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Grito dos Excluídos reúne duas mil pessoas no Rio de Janeiro

Essa matéria foi publicada na Edição 405 do Jornal Inverta, em 19/10/2006

O Grito dos Excluídos, no dia 7/9, representou uma das maiores manifestações, nesta data, já realizadas na cidade.

Grito dos Excluídos reúne duas mil pessoas no Rio de Janeiro


Por: Comitê de Luta Contra o Neoliberalismo - Centro/RJ



O Grito dos Excluídos, no dia 7/9, representou uma das maiores manifestações, nesta data, já realizadas na cidade. Trabalhadores dos Movimentos Sem Terra, camelôs, Sem-Teto, Luta pela Moradia, Quilombolas, a Frente de Luta Popular, Mulheres da Marcha Mundial, Militantes contra o pagamento da dívida externa, os Círculos Bolivarianos, Ocupações, a Central de Movimentos Populares, o Comitê de Luta Contra o Neoliberalismo do Centro-RJ, o Comitê pela anulação da privatização da Vale do Rio Doce, Comunidades que lutam contra a violência policial, exibindo suas reivindicações através de faixas e sob o comando da batucada de Jovens do Complexo da Maré, saíram em passeata da esquina da Rua Uruguaiana e seguiram pela Presidente Vargas.



A passeata, ao chegar em frente ao Departamento de Trânsito do Estado do Rio de Janeiro, foi reprimida pelo Batalhão de Choque da PM, que utilizou gás pimenta contra os manifestantes. Após longo tempo de negociações, a passeata prosseguiu pela Avenida PresidenteVargas, tendo à frente cinco carros da PM, onze policiais do Batalhão de Choque e cinqüenta outros policiais da corporação até a Estação de Ferro da Central do Brasil. O objetivo era atrasar a passeata e impedir que o povo que estava lá para ver o desfile militar pudesse ver “o desfile dos excluídos”.



Livres do aparato policial, os trabalhadores seguiram até o Busto de Zumbi, na Praça Onze, cantando palavras de ordem como “Chega de chacina, polícia assassina”, “Moradia tem solução, vamos fazer ocupação”, “Pan 2007 é um caô, é opressão pra favela e camelô”.



Na Praça Onze foi realizado um ato no qual diversos trabalhadores usaram da palavra, entre eles, militantes do MST e do Movimento de Luta pela Moradia leram junto a todos os manifestantes um manifesto pedindo a anulação da privatização da Vale do Rio Doce.

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