimento de quase ufanismo, que inevitavelmente nos toma diante do significado para nós deste processo. Ele é o jornal que tem mais longa duração durante esse processo de surgimento de vários jornais de esquerda nesse período histórico que vivemos. E o número 500 representa um quantitativo significativo de edições, que circularam pelo país e no exterior, essa é a ideia da magnitude atingida e que o configura como o jornal, com suas características, de maior longevidade no país e, apesar de todas as perseguições que sofre, ele resiste.

INV _ O jornal trouxe teses inéditas sobre a realidade brasileira, um radical estudo sobre o desenvolvimento de nosso país em busca da definitiva independência do Brasil, por sua soberania e em defesa do socialismo.

APB – Um outro caminho que justifica a longevidade do jornal é justamente a circulação de teses importantes, uma das principais teses desenvolvidas pelo jornal foi a que afirma que o Socialismo não acabou e que se deve manter a resistência, e que o processo histórico que ocorria no Leste Europeu era um processo que se fundamentava na contrarrevolução, fundada na revolução científico-técnica e na globalização impulsionada, principalmente, pela crise do capital e que por trás do desmonte e do crescimento da contrarrevolução sobre o Leste Europeu e a desestruturação da URSS, essa é uma das teses, estava a crise do capital; e a segunda questão é que as estruturas e os alicerces criados pela revolução no Leste Europeu, para além desse período de destruição e avanços da contrarrevolução, eles se manteriam como base para um novo processo de retorno da revolução, como já se verifica em vários lugares, sob novos aprendizados, mas há uma retomada do processo revolucionário, porque o esgotamento da contrarrevolução já se tornou efetivo no mundo, principalmente a partir da crise do capitalismo que voltou de todas as formas a partir do final do século XX para o início do século XXI. Apareceu primeiro na Ásia, depois se deslocou para os EUA, foi para Europa, veio à América Latina, voltou aos EUA, trata-se de um processo de crise constante do capital, que ficou bastante definido. O INVERTA levantou essa posição, em função disso levantava a manutenção das ideias do socialismo e mostrava que essas ideias voltariam ainda com mais força.    A outra tese é que essa crise do capital é mais que uma crise conjuntural, ela é uma crise que começa a iniciar no plano estrutural e se desenvolvia como crise de transição. Essa foi outra tese levantada pelo jornal ao longo desse tempo, assim como a tese de que o Brasil  poderia desempenhar um papel muito mais contundente na conjuntura internacional, caso ele passasse a viver um processo social mais amplo de participação. Então, outra tese importante é a crise das instituições porque, derivando da crise do capital que se apresentava mundialmente,  chegávamos a conclusão que a estrutura keynesiana que serviu para esse momento da crise do capital dos anos 30 e 40 como forma de superação daquela crise dos anos 30 do século XX, a grande crise, a grande depressão, que gerou a II Guerra Mundial, esse processo de estruturação das relações entre os países, relações comerciais internacionais, todas elas, estavam ruídas e as instituições também porque diante da atual crise, era necessário mudar essas instituições, então havia uma contradição entre o desenvolvimento da crise, que se desenvolvia ainda mais com a globalização e as superestruturas que eram centradas ainda no Estado do bem-estar social, o que levava ao desmonte de todos os países que ainda estavam voltados para este processo, que vigorou a partir dos anos 30.

A onda neoliberal que passamos a denunciar vinha junto com a globalização e estava nesse quadro de tentar revolucionar as estruturas estatais, mesmo no capitalismo que preservavam o Estado de bem-estar social, e isso formava uma contradição aqui com o Brasil, porque na verdade o Brasil nunca desenvolveu em sua totalidade o Estado do bem-estar social devido ao capitalismo dependente. Mesmo não desenvolvendo, ele constituiu estruturas que tinham alguma compensação social, com alguma relação com este processo, criou toda uma infraestrutura.  Com o processo de ditadura que existiu no país, na década de 60, foi necessário desenvolver organizações estatais e aumentar a presença do Estado, uma vez que o processo de entrada de capitais no país estava cada vez mais precário.  Para a ditadura se  manter, teve que retornar e retomar algumas estatizações dentro do país, houve um desvio da própria ditadura no final que foi a construção do Pró-Álcool, Telebrás e outras. Essas empresas estatais que foram criadas neste período fizeram com que as oligarquias financeiras internacionais quisessem enterrar a própria ditadura no Brasil, o que levou a uma situação diferente. Não fomos nós que destruímos a ditadura, apesar de ter muita luta e resistência, as greves do ABC paulista, tudo isso, mas a ditadura aqui no Brasil, como foi formulado pelo próprio Geisel, foi através de um processo de distensão lenta, gradual e segura. Eles não entregaram o poder, passaram  o poder político aos poucos, mantendo dispositivos constitucionais a seu favor.

