Tragédia na zona da mata mineira e as questões climáticas
Minas Gerais vive outra tragédia com deslizamentos por causa das chuvas, dessa vez em Juiz de Fora e Ubá na Zona da Mata mineira onde as chuvas já deixam 64 mortos e 15 pessoas desaparecidas (até o fechamento dessa matéria para o INVERTA).
Há 34 anos em Contagem, na Vila Barraginha, Região Metropolitana de Belo Horizonte, morreram 36 pessoas por causa das chuvas e dos deslizamentos.
As alterações climáticas em nosso planeta têm anunciado o desgaste que a terra tem sofrido com a exploração dos recursos naturais para alimentar o modo de produção capitalista. A reprodução do sistema e as novas tecnologias aceleram a produção, contudo a forma como tudo isso se dá têm levado a uma crise sem precedentes na história da humanidade. O sistema vive a sua pior crise, a Crise Orgânica do Capital.
Com o sistema capitalista em crise, os seus teóricos, economistas burgueses ensaiam fórmulas mirabolantes para sair da crise. Mas a alternativa de sair da crise com a implantação das políticas neoliberais têm acelerado a destruição do próprio sistema e colocado a vida da humanidade e de todo o planeta em risco.
Em 2024 foi o Rio Grande do Sul, as chuvas deixaram 2,4 milhões de pessoas atingidas e milhares de mortos. Agora é a Zona da Mata mineira, Juiz de Fora e Ubá que sofrem com as chuvas que ultrapassaram mais de 160 milímetros de água em uma só vez. Juiz de Fora está entre as 10 cidades do Brasil em situação de risco de deslizamento. Mas onde está o governador de Minas Gerais nessa hora de sofrimento do povo?
Romeu Zema (NOVO), governador de Minas Gerais há quase 8 anos, teve a capacidade de aumentar a dívida do Estado com a União, mesmo assim elevou os seus salários em mais de 300%, é considerado um péssimo administrador público, mas na verdade Zema trabalha para os empresários dentro da administração pública de Minas, é o representante dos ricos. Para se ter uma ideia, Zema cortou as verbas destinadas ao combate às chuvas em Minas, reduziu de R$135 milhões para R$5,8 milhões, ou seja, mais de 95% desses recursos.
A gestão do governador de Minas é pautada em cima da política neoliberal, ou seja, Minas é o estado que mais privilegia empresários e grandes empresas. São as mineradoras que estão livres para fazer o que bem entender, vide as tragédias de Mariana e Brumadinho pela Vale do Rio Doce. Só de isenção de impostos do governo de Zema para seus amigos empresários, já foram mais de 25 bilhões de reais, destes a Localiza, empresa de aluguel e venda de veículos foi beneficiada com a isenção do IPVA, e outras empresas ligadas ao empresário golpista do Banco Master Vacaro.
O fato é que o sistema não está voltado para atender aos interesses do povo e do desenvolvimento da nação. Na verdade, os neoliberais da extrema direita e direita querem destruir os direitos do povo, inclusive o de planejar e melhorar a infra-estrutura das vilas e favelas em todo o Brasil. Esses políticos representantes do capital financeiro nacional e internacional lutam para manter a exploração em alto nível, pouco importando para as condições de vida do pobre trabalhador.
O jornal Inverta presta a sua homenagem e a sua solidariedade às vítimas de Juiz de fora e Ubá denunciando esse sistema desigual que tem levado à morte milhares de pessoas, homens e mulheres do povo.
Sidnei Martins
Sucursal do Inverta em Minas Gerais
Publicado em 27 de Fevereiro de 2026

