Redução da Jornada de Trabalho, uma luta histórica da classe operária

A PEC 321/95, esse projeto de Emenda Constitucional, traz de volta uma luta antiga dos trabalhadores brasileiros: a diminuição da jornada de trabalho de 44 horas para 40 horas semanais, sem diminuição de salário. Uma luta travada durante todo o século XIX e XX, tendo datas históricas como o 8 de março (1857) e o 1º de maio (1886); que já tinha em suas pautas reivindicatórias a diminuição dessa jornada, que sempre foi longa e extenuante para classe trabalhadora. No começo do século XX, trabalhava-se entre 12 e 14 horas diárias no Brasil.

A PEC 321/95, esse projeto de Emenda Constitucional, traz de volta uma luta antiga dos trabalhadores brasileiros: a diminuição da jornada de trabalho de 44 horas para 40 horas semanais, sem diminuição de salário. Uma luta travada durante todo o século XIX e XX, tendo datas históricas como o 8 de março (1857) e o 1º de maio (1886); que já tinha em suas pautas reivindicatórias a diminuição dessa jornada, que sempre foi longa e extenuante para classe trabalhadora. No começo do século XX, trabalhava-se entre 12 e 14 horas diárias no Brasil.

Em 1907, ocorre no Brasil a primeira grande Greve Geral, tendo como principal reivindicação a redução da jornada de trabalho para 8 horas diárias.

À frente desse movimento reivindicatório estavam gráficos, pedreiros, chapeleiros, carvoeiros e sapateiros.

A greve foi parcialmente bem sucedida. Os trabalhadores conquistaram a redução da jornada para 10 horas diárias.

Em 1985, os metalúrgicos do ABC Paulista realizaram uma greve de 54 dias, reivindicando 40 horas, contando com a adesão dos metalúrgicos da cidade de São Paulo a greve estimou uma participação de 290 mil trabalhadores grevistas.

Esta reivindicação, um ano depois, foi discutida e aprovada na constituição de 1988 como sendo de 48 horas para 44 horas semanais.

Mesmo nos dias de hoje a carga horária de trabalho é muito extenuante, já que de alguma maneira ultrapassa a jornada oficial de 44 horas semanais, pois a classe operária e trabalhadores, em geral, moram muito longe dos lugares industriais e do comércio onde trabalham, levando muito tempo para se deslocar diariamente de suas casas ao local de trabalho e vice-versa (um trabalhador chega a levar em média duas horas para ir e duas para vir). Ainda mais em uma cidade como São Paulo, cujo trânsito é caótico e o transporte público oferecido insuficiente e massacrante para seus usuários.

Sem contar as horas extra solicitadas com frequência pelo patronato, que geralmente chegam a mais duas horas diárias mínimas extras.

Sempre o mesmo discurso dos exploradores da mais-valia, tanto nos séculos XIX, XX e XXI. Valendo-se de um discurso chantagista e violento para aqueles que só têm a sua força de trabalho para sobreviver.

Para o diretor sindical da Federação das Indústrias de São Paulo (Fiesp), Roberto Della Manna, a jornada reduzida de maneira universal a todos os setores da economia é inviável para as atividades cuja mão de obra representa mais de 20% dos custos de produção beneficiando a automação da produção (ameaça de demissão, trocando mão de obra pela automação, chantagem barata).

O custo para as empresas de 1,9 é tão barato que qualquer tecnologia avançada para substituir a mão de obra é inviável economicamente. Em 10 anos, as indústrias obtiveram um aumento de produtividade de 113% e, comparado a 1,9% de custos, isto não é nada, Sr. Roberto Della Manna. 

Somente a luta poderá de fato libertar a classe operária e os trabalhadores do campo e da cidade das mãos de exploradores e sanguessugas de seres humanos, que só têm dentro da contradição entre capital-trabalho o “direito” de serem explorados para sobreviver e manter com sacrifícios sua prole.

Portanto, apesar de hoje esta ser uma luta de caráter reformista, vamos lutar pela vitória da diminuição da jornada de trabalho. Com claridade e tendo como bússola a ciência marxista, que nos direcionará ao porto que atracar.

 

Viva a classe operária!

Viva os trabalhadores do campo e da cidade!

Viva o 1º de maio!

Ousar lutar, ousar vencer!

Venceremos!

 

 


Wilson Gráfico

São Paulo

 

jordana
jordana disse:
05/08/2014 21h39

maximo

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