A crise alimentar no mundo

Os conflitos militares no planeta aumentaram o número de famintos no mundo para 108 milhões de pessoas em 2017, quando em 2015 este total chegava a 80 milhões de seres humanos. As guerras insufladas pela indústria de armas na Síria, no Iraque, no Sudão do Sul, no Zimbábue e em outras regiões do mundo, além das secas prolongadas e as chuvas irregulares causadas pelo fenômeno El Niño, fizeram o número de pessoas com insegurança alimentar grave terem um aumento de 35% em relação a 2015.

Os conflitos militares no planeta aumentaram o número de famintos no mundo para 108 milhões de pessoas em 2017, quando em 2015 este total chegava a 80 milhões de seres humanos. As guerras insufladas pela indústria de armas na Síria, no Iraque, no Sudão do Sul, no Zimbábue e em outras regiões do mundo, além das secas prolongadas e as chuvas irregulares causadas pelo fenômeno El Niño, fizeram o número de pessoas com insegurança alimentar grave terem um aumento de 35% em relação a 2015.


O extermínio de uma parte da população excedente faz parte da lógica do capital dentro do sistema capitalista para matematicamente regular o consumo e a mão de obra dos mais pobres. A diminuição do consumo excessivo de menos de 5% da população mundial é fundamental para frear o esgotamento dos recursos naturais do planeta em uma década. O discurso de que é preciso controlar o excesso de população global com guerras e epidemias faz parte de práticas nazistas que extrapolam as regras da civilização humana. O alerta da explosão demográfica mundial é mais uma propaganda das nações ricas da lei do mais forte na sociedade humana.


Hoje a produção de alimentos é muito maior do que o consumo planetário e o sofisma malthusiano já foi dado como errado. O problema da fome no mundo é a distribuição das mercadorias para o consumo global. Pelos cálculos da ONU, em 2050 seremos 9,8 bilhões de seres humanos e a produção de alimentos precisa crescer 70% para alimentar a todos. A Revolução Verde e a tecnologia agrícola já se mostraram capazes de produzir o total de alimentação para toda a humanidade.


Para resolver a fome no mundo tem que haver decisão política dos atores sociais e econômicos e principalmente dos países e governos interessados no assunto. O Brasil já se mostrou um exemplo de experiência exitosa neste sentido, uma vez que as parcerias dos governos do PT para desenvolver tecnologias agrícolas nos países africanos e da América Latina mostraram a solidariedade para mudar o mapa da fome nestes países. O desenvolvimento de tecnologias na área de agricultura, criando novas oportunidades para os empresários rurais brasileiros na exportação de produtos para a  África e para a América Latina, se mostrou eficaz.  


A criação de empregos para os técnicos da Embrapa, da Emater e da Pesagro para apoiar a erradicação da miséria rural nos países africanos e latino-americanos com tecnologias desenvolvidas no Brasil foi uma das grandes realizações dos governos do PT.  A mesquinharia dos golpistas de 2016 mostrou a cara dos ruralistas que apoiaram a retirada de Dilma Rousseff do poder, embora a parte lúcida do setor rural do Brasil tenha se dividido com esta prática maquiavélica da elite brasileira e tenha apoiado a presidenta da República até o fim, mais por interesses de lucro que por ideologia.


Julio C. de Freixo Lobo