Equatorianos ratificam continuidade da Revolução

A Revolução cidadã  foi ratificada em 19 de abril como o caminho escolhido por maioria no Equador, depois da recontagem de mais de 1. 275.000 votos, que legitimaram Lenín Moreno como presidente eleito do país.  Ao redor de 10 horas durou o processo de verificação de 3.865 atas objetadas pelas duas organizações políticas que participaram do segundo turno das eleições, em 2 de abril, a governamental Aliança PAIS e a coalizão CREO-SOMA.

Os resultados confirmaram uma vez mais a transparência com que o Conselho Nacional Eleitoral (CNE) conduziu todas as etapas das eleições a partir de 19 de fevereiro, quando teve lugar o primeiro turno entre oito aspirantes aos máximos postos. Moreno, vencedor doss dois turnos de votação, foi confirmado com 51,16 por cento, enquanto o outro candidato, Guillermo Lasso, ficou com 48,84 por cento.

O dia ocorreu com normalidade e o único inconveniente foi a ausência da CREO-SOMA, convocada a observar o novo escrutínio assim como a Aliança PAIS, para confirmar a transparência do ato. De acordo com alguns politólogos e especialistas, a coalizão opositora, carente de armas políticas para atrair eleitores, tentou semear a teoria da fraude e solicitou a recontagem dos votos, mas sem contar que teriam a anuência da máxima entidade eleitoral.

Todas as tramas urdidas pela direita desde a primeira parte das eleições se tornaram poeira ante as infinitas mostras de transparência do CNE, avaladas pelas missões internacionais de observação da Organização de Estados Americanos, a União de Nações Sul-americanas, a Associação Mundial de Órgãos Eleitorais e a União Interamericana de organismos Eleitorais.
A verdade impôs-se e fracassou cada tentativa de semear a teoria da fraude, que agora se volta contra o binômio opositor Lasso-Páez, que deverá comparecer ante a Promotoria, como parte de uma investigação por suposta falsificação e uso de documentos falsos.

‘O que tem que se retificar se retifica, por isso é a contagem de votos e o que tem que se ratificar, o que estava bem contado, obviamente se põe em ata novamente’, alertou o presidente do CNE pouco antes de terminar o processo.

A contagem de 11,2 por cento dos votos, constituiu algo inédito e histórico no Equador e para o mundo, cujos olhos permaneceram nesta nação localizada na Metade do Mundo. A vitória de Lenín Moreno nos dois turnos das eleições e na recontagem, reafirma a vontade popular de continuar pelo caminho da revolução cidadã, iniciada há mais de 10 anos pelo chefe de estado, Rafael Correa, que juramentará no cargo seu sucessor no Palácio de Carondelet, em 24 de maio.

Prensa Latina