O que lançamos como tese é que devido a este desvio da ditadura, o Estado e as estatais se reforçaram e durante este período neoliberal que vem em seguida com o retorno da democracia trouxe a teoria do neoliberalismo junto, começou a se impor devido ao desgaste keynesiano, então, o que nós assistimos foi cada vez mais a privatização avançar esse processo na década de 80,90 através da globalização e a destruição e o desmonte do Estado de bem-estar social, que existia no país mesmo com suas deformações.  A conclusão que chegamos é que com a crise do capitalismo e este processo de avanço da estratégia neoliberal para superar a crise, isso levantaria uma contradição grande no Estado de bem-estar social e é o que temos visto no curso deste tempo.

Fernando Henrique chegou a afirmar que ia acabar com a era Vargas, não acabou.  Com a derrota do setor que levava as privatizações, o príncipe da privataria, FHC, e todo esse processo, veio o governo social democrata do PT que restaurou alguns caminhos das estatizações e tentou contornar os defeitos que existiam destas estruturas, como no caso da Educação, a criação do Fundeb, que FHC começou através do Fundef, mas foi o PT que cria através da gestão no Ministério da Educação. Este fundo reúne recursos para a formação da criança e do adolescente, destinado ao desenvolvimento da educação básica. Depois é ampliado pela presidenta Dilma Rousseff, para a educação a partir das creches, do maternal, da primeira infância, tornando integral a educação dentro do país. A ampliação do ensino universitário, através dos programas que permitiram aos setores que foram alijados das universidades públicas se integrarem por outros meios, e compensar também a exclusão, a não democratização que existia na própria educação, através de possibilidades de integrar pela política de cotas, pelo fundo universitário, o FIES, pelo Prouni; integrando um campo universitário maior. Houve também todo um processo na Educação como a tentativa de um programa unificado nacional de um currículo mínimo estabelecido, a integração com o ensino superior de diversos países através do Ciência sem Fronteiras. Houve um período muito rico na educação a fim de tirar uma distorção que havia da participação dos setores populares mais massacrados dentro do país no curso desse período de ditadura e de neoliberalismo que o PT resgatou.

Na saúde, a mesma coisa, buscando ampliar as condições e a participação do povo, inclusive na gestão do setor a partir dos Conselhos de Saúde, com a ideia de você também ter um programa de apoio às populações atingidas por doenças, sem falar do espetacular programa Fome Zero. São algumas distorções que existiam no Estado do bem-estar social e que aos poucos foram sendo reparadas pelo programa do PT; o programa habitacional, uma série de programas sociais desenvolvidos e políticas públicas levadas por esses programas que faziam com que a administração da social democracia viesse reparar muito do que foi deixado de lado pelas oligarquias durante a ditadura, então, a retomada da indústria, por exemplo, uma série de coisas que foram ocorrendo ao longo desse período.

É importante dizer que o jornal, mesmo sem ter o mínimo apoio ou a mínima sustentação nessas políticas sociais democráticas, a exemplo de outros jornais que surgiram com apoio direto deles, nós sempre mantivemos uma linha de defesa, assim como sempre atentamos para o fato de que essa relação que ocorria, no setor público do Estado brasileiro, era uma relação que vinha dessa deterioração do Estado de direito, das instituições, pelo poder corruptivo que existia da globalização, do sistema financeiro que veio junto com a globalização, e das novas tecnologias que vai se incorporando, com um poder cooptador e de corrupção muito grande, que existia de cima a baixo no Estado brasileiro. Quem não se lembra do tempo da ditadura do caso Coroa-Brastel, do caso Projeto Jari, de entrega da Amazônia, do confisco da Caderneta do Delfim Neto? Todo mundo sabe os escândalos que houve, o caso Baumgarten, escândalos e mais escândalos, casos de corrupção dentro da própria burguesia, mas que ninguém podia falar pois poderia ser perseguido, preso e assassinado. Uma herança que se traz da ditadura e que vemos hoje claramente o que aconteceu com a Marielle, com as denúncias contra a milícia, são gente do porão desse mesmo grupo que continuam por aí.

