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Posição do Brasil diante do conflito da América Latina

Essa matéria foi publicada na Edição 422 do Jornal Inverta, em 02/03/2008

A neutralidade do Brasil diante do conflito estabelecido na América Latina mostrou de que lado realmente o presidente Luiz Inácio Lula da Silva encontra-se, pois faltou nele uma postura de líder de governo contrário à arbitrariedade dos EUA, que busca desequilibrar o bom relacionamento político e econômico da América Latina.

Posição do Brasil diante
do conflito da América Latina


A neutralidade do Brasil diante do conflito estabelecido na América Latina mostrou de que lado realmente o presidente Luiz Inácio Lula da Silva encontra-se, pois faltou nele uma postura de líder de governo contrário à arbitrariedade dos EUA, que busca desequilibrar o bom relacionamento político e econômico da América Latina, já que vem usando os seus pupilos para defender seus interesses econômicos e financeiros, interferindo assim em um processo de paz que dura desde do século XIX, impedindo o crescimento de uma unidade comercial entre os povos da América Latina, como o Mercosul, apoiando ataques contra as forças beligerantes que atuam em solo colombiano. A posição do Brasil era de integrar junto ao presidente da Venezuela e do Equador em defesa a resolução criada pela OEA.

Teria que apoiar e aderir junto aos presidentes da Venezuela e do Equador, que fazem parte do grupo da OEA, pois estaria cumprindo o acordo de integração, defendendo os interesses da América Latina e ao mesmo tempo colocando-se como contrário aos ataques que os guerrilheiros das FARC-EP sofreram em terras equatorianas, quando realizavam acordo de libertação dos seqüestrados, nesse mesmo momento deveria tomar uma decisão mais enérgica, expulsando as ONGS que estão em terras brasileiras explorando e delimitando áreas de exploração, usurpando, assim, a biodiversidade brasileira, pois nestas áreas encontram-se seguranças com ordens impedindo a entrada de brasileiros, as ONGs estão trabalhando em nomes de empresas farmacêuticas e mineradoras de países imperialistas, demarcando as áreas que serão exploradas. Nesse momento o governo está empenhado em expulsar os índios de suas terras, colocando-os às margens da miséria e da escravidão trabalhista. Estudos feitos pela ONU em 2007 mostram que os índios brasileiros estão sendo exterminados.

A política que o governo Lula vem desenvolvendo é de subimperialista da América Latina, pois seu interesse é de tornar líder político do século XXI, pois deseja conquistar uma cadeira permanente na ONU, dessa forma tenta buscar um acordo com os EUA, mostrando competência na intervenção militar imposta no Haiti, isso faz com que a tropa ganhe experiência e confiança nas tarefas que poderá desenvolver em territórios dominados pelo imperialismo norte-americano com apoio da ONU, que formaria um exército mundial que busca defender os interesses estadunidenses.

Não respeitar a carta da Organização dos Estados Americanos e trair o povo da América Latina é desrespeitar o capítulo VI dos artigos 28 e 29 do Dispositivo de Segurança Coletiva da OEA. Uma posição mesquinha e individualista, pois esquece da sua origem de trabalhador explorado e humilhado pelas oligarquias, das que o expulsou do interior nordestino até as que exploram na grande metrópole de São Paulo, onde as oligarquias imperialistas sugaram seus sangue e suor, causando então a mutilação em sua mão esquerda. Esquecer esse período árduo de trabalhador explorado é o mesmo que abandonar os milhões de trabalhadores brasileiros que acreditaram em um governo que defendesse os direitos dos trabalhadores e dos povos humildes que lutam, para se livrar da política imposta pelos imperialistas norte-americanos, que sempre buscam explorar e humilhar todos os povos que se encontram no hemisfério norte e sul do planeta, seja na África, na Ásia, no Oriente Médio, na América latina ou no Leste Europeu, a sua política é de tirar desses povos os seus recursos naturais e de explorar sua força de trabalho até a morte.

O dever do presidente Lula é de defender o território brasileiro e seus recursos naturais, principalmente a Amazônia, que já corre o sério risco de ser invadida pelos nortes-americanos. Seria o momento certo para intervir e solicitar aos demais países integrados a OEA a retirada das bases militares norte-americanas na AL, pois toda essa invasão teve início no governo de FHC que autorizou a empresa norte-americana a Raytheon, uma das principais empresas bélicas dos EUA, a instalar radares e sensores para monitorar toda área Amazônica, iniciando assim um pacote de venda do território brasileiro. O presidente Lula tem a obrigação de expulsar os ianques que desejam usurpar nossas riquezas, nesse momento os norte-americanos possuem 725 bases militares em 38 países e 93 bases secretas espalhadas pelo mundo, totalizando uma quantidade de 500 mil soldados em 132 nações. O objetivo americano é de aumentar as bases militares na AL garantindo sua tradicional área de influência, implantando Tratado de Livre Comércio (ALCA), e depois seguir avançando na extração dos nossos recursos naturais: água, o petróleo e a biodiversidade, a demarcação do nosso solo já iniciou, já que em Roraima possui várias ONGs que impedem a entrada de brasileiros que tentam se aproximar do espaço que eles estão pesquisando e retirando recursos naturais em benefício próprio.

A intenção estadunidense é de espalhar bases militares por toda AL e impor sanções que façam cumprir o acordo do TLC (Tratado Livre do Comércio), ameaçando os povos com seus mísseis de longo alcance. Emplacando então o terror contra aqueles que tentarem fugir do acordo. Essa política vem sendo apoiada por alguns empresários brasileiros e políticos que recebem apoio de capital estrangeiro, e que lucram com a brutal forma de poluir o mundo em nome do capitalismo selvagem.

O desejo do povo brasileiro e dos demais povos da AL não é ser humilhado e explorado, e sim viver com dignidade e respeito, e não se submeter às humilhações que querem impor, como a falta de saúde pública, educação, moradia e trabalho digno, o que desejamos é não retornar à escravidão e aos maus tratos que eram impostos nos séculos anteriores ao XXI. Impor a democracia através das armas e apoiar uma ditadura militar universal, como os romanos faziam nos territórios que conquistavam, pois ultrajavam os derrotados a terríveis humilhações, dessa forma estaríamos regredindo na história, em um período mais cruel que o povo da época viveu. O povo da AL clama por libertação da besta fera que busca eliminar todos os recursos naturais e destruir o planeta.

Josiel Morais