Assuntos
che chuva cinco heróis comunismo crise do capital cuba editorial eleicoes farc haiti

Ícone PCML PCML (Br)Ícone Cooperativa Inverta Coop InvÍcone RádioRádio ícone CeppesCeppes Ícone J5JJ5J

ÍCONE RSSRSSÍcone mala diretaLista twitterTwitter

Você está aqui: Página Inicial / Edição Impressa / Edição 460 / Editorial

O Processo Eleitoral no Brasil e a Posição do PCML-Br

Essa matéria foi publicada na Edição 460 do Jornal Inverta, em 03/08/2012

A classe operária e o povo trabalhador brasileiro em geral passam a viver mais uma eleição municipal. Nesta, está em causa a atual composição de forças em cada um dos 5.566 municípios, mediada pela relação que mantém com os governos estaduais e federal. Naturalmente, o peso maior que incide sobre os eleitores na hora do voto é a sua opinião acerca dos candidatos majoritários (a prefeitos) e proporcionais (a vereadores) e somente muda este fato quando no plano nacional ou estadual uma forte corrente de opinião se interpõe entre o eleitor e os candidatos, tais como o caráter plebiscitário em torno daqueles que apoiam ou se opõem aos governos estaduais e federal, diante de crises econômicas, sociais e políticas, ou mediante catástrofes.

Tendo em vista estas premissas, o processo eleitoral atual se desenvolve sobre condições especiais decorrentes do aprofundamento da crise do capital na Europa, Estados Unidos, Japão e o risco de sucção dos países emergentes para o redemoinho da crise. Os dados econômicos apresentados pelo Banco Mundial, o FMI, a OCDE, e demais organismos internacionais mesmo tentando maquiar a gravidade da situação, a exemplo dos acontecimentos na Grécia, Espanha, Islândia indicam novos alvos na fila de fogo: Portugal, Itália, Holanda, Inglaterra, França, etc. O desespero é tão sintomático que a investida sobre a Síria toma o contorno cada vez mais dramático de nova intervenção aberta da coalizão imperialista a exemplo do Afeganistão e Iraque, pois as táticas usadas na “Primavera Árabe”, que patrocinaram a intervenção e assassinatos na Líbia, parecem incapazes de repetir o mesmo efeito naquele país.

Com a maioria dos países desenvolvidos ou do chamado G-7 em crise, que representa mais de 60% da economia mundial, a pressão dos organismos de hegemonia destes sobre os países emergentes, para transferir a mais-valia acumulada e riquezas nacionais, através da troca desigual, remessas de lucros, pagamentos de royalties, dívida externa e interna, taxas de juros etc., torna-se cada vez mais visível e intolerável face a uma perspectiva de independência e soberania nacional. Os golpes de Honduras e atualmente no Paraguai são ensaios que indicam uma sintomática disposição do imperialismo a submeter as economias da América Latina a uma marcha forçada, tendo por destino o seu paradigma de desenvolvimento capitalista, que redundará na rápida sucção destes países para o redemoinho da crise do capital. Diante deste cenário, é necessário que o Brasil passe a construir um novo paradigma de desenvolvimento econômico e social que rompa com o receituário do sistema do capital e, para isso, é necessário um governo fundado na força e vontade política da maioria do povo brasileiro.

Nestas condições especiais da conjuntura de crise do capital e do singular momento da história política nacional, protagonizado pelo governo da Presidenta Dilma Rousseff, as eleições municipais cumprem um papel político importantíssimo, que somente se efetivará politizando-a como questão nacional de primeiro plano na relação entre o povo trabalhador e os candidatos, pois é com base no seu resultado que o atual governo federal se inclinará na resposta à questão central colocada pela crise do capital ao país: como superar a mesma. É necessário entender que as questões mais sentidas pela população em sua relação com os poderes públicos, tais como se apresentam no dia a dia das condições de vida (saneamento básico, água potável, iluminação, transporte, saúde, educação, segurança, lazer, moradia e abastecimento), passam por iniciativas econômicas que dependem das macropolíticas públicas nacionais.

A inclinação do governo federal na resposta à crise sob a pressão do imperialismo é mediatizada por dois extremos: se cumpre o receituário do FMI e do G-7, sobra menos para investimento nas políticas sociais e públicas, logo, mais penúria ao povo e aos municípios; se, pelo contrário, rompe com o receituário neoliberal, é possível mais investimento em políticas públicas, embora sofra com a paralisação econômica dos setores imperialistas e pró-imperialistas na economia nacional. Daí, ao se considerar a impossibilidade de constituir uma nova correlação de forças no plano nacional nestas eleições, que freie os intentos de violação da soberania nacional, que mantenha o esforço nacional de combate à pobreza, atraso cultural e tecnológico, e, sobretudo, que avance na construção de um novo paradigma de sociedade com os demais países do continente e do mundo em alternativa ao sistema do capital; o caminho que se apresenta é apoiar as forças progressistas e antineoliberais que sustente a atual correlação de forças dos trabalhadores e o povo pobre contra as oligarquias, para acumular forças e impulsionar o governo da Presidenta Dilma Rousseff a desempenhar o protagonismo histórico na defesa da soberania nacional e desenvolver a constituição de um novo paradigma de sociedade em alternativa viável à crise do capital e seu sistema.

Assim, nestas eleições, a posição dos revolucionários organizados no Partido Comunista Marxista-Leninista (PCML-Br) é politizar as eleições municipais, através da palavra de ordem: Responder à crise do capital com um novo paradigma de sociedade, eleger governos que lutem para atender às demandas mais sentidas do nosso Povo, em todos os municípios, e acumular forças combatendo as políticas neoliberais de corrupção, clientelismo e empreguismo para derrotar as forças que apoiam o capital imperialista e seu sistema.

Ousar Lutar! Ousar Vencer!


P.I.Bvilla
Pelo OC do PCML

Ações do documento
Edison Jaborandy Guinancio
Edison Jaborandy Guinancio says:
06/10/2012 08:12

Muito bom.

Adicionar Comentário

You can add a comment by filling out the form below. Plain text formatting. Comments are moderated.

 

Livro Crise prop portlet