Eu diria que o número 500 implicou também uma linha de teses que o jornal manteve e que de certa forma foi financiado pela classe operária e pelo proletariado, independente de qualquer ajuda financeira estatal, o jornal não só teve esse mérito das teses que lançou, mas teve outro mérito que é ser produzido pelos trabalhadores, diferentemente de outros, que são formados por um grupo de jornalistas que fazem e depois buscam sustentação na classe operária, no caso do INVERTA ele criou seus quadros orgânicos, formou muita gente, perdeu muita gente também, porque não tivemos como competir, mas as suas teses sempre chegaram à classe operária e houve essa sustentação.

O número 500 expressa esse processo, pois ampliou sua capacidade de comunicação, porque deixou de se comunicar apenas para os setores populares, para os movimentos sociais, os sindicatos,  e começou a atingir setores intelectualizados da classe média e até mesmo setores financeiros, que passaram a prestar atenção devido as análises que o jornal trazia da economia, sobre a crise mundial, que era algo novo, que não era ousado falar.  Como  jornal sempre falamos abertamente, não é a toa que a perseguição ao jornal existiu e existe, porque não foi só o incêndio criminoso, e depois a investida do governo do estado do Rio de Janeiro, através do governo Garotinho, do então Procurador-Geral da Previdência Social, que mesmo eles tendo perdido na justiça em segunda instância, alegando que estávamos inadimplentes. Deveríamos ter sido indenizados pelo mal que eles causaram. Mas a litigância de má-fé é clara, pois eles desconhecem todo esse processo jurídico e retornam o processo como se estivéssemos inadimplentes, é algo descabido e escandaloso, pois estavam a fim de vender o patrimônio do Estado, e queriam vender para um grupo comercial, relacionado com o carnaval, queriam a grana, ninguém sabe os motivos que os levaram a inventar um processo para nos tirar a sede para vender o prédio, e ainda continuar a nos processar, continuam nos perseguindo para tentar calar a voz do INVERTA.

INV - Esses são alguns pontos que demonstram as teses, a luta do jornal e a edição 500 simboliza tudo isso, ser capaz de superar todos esses problemas. E o que o jornal apresenta mais?

APB – Ele apresenta a força de ideias que são jovens: as ideias do socialismo. Ideias que começam no século XIX com maior contundência científica e que ganham um terreno no século XX e que continuam no século XXI, pois essas são as verdadeiras ideias novas que ocorreram no mundo. As ideias liberais, neoliberais desse pessoal que está aí hoje são do passado. O fascismo é uma deformação das ideias que vieram do tempo medieval, a ideia da corporação é uma ideia medieval que o fascismo trouxe como ideia nova capaz de tentar estabelecer um novo padrão para o desenvolvimento da luta social e do poder diante da crise imperialista que estava colocada, a ideia do super monopólio, do ultraimperialismo são ideias que herdam de um pensamento medieval e que são trazidas como se fosse alguma coisa nova, mas é algo do passado, pois mesmo quando ele se apresentou durante a grande crise do capital durante os anos 20 e 30, essa crise vai quebrar totalmente as possibilidades do liberalismo enquanto expressão de governo democrático, para ele se desenvolver ele precisa de um regime autoritário, então, o fascismo vai recuperar muito dessas ideias do liberalismo individualista, a ideia do heroísmo, do mito.

INV – E muito se fala de mito hoje em dia.

APB – O mito é uma coisa recuperada pelo fascismo e pelo nazismo. Wagner vai traduzir sua obra na recuperação do mito na ópera A valquíria. Hitler foi assumido como um mito, o nazismo tem um fundamento nacionalista que recupera muito da formação da Alemanha a partir de Roma e do Império Romano, que vai educar a base dos junkers alemães, é por isso que vai unir a expressão do nazismo com o fascismo na Itália, que é a recuperação do mito, na Itália, das Centúrias Negras, a ideia das corporações de ofício controlando esse processo como um todo e elas se transformando em monopólios, a ideia do Estado forte que vem abrir caminho para os monopólios, que vai hierarquizar a sociedade por corporações e tratá-la como um corpo, uma visão biológica, funcionalista e positivista da sociedade, elementos que estão dentro da ideia do fascismo, assim como no nazismo.

