Total de pobres aumenta 11,2% em 2017

Ao contrário das insígnas Ordem e Progresso apropriadas pelo governo Temer , a realidade revela o a desordem e o atraso oriundos das práticas do governo usurpador que se instalou em Brasília, quando o número total de miseráveis no Brasil em 2017 subiu 11,2%. Os dados mostram que, após o golpe de 2016 contra a presidenta eleita Dilma Rousseff, aumentou de 13,34 milhões para 14,84 milhões o número de pobres. Segundo o IBGE, em 2016 este número correspondia a 6,5% do total da população e subiu para 7,2 no ano passado.

O número de miseráveis no Brasil subiu de 13,34 milhões de pessoas há dois anos para 14,84 milhões em 2017. O golpe de 2016 fez com que o total da pobreza extrema aumentasse 11,2%. Segundo o IBGE, o total de miseráveis registrado no país em 2016 era de 6,5%, e aumentou para 7,2% no ano passado. Várias foram as causas do aumento da pobreza, visto que o desemprego, a reforma trabalhista e a crise econômica criaram uma conjuntura de informalidade e de aumento da exploração dos trabalhadores no país.

No Sudeste, o número de miseráveis cresceu 13,8% ou 4 milhões de pessoas estão nesta situação de vulnerabilidade social. A crise econômica atingiu com maior impacto os estados do Rio de Janeiro e São Paulo, onde a parcela mais pobre da população viveu no ano passado com R$40 por mês se comparado aos R$49 em 2016, uma perda de 18%. Os 10% mais ricos do Brasil concentram 43,3% da renda total do país, enquanto os 10% mais pobres sobrevivem com 0,7% desse montante.

O total de desempregados chegou a 12,6% no primeiro trimestre de 2018, o que se traduz em 13,1 milhões de pessoas sem emprego no país, segundo o IBGE. Esse total de se elevou em 432 mil pessoas em relação ao trimestre anterior, quando 12,7 milhões de brasileiros estavam desempregados. A cifra populacional fora do mercado de trabalho chegou ao maior nível histórico, registrado pelo IBGE, com 64,9 milhões de pessoas fora do mercado de trabalho no total. Este número representa 532 mil trabalhadores a mais sem ocupação em relação ao trimestre anterior ou 0,8% a mais, considerando que são computados os que não tem emprego e os que estão procurando uma ocupação. O rendimento médio mensal dos trabalhadores ficou em R$ 2.186 entre dezembro de 2017 e fevereiro em 2018.

Lucio Fernando