Luisa Lacerda fala sobre projetos e músicas

A cantora e violonista Luisa Lacerda conversou com o Inverta sobre a sua carreira musical. Apesar da pouca idade, ela já lançou um CD em parceria com o cantor e compositor Miguel Rabello, que se chama “Meia Volta”. O CD tem um repertório de composições de vários autores da nova geração da música brasileira que vale a pena ser ouvido.

A cantora e violonista Luisa Lacerda conversou com o Inverta sobre a sua carreira musical. Apesar da pouca idade, ela já lançou um CD em parceria com o cantor e compositor Miguel Rabello, que se chama “Meia Volta”. O CD tem um repertório de composições de vários autores da nova geração da música brasileira que vale a pena ser ouvido pela qualidade de suas canções, como a música Rancho das Borboletas, interpretada em parceria com Rabello, de autoria do próprio e de Paulo César Pinheiro, em que a letra e a melodia unidas à magistral interpretação de Luisa se destacam.

INV - Luisa Lacerda, conte-nos um pouco sobre sua formação musical e quais foram suas inspirações para seguir esta carreira de cantora e violonista? Houve alguma influência da sua família neste seu caminho artístico?

LL - Sou formada em música pela Escola de Música da UFRJ e, antes disso, estudei violão e teoria musical com professores particulares em Nova Friburgo, onde morava. Além da UFRJ, quando já morava na cidade do Rio, estudei canto na Escola Portátil de Música e fiz aulas particulares de violão com Vicente Paschoal.

Meu pai sempre foi um grande incentivador de meus estudos musicais, foi ele quem me ensinou os primeiros acordes no violão. O gosto musical de meus pais sempre me influenciou desde muito nova.

INV - Qual o seu estilo ou ritmo de música preferido?

LL - Eu sempre tive maior proximidade com a chamada “MPB”, não deixando de escutar outros gêneros musicais. Estudei e escutei música erudita e popular em sua variedade. Atualmente, dou preferência à música nacional.

INV - Como você vê as dificuldades enfrentadas por quem trabalha com música no Rio de Janeiro? O fechamento de espaços culturais, como o Bar Semente e a Casa do Jongo, que tem ocorrido ultimamente em nossa cidade é mais um problema para os artistas?

LL - O fechamento de casas de tradição musical no Rio é um reflexo do abandono irresponsável de nossos governantes para com a nossa cidade. O público não comparece pois não pode pagar o preço alto da entrada, dos transportes e da consumação, além de não querer conviver com a violência urbana das noites cariocas. Por consequência, os músicos são cada vez mais mal remunerados, sendo muitas vezes prejudicados financeiramente, entrando inclusive em acordos abusivos com as casas de show.

INV – Fale um pouco sobre como foi o projeto do lançamento do CD “Meia Volta” em parceria com Miguel Rabello:

LL - Conheci o Miguel graças à Escola Portátil de Música. Ele é filho de minha professora de canto, Amélia Rabello, que me contou que ele estava compondo muito bem. Pedi ao Miguel que me enviasse algumas de suas canções e foi uma bela surpresa. Nos tornamos amigos e iniciamos essa parceria musical: eu cantando as belas canções de Miguel e ele me acompanhando ao violão. Depois de muitos shows juntos, iniciamos o “projeto disco”, com direito a arranjo de Cristovão Bastos e várias participações muito especiais de músicos-amigos(as) excelentes.

INV – Quem são suas principais parcerias musicais nos shows que você faz no Rio e em vários lugares do Brasil?

LL - Muitas de minhas parcerias musicais tiveram início graças à minha experiência na Escola de Música da UFRJ e na Escola Portátil de Música, onde fiz queridos amigos que permaneceram por perto após o fim da graduação. Daí um amigo conhece um amigo que conhece outro amigo, e a teia se amplia cada vez mais.

Além da convivência em espaços musicais no Rio de Janeiro, a internet tem me trazido muitas surpresas positivas no que diz respeito a fazer amigos(as) músicos e possibilitar trabalhos em outros lugares do Brasil.

INV – Quais são os seus planos em relação a experimentar outras formas de performances artísticas?

LL - Por enquanto, não penso em mudar o tipo de performance para conseguir maior visibilidade. Penso que preciso, mais do que tudo, estudar e manter o foco no que é verdadeiro para mim, nas canções que me tocam e numa performance que seja “eu mesma”. Acredito que, aproveitando todas as oportunidades e privilégios que eu tive (e ainda tenho) para estudar, o sucesso profissional virá com mais maturidade e experiência.

JCFL