O que se tem no Brasil é uma tentativa de copiar essas coisas, já foi feito isso antes, o Plínio Salgado, com a figura do integralismo no Brasil, era a versão brasileira do fascismo e do nazismo; e agora se tem uma remodelagem desses setores, com o bolsonarismo, que desenvolveu mais a religiosidade, se ligou mais à questão da ideia de uma subserviência ideológica e religiosa a Israel, ligando esses grupos com setores evangélicos do país e a expressão da organização das corporações e que vão atingir um agrupamento que vai se formando dentro das corporações militares brasileiras e seu braço armado, que são as milícias. Essa é uma composição que se tem, na destruição do Estado do bem-estar social, as corporações de referências que mantêm sua estrutura de poder  dentro do Judiciário são um dos setores mais fortes. O integralismo está dentro do Judiciário, não resta dúvida que esses setores que vieram compor a Lava Jato, setores do Ministério Público Federal, bem como setores do sistema de justiça do Brasil estão ligados plenamente a essas corporações. O que vemos aqui é que as ideias do nazismo, fascismo e do integralismo que são agora repintadas de forma mais fresca, com a dimensão basicamente religiosa, assumindo uma feição religiosa, estão presente novamente nesse momento de crise do capitalismo e de fracasso do próprio capitalismo de resolver essa crise.

O INVERTA, que sempre teve esse papel de analisar, tem trabalhado essas teses e diz que o novo é retomar o socialismo porque é o que se produziu de novo durante esse período. O que se chama de  revolução científico-técnica só pode se realizar - para o bem da humanidade - dentro de nova uma lógica de organização da sociedade, abrindo curso para um novo período civilizatório, isso só pode existir diante de uma mudança fundamental do que se observa da sociedade. Fora isso, o que se terá é uma tentativa burlesca de criar mitos, como vimos com o Collor de Mello, que foi um dia mas não representa nada, assim como vimos outros criados pela mídia. O mito da vez agora é um fenômeno igual, só que ele traz uma preocupação séria, que por trás dele há setores terríveis, assim como as forças por trás do Trump, nos EUA, expressam o complexo industrial-militar em crise. Eles precisam de mercados, vender armas e balas para todo mundo, é preciso ter conflito para eles se livrarem da crise de acumulação, de superprodução de armamento bélico.

O número 500 do INVERTA, mais que o discurso do socialismo do passado, representa o discurso socialista futuro, de resistência, o discurso jovem, de que se é capaz de reorganizar o país e conduzi-lo a um processo muito mais avançado, e não só o país, pois esse é um problema da humanidade, e naturalmente que isso torna esse momento patético em que cresce esse sentimento de terror, pavor, dos que estão sufocados pela crise. E tentar superar isso com a religiosidade ou a superstição, que é o caminho que aduba esses setores que deram um golpe dentro do país, que destituíram uma presidenta legitimamente eleita, não como único objetivo, o objetivo maior era liquidar o desenvolvimento da social democracia no país, retirar do povo o pouco que foi redistribuído ao longo desse tempo do governo, é mesquinho e perverso e para isso precisavam de pessoas do naipe do Temer e do Bolsonaro e do grupo que está aí. Ele vai aos EUA, da forma  como ele foi, que vai a Israel, da forma como ele foi, que dá declarações da forma que ele dá, que não consegue sequer se comunicar corretamente, uma pessoa cercada por uma "plêiade" do que é o pior dentro da sociedade, um ministro da justiça que não conhece o código civil e não conhece a língua portuguesa, que traz um projeto anticrime distribuindo bala pra todo mundo; um ministro da educação como esse, são pessoas que aparentam ter problemas de saúde, e precisa ter essa gente no governo para fazer o que eles têm que fazer. Imagine como no tempo da ditadura, pessoas que sintam prazer em fazer isso, é um regime que é mais que um regime fascista, pois não tem a originalidade do fascismo, ele sofre de uma insanidade e só existe esse governo porque o povo entrou numa situação de crise tão desesperadora que ele não acredita mais no fundamento da ciência, nos planejamentos, em uma política voltada às suas necessidades, as condições para que ele possa superar essa crise, ele precisa de algo extra, quer sair seja de qual forma for, inclusive dar apoio a um governo que pode transformar o país em mais uma estrela dos EUA; um ministro da economia que foi assessor do Pinochet, a especialidade dele foi o que se implementou na Previdência do Chile. A edição 500 representa a resistência a tudo isso.

INV – Muitos já falam que se está revivendo os chamados “tempos de chumbo”.

