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O novo mapa político do Brasil com as mudanças após as eleições municipais

Essa matéria foi publicada na Edição 431 do Jornal Inverta, em 23/12/2008

As eleições municipais que ocorreram em outubro de 2008 têm gerado uma reflexão política muito mais detalhada, pois havia uma grande perspectiva de que o PT fizesse um número expressivo de prefeituras, mas foi frustrada a expectativa de que as forças políticas ficassem equilibradas. Em relação às eleições municipais anteriores o PT cresceu, porém não foi suficiente para manter o domínio político. Um novo mapa político surgiu após as eleições, os prefeitos eleitos serviram de apoio aos candidatos que almejam assumir a presidência da república em 2010.

O novo mapa político do Brasil com as
mudanças após as eleições municipais

 

As eleições municipais que ocorreram em outubro de 2008 têm gerado uma reflexão política muito mais detalhada, pois havia uma grande perspectiva de que o PT fizesse um número expressivo de prefeituras, mas foi frustrada a expectativa de que as forças políticas ficassem equilibradas. Em relação às eleições municipais anteriores o PT cresceu, porém não foi suficiente para manter o domínio político. Um novo mapa político surgiu após as eleições, os prefeitos eleitos serviram de apoio aos candidatos que almejam assumir a presidência da república em 2010. As alianças partidárias serão imprescindíveis; o PT, que já possui uma união partidária com o PMDB, terá que se fortalecer ainda mais para não perder sua posição política. Mostrando assim, que o partido governista necessita da sua base aliada para manter-se no poder. A ingerência política e partidária do PT causou estragos irreparáveis no partido, principalmente a falta de estratégia política, pois segundo dados do IBGE, os peemedebistas conquistaram 1.200 prefeituras, principalmente nas grandes capitais como Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Bahia e Minas Gerais.

Analisando essa vitória do PMDB, percebemos que o partido governista sofreu um duro golpe, as pesquisas apontavam que o Presidente Lula, até o momento das eleições, possuía índice altíssimo de aceitação do povo brasileiro, porém esse número expressivo não foi suficiente. Mesmo elegendo-se em 576 prefeituras, o PT ainda não se encontra forte suficiente para eleger o sucessor ou sucessora presidencial.

O PT saiu vitorioso nas regiões Norte e Nordeste, mas não irá proporcionar um número expressivo de eleitores, tendo em vista que as regiões são de latifundiários e o PT terá problemas numa disputa acirrada com o PSDB em 2010. O partido governista tem hoje a imagem de Lula ligada ao partido, porém não lhe garante vitória, necessita sim, de mais estratégia política.

A derrota do PT nas grandes capitais sinaliza a fragilidade das lideranças partidárias, pois abandonaram os sindicatos e se alinharam aos patrões e políticos neoliberais, deixando os trabalhadores sem nenhum apoio político em suas reivindicações, esse golpe aplicado no povo refletiu sobre a bancada petista.

A vitória do PMDB nas prefeituras mostra o avanço do neoliberalismo, este partido de centro tende a subjugar o povo, já que se alinha à política neoliberal, impondo uma política direcionada ao mercado financeiro e amplo abandono às políticas públicas nos hospitais, escolas e outras instituições públicas. Vinculado a projetos de organizações não-governamentais, aplicando um assistencialismo sem uma política séria e justa.

Nessa escalada de vitória e derrotas partidárias o povo é esquecido pelos políticos burgueses que antes de se elegerem prometem melhorar a educação, a saúde, o transporte e a segurança pública, mas quando são  eleitos abandonam as propostas e esquecem o povo.

Os partidos pequenos estão, nesse momento, tentando tirar proveito desse crescimento do PMDB, pois buscam um alinhamento político, mas o que se percebe é que tentam esvaziar o PT.

Esse golpe já está sendo desenhado pela elite, que não aceita ver o país ter um desempenho econômico nas mãos de um partido que foi eleito pela maioria pobre, e que tem sua representatividade, crescer diante do cenário econômico anterior à crise econômica mundial, o carisma do Lula é a munição que irá levar o seu ou a sua sucessora ao poder.

 

Josiel de Morais

 

Ações do documento

mapa politico do brasil pós eleição municipal

Enviado por jose mangabeira em 15:12
O Brasil político saído das urnas nas eleições municipais de 2008 irá refletir nas eleições gerais de 2010. O fato do PT ter sido um fracasso de resultado nas urnas melhor é encarar a coligação formada para 2010. Vista por este prisma o PT foi um sucesso de urna em 2008. O projeto do PT não esperava obter uma maioria de cidades, estava em eleger um número expressivo de companheiros e companheiras Brasil a fora para contar com apoios em 2010. O resultado hoje é positivo. Juntos a coligação formada em torno do PT, sendo um partido unico a representar apoio a pré-candidata Dilma sai na frente e conquista o mapa político eleitoral em 2010. Volto!!!

Apoio explicito e apoio implicito

Enviado por jose mangabeira em 09:44
O mapa desenhado pela eleição municipal de 2008, não só traduz pelo candidato e sigla, como também, pelo comprometimento implicito feito diante de projetos aos municípios com a benção do governador. Exemplo da Bahia, pesquiza realizada pelo professor da UFBA Dantas, expõe esta fragilidade do gestor municipal que, eleito por um partido mais preso pela conviniência do partido do governador. E, todos sabem que sem o apoio do governador não tem administração. Assim o ilustre professor afirma que o PT da Bahia que elegeu pouco mais de 80 prefeitos vai contar com 200 na reeleição do Wagner. Resultado confirmado pelo coordenador da campanha do governador o Prefeito de Camaçari Luiz Caetano. Assim quando for elaborar o mapa político saido das urnas de 2008, vamos levar em conta os apoios implicito e os explicitos. Volto !!!

política

Enviado por jose mangabeira em 10:01
No projeto de poder do PT e do PMDB não cola cenário neoliberal,esta coligação representa um só partido político, na prática houve uma fusão partidária, pelo viéis político-eleitoral, ficando de fora a ideológia, sufocada pelo desejo do poder. Os partidos mais a esquerda, tidos como parceiros historicos não tem densidade eleitoral suficiente para o PT dispensar o PMDB. Ninguém esta tirando partido do PT, pelo contrário, é o PT que esta apoiando-se nos partidos para não perder o poder. O PMDB que domina o Congresso Nacional com o apoio do PT, congresso este que executa a política petista. Então não há que se falar em PT ou PMDB. O que existe é um partido produto de fusão partidária. Volto!!!
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