A alta da miséria no Brasil

Em 4 anos a miséria no Brasil cresceu 33%, isto é, desde 2014 até 2017 o total de pobres em nosso país passou de 8,38% para 11,18% da população o que representa 23,3 milhões de pessoas nesta condição, segundo estudo da FGV(Fundação Getúlio Vargas).

Em 4 anos a miséria no Brasil cresceu 33%, isto é, desde 2014 até 2017 o total de pobres em nosso país passou de 8,38% para 11,18% da população o que representa 23,3 milhões de pessoas nesta condição, segundo estudo da FGV(Fundação Getúlio Vargas). Esta metodologia da FGV mostra as pessoas que vivem com R$ 233 por pessoa por mês. Entre o 2º trimestre de 2015 e de 2018 houve uma perda da renda média de 3,44%, sendo que entre os mais jovens entre os de 15 e 19 anos a queda foi de 20,1% e entre os de 20 a 24 anos houve uma perda da renda foi de 13,94%. A explicação do aumento da pobreza no Brasil neste periodo foi a alta do desemprego em toda a sociedade. Hoje somando todas as categorias analisadas como sub ocupados, desocupados e desempregados o total chega a mais de 20 milhões de trabalhadores no Brasil.

Em 2015 a pobreza no Brasil cresceu 19,3% com cerca de 3,6 milhões de novos pobres, sendo que os 5% mais pobres a renda caiu 14% que foi o resultado do congelamento do Bolsa Família em 2015 quando as taxas de inflação e do desemprego atingiram dois digitos. A valorização do salário minimo em 2015 fez com que as pessoas atendidas pela previdencia social que é indexada pelo piso salarial caisse apenas 3,8%.

A informalidade do mercado de trabalho no Brasil de mais de 50% do total avançou com a Reforma Trabalhista que precarizou ainda mais os trabalhadores com uma série de medidas que foram um retrocesso nas relações capital trabalho reduzindo a organização dos assalariados. O teto dos gastos públicos por 20 anos é mais um gargalo da economia brasileira que vai paralisar os serviços a população mais pobre que depende do Estado para ter um mínimo de assistência social.

O golpe contra a democracia em 2016 aprofundou a desigualdade entre a população brasileira e o Brasil voltou ao Mapa da Fome que tinha saído em 2014, segundo a ONU. Agora com as eleições de 2018 a tendência é de apŕofundamento da crise e da miséria com o perfil do novo Congresso Nacional que continua sendo conservador, embora tenha se renovado em alguma medida. Será preciso um grande processo de organização social e popular para fazer frente ao rolo compressor fascista que está ameaçando o cenário político brasileiro.

Julio Cesar de Freixo Lobo