XV Encontro de Geógrafos da América Latina
Entre 6 a 10 de abril foi realizado no Palácio de Convenções de Havana, Cuba, o XV Encontro de Geógrafos da América Latina, com o tema “ Por uma América Latina Unida e Sustentável”.
O Encontro discutiu eixos como teoria, história e metodologia de Geografia, educação geográfica, globalização, a integração e territoriais dinâmica, ordenamento do território, políticas públicas e desenvolvimento sustentável, as zonas rurais, agricultura e segurança alimentar, estrutura e dinâmica dos sistemas urbanos, população, gênero e identidade, turismo e patrimônio.
Sua fundação foi formada por geógrafos latino-americanos, liderados principalmente por brasileiros há 28 anos. Com objetivo de discutir experiências e consolidar reflexões sobre o papel da geografia no quadro do sistema social, político, cultural, econômico e ambiental.
O evento mostrou a importância de integrar e fortalecer os povos mediante suas biodiversidades culturais, fazendo um intercâmbio de trabalhos, artigos e seminários.
O encontro viabiliza a discussão da intervenção política, trazendo novas ideias para contrapor as imposições neoliberais.
Foi apresentado nas discussões o processo histórico da geografia desde o positivismo até a geografia cultural mostrando uma reconstrução desde o modo de pensar tecnicista até o pensamento crítico, com observações que se aplicam à metodologia de ensino praticado no ambiente escolar.
A geografia, por ser uma ciência que manifesta diversas definições tanto na área física e humana, seu estudo se torna mais complexo e instigante, em que, por um lado, entra no campo do conhecimento físico e, do outro, explora a ciência humana, ou seja, a relação do homem com a natureza.
Na mesa de abertura do eixo temático de Educação Geográfica, transcorreu a discussão destacando a diferença entre o geógrafo (técnico) e o professor de geografia, ressaltando as singularidades, particularidades e suas especificações; buscando alertar que o estudo de geografia não se dá apenas nas salas de aula ou em empresas ambientais, mas sim em todo o espaço que o homem está inserido, demonstrando, assim, a perversidade da globalização no território da geografia.
Seguindo com o debate foi acrescentada a necessidade de uma educação libertária, manifestando as ideias dos diferentes processos históricos e sociais ocorridos na América Latina.
Houve também apresentações ressaltando os processos de ensino-aprendizagem.
O trabalho Educação e os Contornos Geográficos, apresentado no evento, faz parte do Programa Institucional de Bolsas de Iniciação à Docência – PIBID, no qual algumas instituições de ensino superior em licenciaturas articulam-se com escolas estaduais ou municipais.
E por isso tem como finalidade o aperfeiçoamento do profissional docente.
O artigo se desenvolveu no âmbito de análises e estudos sobre as descendências afro-brasileiras dentro das salas de aula. Fazendo abordagens lúdicas, juntamente com outras disciplinas obrigatórias no currículo mínimo, como literatura, história, artes e educação física, fundamentando uma reflexão sobre o ensino das Ciências Humanas no Brasil, a partir do multiculturalismo e também a questão da identidade étnico-racial e campista, como são utilizadas nas práticas pedagógicas, tanto na Educação Básica como no Ensino Superior, e como são repassadas através das metodologias e nos livros didáticos, levando ao fortalecimento e valorização da história da cidade de Campos dos Goytacazes-RJ.
Beatriz Morais - J5J
