Debate

O Sistema de Ensino Neoliberal

A educação brasileira, de caráter público e obrigatório, já traz em si uma contradição, por ser pública não é gratuita, é paga através dos impostos cobrados diretamente sobre os trabalhadores, cria-se a falsa ideia de idade escolar impondo aos pais e responsáveis a obrigação de submeter sua prole à instituição educacional, independente das condições das mesmas, tanto físicas quanto profissionais. A contradição se desenvolve porque os adultos que procuram as escolas, não as procuram por serem públicas ou obrigatórias, porém, por necessidade de sua própria vida, que vai precisar em determinada ocasião de educação instrucional. Os impostos são cobrados a todos e livre da idade escolar ele, o trabalhador, se qualificará na mesma instituição de crianças de 4 a 14 anos. A balela burguesa começa aí.

Testemunho Ocular 

A escola de hoje é o reflexo da nossa sociedade, quadro que aterroriza a população. Em 2006, a Apeoesp realizou uma pesquisa que assustou a todos, concluiu que 700 professores da rede estadual de ensino, cerca de 80%, disseram que a violência física é o constante nas escolas. E que em 2008, só em Campinas, interior de São Paulo, de um total de 580 docentes um em cada quatro sofre algum tipo de agressão por parte dos educandos.

Anistia e Estado Democrático de Direito

A Lei de Anistia 10.559/2002, aprovada pelo Congresso Nacional, foi um importante passo para o estabelecimento de um Estado Democrático de Direito em nosso país. A Lei permitiu a oportunidade para que a Nação conheça a quantidade de brasileiros civis e militares, funcionários públicos, empregados urbanos e rurais que tomaram posição contra o golpe de estado levado a cabo por aqueles que rasgaram a Constituição, a serviço dos interesses norte-americanos, de banqueiros e de grandes grupos empresariais. Os golpistas, durante mais de 20 anos, perseguiram, censuraram, sequestraram, torturaram, baniram, mataram, monitoraram e levaram ao exílio cidadãos e cidadãs democráticos, além de levarem muitos trabalhadores ao desemprego, muitas vezes, graças a expedientes escusos, tais como denúncias anônimas ou ofícios sigilosos.