APB – Em primeiro lugar, ainda não se está vivendo em um tempo de chumbo, pois ainda não há combate ao sistema que foi colocado aí.  Por outro lado, ele foi um sistema, segundo as instituições e aceitação dos próprios grupos que fazem oposição, eleito, digamos assim que tem uma legalidade, mesmo que efêmera, pois foi eleito em cima de processos ilegais, como a prisão de Lula, dos processos da Lava Jato, do impeachment ilegal e de uma série de problemas que questionam essa "legalidade". Além disso, pode fazer muito coisa no desespero da população, mas uma coisa ele não pode deixar de fazer, que é criar condições para a população sobreviver, caso contrário, esse desespero fará com que ela desacredite dos mitos e passe a tentar em fazer justiça com as próprias mãos. Isso está evidente no caso: apesar das medidas antipopulares, institui o 14o salário para a bolsa-família. Em nossa avaliação, é um processo que o povo terá que passar para tentar encontrar a saída. O próprio povo tentará se levantar por ele mesmo e também os setores mais intelectualizados da sociedade, que vão procurar um caminho de unidade para um processo de transformação da sociedade, inclusive para se opor a esse governo, combinação do povo e dos meios mais intelectualizados/setores. Isso é preciso para ir além de união só em atos públicos, é preciso construir uma força conjunta, como as paralisações pontuais, passando para as gerais, reivindicações concretas do povo até a organização dentro do congresso nacional e a organização paralela.  Vejo a construção de um grande congresso nacional que una todas as lutas contra o neoliberalismo, em uma coordenação das lutas que possa criar condições favoráveis para, no mínimo, no processo eleitoral se ter um governo mais avançado. E a juventude tem um fundamental papel nisso, pois juventude e socialismo combinam porque são jovens em seu tempo histórico e jovens na humanidade.

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DEPOIMENTOS:

Magali do Nascimento Cunha (Jornalista, especialista em mídia e sociedade)

“500 edições do Inverta! Fruto de persistência e resistência de um veículo alternativo. Fazer comunicação alternativa no Brasil não é tarefa de fácil empreendimento. A força das grandes mídias e dos grupos de comunicação que as mantêm são grande obstáculo para que vozes dissonantes do que predomina se levantem. As 500 edições do Inverta são inspiração na inversão desta lógica ao mostrarem que é possível fazer comunicação e transmitir informação e reflexão comprometidas com as lutas por paz com justiça no Brasil. Tenho muito orgulho de ter participado do início desta história, ainda na minha juventude, como jornalista responsável. E tenho muita alegria de celebrar com a equipe que permanece perseverando e resistindo num contexto de tanto obscurantismo que se abateu sobre o Brasil. Vida longa ao Inverta!”

Rosa Terço (Professora)

“O Jornal INVERTA tem sido um marco na luta revolucionaria do país. Saudar as 500 edições é motivo de esperança nos corações e mentes do nosso povo por um mundo melhor”.

Luis Gonzaga (Trabalhador da Educação)

“O Jornal INVERTA tem um grande significado para nós trabalhadores, aprendemos muito com ele.  Tenho grande prazer de fazer parte da trajetória deste jornal que luta pela libertação da classe trabalhadora.”

Osmarina Portal (Pedagoga)

“Tenho enorme satisfação de ter visto o INVERTA nascer, crescer e prosperar. Ele é a prova concreta da capacidade teórica e prática de trabalhadores, pautado na ciência marxista-leninista de trilharem o caminho da construção de uma sociedade justa e igualitária. INVERTA é uma página na história da luta de classe do nosso povo”.

Núcleo Casa das Américas-Friburgo

“Parabéns, jornal Inverta, pelas suas 500 edições. Incansável na luta pelo socialismo. Sempre estivemos presentes nas lutas e nos seus aniversários. Vivemos as 500 edições. Parabéns aos guerreiros, editor-chefe e aos militantes”.

Rosimere Rodrigues Pereira (Socióloga)

“Salve o Inverta! Um jornal que sobrevive há décadas impulsionado por trabalhadores e intelectuais. Um sonho de poucos que ganhou a muitos e garantiu vida longa ao papel para o qual foi criado: trazer a versão da classe trabalhadora sobre os fatos, e abrir espaço para a organização e ganho de consciência. É um instrumento de resistência e esperança nesses dias sombrios que se abateram sobre o Brasil”.

José Ferreira de Moura (Operário da Construção Civil)

“Quero parabenizar todos os camaradas que estiveram presentes na luta do INVERTA e chegaram até a edição 500, assim como os que ficaram no caminho e aos que passaram a contribuir depois.
Vamos chegar até a revolução, pois essa é a luta da militância do INVERTA. São mais de 28 anos de luta, estou convicto de que a sociedade socialista é a que garante todos os direitos dos trabalhadores”.

 

Sucursal RJ e Gilka Sabino